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Manuais · São Paulo

Regras de julgamento

O Manual do Julgador estruturado por quesito e critério — a mesma regra que aparece em cada desconto justificado dos desfiles.

Ano do manual:202620252024202320222020201920182017201620152014

Enredo

Enredo é a peça literária (tema central) que, por meio de pesquisa, dá origem ao roteiro do desfile. É o conteúdo narrativo com trama, sequência de fatos e situações dos personagens, podendo ser linear ou não linear.

Roteiro
Proposta sequencial do desfile fornecida pela Escola na pasta de jurados. Deve ser rigorosamente seguido e respeitado, sem ausências, inclusões ou inversões na disposição dos elementos.
texto do manual
É a proposta sequencial do desfile fornecida pela Escola de Samba através da pasta de jurados. Essa proposta deverá ser rigorosamente seguida e respeitada, não podendo haver qualquer forma de ausência, inclusão ou inversão na disposição do roteiro proposto pela agremiação.
Leitura Plástica
Avalia se a execução plástica e artística apresentada no desfile transmite a leitura do enredo proposto, através de fantasias, alegorias, elementos cenográficos e grupos cênicos em sintonia com as Defesas apresentadas.
texto do manual
O jurado deverá avaliar se a execução plástica apresentada no desfile transmite a leitura do enredo proposto.
Realização Narrativa
Avalia se o desenvolvimento descritivo da sinopse, a montagem proposta e o desfile apresentam o enredo com clareza, coerência e coesão, de forma consistente.
texto do manual
O jurado deverá avaliar, por meio da sinopse e do roteiro, se a Escola apresentou seu enredo de forma clara, coerente e coesa.
exceçãoObservações
Destaques de chão, Ala PCD, Velha Guarda e Ala de Convidados são julgados apenas no Roteiro. Bateria, Corte, Time de Canto não têm posição fixa. Escola tem liberdade de tema e merchandising não é penalizado.
texto do manual
Os destaques de chão, a Ala de Pessoas com Deficiência (PCD), a Velha Guarda e a Ala de Convidados somente serão julgados no ponto de avaliação Roteiro. A Bateria e a Corte da Bateria (quando houver), o time de canto e os integrantes do carro de som se apresentam juntos e não possuem posição fixa no desfile; portanto, a posição de desfile desses componentes não deve ser julgada no ponto de avaliação Roteiro. A Escola de Samba tem completa liberdade na escolha de seu tema de Enredo, não podendo o jurado punir a inclusão de merchandising (explícito ou implícito) na concepção de enredo.
exceçãoConsiderações Gerais
Não considerar: opiniões pessoais sobre qualidade do enredo, veracidade dos fatos, brasilidade, ou questões de outros quesitos. Julgamento entre faixas amarelas. Leitura atenta das pastas é fundamental.
texto do manual
O jurado não deverá levar em consideração para atribuir as notas: a) Opiniões pessoais se o enredo é bom ou ruim, mas sim se ele foi bem apresentado, de acordo com os pontos de análise do quesito. b) Se os fatos contados no enredo são verdadeiros ou falsos, realistas ou surreais, se abrangem ou não todos os aspectos daquele tema, mas sim se ele foi apresentado de acordo com os pontos de análise do quesito, conforme sinopse apresentada pela Escola de Samba. c) A brasilidade do enredo, pois as Escolas de Samba não têm obrigação de apresentar enredo baseado em tema exclusivamente nacional. d) Questões inerentes a quaisquer outros quesitos, restringindo-se aos pontos apresentados neste manual. O julgamento somente começará no momento que Escola de Samba adentrar a pista de desfile, que começa na faixa amarela inicial e terminará quando a Escola de Samba ultrapassar a faixa amarela que demarca o final. Os materiais enviados para apreciação prévia servem de referência para compreensão dos enredos. É fundamental a leitura atenta das pastas enviadas pelas Escolas para a compreensão completa de suas propostas e, consequentemente, para a avaliação adequada do quesito.

Alegoria

Alegoria é a representação plástica sobre rodas que ilustra a estética visual do Enredo. Inclui carros alegóricos, elementos cenográficos (tripés e quadripés) e componentes humanos (destaques, composições, grupos teatrais e coreográficos).

Concepção Artística
Avalia a ideia proposta através de descritiva artística, execução da alegoria com qualidade de materiais e efeitos (iluminação, movimentos, criatividade), padrão de execução entre as alegorias, uso coerente de cores predominantes e variação de formas geométricas.
texto do manual
a) Descritiva: Analisar a ideia proposta através de uma descritiva artística da alegoria, dando ao julgador o entendimento dos principais elementos utilizados. b) Execução: Será avaliada a concepção artística na execução da alegoria, como: • Qualidade na utilização dos materiais; • Efeitos presentes distribuídos entre as alegorias (exemplos: iluminação, movimentos, grupos performáticos, criatividade na utilização de materiais). Obs. Não sendo obrigatório ter todos os efeitos em todas as alegorias. Nos elementos cenográficos (tripés e quadripés), este item não será avaliado. c) Conjunto: Conjunto qualitativo entre as alegorias. Todas as alegorias devem manter o padrão de execução. d) Cores: O jurado deverá analisar cada alegoria individualmente, e observar se tem as cores predominantes, conforme a descritiva enviada na pasta de jurados. O uso das cores deve estar de acordo com a proposta temática visual da escola, podendo a alegoria ser monocromática (uma única cor em suas diferentes tonalidades). Obs. Exceto Velha-Guarda, Convidados e Personalidades, que devem constar na descritiva artística. e) Formas: Variação de formas geométricas entre as alegorias.
Realização
Avalia proporção das esculturas (partes proporcionais entre si) e volumetria na alegoria (dimensionamento, distribuição, harmonia e equilíbrio dos elementos, visibilidade do espaço cenográfico e componentes).
texto do manual
A realização é analisada e julgada em dois subitens. São eles: a) PROPORÇÃO DAS ESCULTURAS As esculturas devem estar com suas partes proporcionais entre si, não desfigurando a representação do ser ou objeto. Não será analisada a proporção entre as peças, e sim na própria peça como, por exemplo, a desproporção entre cabeça e corpo de uma escultura humana, exceto quando a desproporção é pertinente à proposta apresentada na estética visual da alegoria. Obs. Quando houver a utilização da logomarca ou mascote da agremiação, a mesma terá a liberdade artística de utilizá-lo de acordo com a sua apresentação oficial, conforme descritiva. b) VOLUMETRIA NA ALEGORIA Avaliar o dimensionamento e distribuição dos objetos que compõem a Alegoria, considerando a harmonia e equilíbrio dos elementos. Observar queijos, plataformas e bases vazias, onde claramente deveria haver algum elemento humano ou não. Considerar também se não há elementos sobrepostos ou mal posicionados e que impeçam a visibilidade do espaço cenográfico e de seus componentes (humanos ou não), como por exemplo, um destaque cuja fantasia oculte uma escultura ou o contrário, a ponto de não ser observado de nenhum campo de visão.
Acabamento
Avalia cuidado e atenção na confecção e decoração dos carros alegóricos e elementos cenográficos, penalizando falhas de pintura, ferragens expostas, esculturas quebradas, integridade de fantasias de destaques/composições, cobertura de geradores e presença de objetos esquecidos.
texto do manual
O jurado avaliará o acabamento em seu ângulo de visão e deverá observar o cuidado e atenção com que foram confecionados e decorados os carros alegóricos e elementos cenográficos. Serão penalizadas falhas de pintura, ferragens expostas, esculturas quebradas e outros elementos que prejudiquem a apresentação visual, inclusive na parte traseira e barrado (saias). As fantasias de Destaques e Composições também pertencem às, assim como as dos elementos e grupos cenográficos, sendo igualmente julgadas em relação a sua integridade. Também os geradores que alimentam a alegoria, que devem estar cobertos ou adesivados, exceto as partes de ventilação, exaustão e combustão (mesmo com cano de escapamento à mostra, quando o gerador for embutido na alegoria). Elementos esquecidos nas alegorias e que são utilizados para construção, acabamento e limpeza dos carros ou elementos cenográficos, tais como: tesouras, escadas, vassouras, latas de tintas, cola quente ou fria, pistola de cola quente ou fria, sobras de fios, sacolas, galões de água, copos de água, garrafas de água, roupas pessoais, pedaços de fantasias, entre outros, observando se estes itens não estão descritos no contexto dos carros alegóricos e elementos cenográficos informados pela Escola de Samba na pasta de jurados. Serão penalizadas as falhas de acabamento como, por exemplo: a) Esculturas danificadas (quebradas, rasgadas, pintura danificada). b) Tecidos rasgados, madeiras e ferros aparentes. c) Falhas luminotécnicas graves que prejudiquem a apresentação dos carros alegóricos e elemento cenográfico em seu todo, como, por exemplo, o apagamento de um dos lados ou o carro como um todo. Falhas no letreiro com o nome da escola; ou outros problemas que afetem significativamente a comunicação visual-temática da alegoria. d) A integridade das fantasias dos Destaques e/ou Composições dos carros alegóricos e elementos cenográficos. e) Presença de pessoas sem fantasias que prejudiquem a leitura visual dos carros alegóricos e elementos cenográficos. f) Elementos e objetos esquecidos na alegoria.
exceçãoConsiderações Gerais
O jurado não deve considerar: carros/elementos não entrados na pista, número de carros, merchandising, sujidades por chuva, socorros a componentes. Julgamento ocorre entre faixas amarelas.
texto do manual
Observação: O desenho artístico (vista lateral) apresentado na imagem ilustrativa é apenas uma referência da alegoria, e não cabe como parâmetro para nenhum julgamento. O julgador não deverá levar em consideração, para atribuir as notas: a) Os carros alegóricos e elementos cenográficos que, por alguma eventualidade, não entrarem na pista. A falta de qualquer carro alegórico e elemento cenográfico serão julgados no quesito Enredo. b) O número de carros alegóricos em desfile, ainda que inferior ao número mínimo ou superior ao número máximo. Isto trata-se de regulamento e está fora de julgamento. c) A inclusão de qualquer tipo de merchandising (implícito ou explícito) nos carros alegóricos e elementos cenográficos. Isto trata-se de regulamento e está fora de julgamento. d) Em caso de chuva no local, desconsiderar sujidades. Os acabamentos devem ser avaliados, uma vez que, não é possível prever chuvas. e) Caso de algum componente de alegoria passe mal durante o desfile e necessite da ajuda dos bombeiros, médicos, enfermeiros ou alguma pessoa da agremiação, mesmo que com a utilização de escadas ou outro equipamento que esteja sendo utilizado para efetuar o socorro deste componente.
nota técnicaQuestões inerentes a outros quesitos
Não são julgadas no quesito Alegoria: dificuldades de evolução, canto de destaques/composições, alegoria de Comissão de Frente, adequação ao Enredo.
texto do manual
QUESTÕES INERENTES A OUTROS QUESITOS, COMO POR EXEMPLO: 1. Dificuldades de evolução dos carros alegóricos e elementos cenográficos; 2. O canto (voz) de Destaques e Composições dos carros alegóricos e elementos cenográficos; 3. A alegoria ou Tripé eventualmente utilizado pela Comissão de Frente; 4. A adequação dos carros alegóricos e elementos cenográficos ao Enredo proposto.

Fantasia

Fantasias são criações artísticas carnavalizadas que compõem o corredor visual da Escola. Compostas por diversos elementos (adereços, sapatos, chapéus, perucas, costeiros etc.) e avaliadas conforme as fotos de referência da Pasta de Jurados.

Apresentação
Avalia se a fantasia da ala inteira se apresenta de acordo com a fotografia proposta na Pasta de Jurados, contendo exatamente todos os elementos. Penaliza ausências, inclusões e divergências de formato, proporção ou material.
texto do manual
Neste ponto de balizamento, avalia se a fantasia da ala inteira se apresenta de acordo com a fotografia proposta pela Escola de Samba na Pasta de Jurados, contendo exatamente todos os elementos que a constituem e a maneira como eles se compõem. O ponto de balizamento Apresentação é julgado por ala. DEVERÃO SER PENALIZADAS as seguintes ocorrências em Apresentação: - As ausências de qualquer elemento presente na foto enviada pela escola na Pasta de Jurados do quesito (exemplos: falta de chapéu, costeiro, adereço de mão, punhos, colar, cinto, ou qualquer outro item que compõe a fantasia), ou ainda, as ausências de partes de um dos itens citados acima. - As inclusões de qualquer elemento que não existe na foto enviada pela escola na Pasta de Jurados do quesito, ou ainda as inclusões de partes de um dos itens citados. - As divergências de formatos dos elementos da fantasia em relação à foto enviada (exemplos: na foto, o modelo veste um chapéu de bruxa, e a ala se apresenta com um capacete de ciclista; na foto, o modelo veste botas, e a ala se apresenta com sandálias). - As divergências de proporção dos elementos da fantasia da ala toda (chapéu, costeiro, adereço de mão, bandeira, capa) menor ou maior em relação à foto enviada. - As divergências de tipo de material aplicado na fantasia em relação à foto enviada (exemplos: na foto a fantasia é composta por plumas ou penas naturais, e a ala se apresenta com penas artificiais ou capim no lugar das plumas).
Técnica — Uniformidaderegra aproximada
Dentro do balizamento Técnica: avalia se TODOS os componentes de uma mesma ala vestem fantasias iguais (uniformes) entre si, penalizando diferenças por inclusão, ausência ou divergência de confecção.
texto do manual
Avalia se TODOS os componentes de uma mesma ala/grupo vestem fantasias iguais (uniformes) entre si durante o desfile. O item Uniformidade deve ser julgado pelo número de componentes. DEVERÃO SER PENALIZADAS as seguintes ocorrências no balizamento Uniformidade: - Diferenças nos itens das fantasias vestidas por um ou mais componentes, seja por inclusão, ausência ou divergência na confecção dos itens. - A inclusão de quaisquer elementos não pertencentes à fantasia (Exemplo: um ou mais componentes se apresentam com objetos estranhos à fantasia, como celulares, bolsas, pochetes, sacolas, câmeras fotográficas, copos, garrafas, guarda-chuvas). - A ausência de um ou mais itens que compõem a fantasia (Exemplo: um ou mais componentes se apresentam sem o chapéu, um punho, o costeiro ou qualquer item que pertence à fantasia, se diferenciando dos demais). - A divergência de formato, quantidade ou material utilizado na confecção dos elementos que compõem a fantasia (formato de chapéu, quantidade de elementos aplicados, distribuição dos elementos decorativos, diferenças na cor ou estampa dos tecidos usados nas mesmas partes da fantasia da ala).
Técnica — Acabamentoregra aproximada
Dentro do balizamento Técnica: avalia danos às fantasias (tecidos/elementos rasgados, quebrados ou danificados). Danos por movimentação só penalizam quando comprometem visualmente a composição de forma evidente.
texto do manual
Neste item de avaliação, serão julgados os danos às fantasias. O jurado punirá tecidos ou elementos da fantasia que estejam rasgados, quebrados ou danificados de alguma outra forma como, por exemplo: adereços quebrados; sapatos danificados; manchas de tinta; costeiros quebrados, entre outros. Há danos que ocorrem ao longo do desfile, por decorrência da movimentação, como por exemplo: saiotes arqueados, plumas, penas e pedrarias que caem da fantasia, entre outros. Isso também é considerado um problema de acabamento, mas deve ser avaliado de uma forma mais atenta. Quando esses danos ocorrem por decorrência da movimentação, deve-se avaliar o acabamento baseado na composição da fantasia como um todo. O jurado avaliará se elementos e/ou partes das fantasias que caíram com a movimentação comprometeram a composição delas de forma evidente. Nestes casos, deve haver punição. Caso contrário, não. Exemplo: uma pluma que se descole de um costeiro com dezenas de outras plumas intactas não impacta a concepção da fantasia; porém, a queda de uma única pena que ornava o chapéu de um mosqueteiro é uma falha de integridade. O item Acabamento deve ser julgado pelo número de componentes.
Técnica — Concepção/Realizaçãocorrespondência incerta
Dentro do balizamento Técnica: analisa se a proposta artística (formas, materiais, cores, soluções criativas) contribuiu para o espetáculo — carnavalização, ausência de variação de formatos/modelos e repetição de elementos.
texto do manual
O subquesito Concepção irá analisar se, e o quanto, a proposta artística (formas, materiais, cores e soluções criativas) usadas na construção das fantasias contribuíram ou não para o espetáculo em si. Para tanto, ele irá avaliar os seguintes itens: a) Carnavalização Fazer uso de um figurino existente da forma como o mercado já nos oferece (exemplo: uniformes de empregada, gari, policial, entre outros) não condiz com a nomenclatura de "criação artística carnavalesca". Aqui deverá ser avaliado se a fantasia não cumpriu seu objetivo de ser uma proposta autoral, como uma releitura, uma "criação carnavalesca", que, por meio da materialidade, demonstre a intencionalidade apresentada pela escola. b) Ausência de variação dos formatos e modelos das peças Deverá ser avaliado se o formato de costeiros, golas, cabeças, calçados, e outros elementos das fantasias, é repetitivo em excesso. c) Repetição de elementos, soluções e materiais Deverá ser avaliado se há uso repetitivo e não justificado de elementos e soluções para materiais empregados da mesma forma/maneira na realização das fantasias das alas. Observação: para os Pontos de Balizamento (b) Ausência de Variação dos Formatos e Modelos das Peças e (c) Repetição de Elementos, Soluções e Materiais o máximo de despontuação é -0,3 (3 décimos), ainda que existam falhas em mais de 4 alas ou em mais de 3 setores.
exceçãoExceções à Apresentação
Não penalizar: divergências de caimento por confecção em série, e existência de fantasias/personagens diferentes dentro da ala desde que justificados na Pasta de Jurados.
texto do manual
Não deve haver penalidade no ponto de balizamento Apresentação quando: - As fantasias no desfile estiverem divergindo no caimento, por decorrência da confecção (tamanho de roupa) em relação à fantasia apresentada na foto da Pasta de Jurados, uma vez que se deve considerar que as fantasias de Carnaval são confeccionadas em série para muitos foliões. - Houver a existência de fantasias e/ou personagens diferentes dentro de uma mesma ala, desde que eles estejam justificados e apresentados com fotos na Pasta de Jurados do quesito.
exceçãoExceções à Uniformidade
Não penalizar: divergências de posicionamento por movimentação, uso de óculos, adereços de mão em qualquer das mãos, e divergências de maquiagem.
texto do manual
Não deve haver penalidade no item Uniformidade quando: - Algum elemento da fantasia, que consta na foto apresentada na pasta, não estiver exatamente na mesma posição da foto durante o desfile por decorrência da movimentação do componente (meias que não estão na mesma altura; um paletó aberto; altura de capas; uma tornozeleira fora de posição). - Houver componentes portando quaisquer tipos de óculos. - Os adereços de mão estiverem sendo carregados por qualquer uma das mãos durante o desfile. - Houver a presença, ausência ou divergência de maquiagem nos componentes.
exceçãoConsiderações Gerais e Quem é Julgado
Fantasia julga todas as indumentárias exceto grupos especiais (Comissão, casal com pavilhão, diretoria, bateria, equipe técnica, time de canto, componentes sobre alegorias, velha guarda, convidados, compositores, PCD). Destaques são julgados só em Acabamento (Técnica).
texto do manual
O Quesito Fantasia julga todas as indumentárias apresentadas no desfile, exceto: a) Comissão de frente; b) Casal de mestre sala e porta bandeira que estiver portando o pavilhão oficial; c) Diretoria da agremiação; d) Mestre e diretores de bateria; e) Integrantes da equipe técnica (diretores e apoios de harmonia, diretores de alegoria, disciplina e evolução, coordenadores e chefes de ala, técnicos de iluminação, geradores e empurradores dos carros); f) Time de canto; g) Componentes que desfilam sobre alegorias; h) Velha Guarda (caso não venha inserida no enredo); i) Ala de convidados; j) Ala de Compositores; k) Ala de pessoas com deficiência e seus condutores; l) Ala de ação justificada. Os integrantes dos grupos "h", "i" e "j" serão julgados apenas no item UNIFORMIDADE. Atenção: os destaques de chão, pandeiristas, rainhas, madrinhas, princesas e musas de bateria, e demais casais de mestre-sala e porta-bandeira serão julgados apenas no item ACABAMENTO, dentro do ponto balizamento TÉCNICA. O julgador NÃO deverá levar em consideração: opiniões pessoais não vinculadas aos pontos de avaliação; merchandising; genitália à mostra; prejuízo de mobilidade (julgado em Evolução); sujidades por chuva (mas acabamento e integridade são avaliados); questões de outros quesitos.

Evolução

Evolução é o deslocamento progressivo e ritmado da Escola com entrosamento entre dança e bateria, com empolgação e expressões corporais diversas, mantendo a característica de desfile de Escola de Samba.

Buraco entre alas
Variação de espaço entre alas ou não cumprimento dos limites de espaçamento de elementos de desfile (limites máximos definidos para Comissão, casais de mestre-sala, destaques de chão).
texto do manual
Buraco ENTRE Alas: A variação no espaço entre as alas no desfile, ou ainda o não cumprimento dos limites de espaçamento de determinados elementos de desfile, a saber: • A Comissão de Frente (seja seu último componente ou o elemento cênico) pode se distanciar em até 08 (oito) grades do elemento de desfile seguinte; • O casal oficial de Mestre-Sala e Porta-Bandeira tem espaço de até 12 (doze) grades para ocupar na avenida; • Os demais casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, caso haja, possuem espaço de até 05 (cinco) grades para se apresentarem; • Os destaques de chão têm o limite de 03 (três) grades, sendo este o limite para espaçamento entre alas; • Os destaques de chão têm o limite de 04 (quatro) grades, sendo este o limite para o espaçamento entre alegorias, considerando o espaço aéreo. Observações: O espaço de apresentação dos casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira e dos destaques de chão é contado a partir do término da ala ou elemento de desfile anterior a eles até o início da ala ou elemento seguinte. O espaço técnico será permitido para a entrada e saída da bateria no box.
Buraco dentro da ala
Divisão interna clara da ala em pedaços. Não se contam espaçamentos naturais de movimentação ou necessários para elementos cenográficos e apresentações especiais.
texto do manual
Buraco DENTRO das Alas: a ocorrência de divisão interna da ala em pedaços claros. Todavia, não se consideram claros os espaçamentos naturais decorrentes da movimentação interna dos componentes, estejam eles enfileirados, intercalados ou com posicionamento livre, que têm liberdade para dançar e deslocar-se com espontaneidade dentro do perímetro da ala. Também não se consideram claros os espaçamentos naturais e necessários à movimentação de elementos cenográficos eventualmente existentes no interior das alas, bem como os espaços necessários à dança dos componentes da ala de passistas, grupos de ações cênicas, apresentação do casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira Oficial, com ou sem os seus respectivos guardiões e recuo de bateria.
Divisão de escola
Dividir a Escola em duas partes com contingente ou alegoria. Divisões que alcançarem espaçamento superior a 5 grades são consideradas divisão, não buraco.
texto do manual
Divisão de Escola: Dividir a Escola de Samba em duas partes sendo contingente ou alegoria. Será considerado uma Divisão de Escola e não mais um buraco, divisões que alcançarem espaçamento superior a 05 (cinco) grades. Observação: No caso dos elementos de desfile que possuem espaçamento máximo delimitado, conforme descrito no item Buraco entre Alas (Comissão de Frente, casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Destaques de Chão e alegorias), as 05 (cinco) grades são contadas a partir dessa delimitação máxima.
Invasão de ala
Ocorrência de invasões de componentes de uma ala, Destaque de Chão ou casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira no perímetro de outra ala.
texto do manual
Invasão de Alas: a ocorrência de invasões de componentes de uma ala, Destaque de Chão, ou casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira no perímetro de outra ala. Observações: → O avanço de partes de uma alegoria que se projeta por cima de alas, não deve ser considerado como invasão. → Se Destaque de Chão, Corte da Bateria ou componente de uma ala que esteja atrás de um carro alegórico adentrar o espaço de um gerador acoplado, deve-se considerar uma invasão de ala.
Expressão corporal
Entrosamento da dança dos desfilantes com o ritmo da bateria, com movimentos descontraídos de braços, pernas e quadris, com alegria e animação.
texto do manual
Expressão Corporal: é o entrosamento da dança dos desfilantes com o ritmo da bateria, com movimentos descontraídos de braços, pernas e quadris, com alegria e animação.
Choque de alegoria
Ocorrência de choque da alegoria em componente, Destaque de Chão ou casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, ou vice-versa.
texto do manual
Choque de Alegoria no Componente e/ou Choque do Componente na Alegoria: Se houver choque da alegoria em algum componente, Destaque de Chão ou casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, ou se o componente ou Destaque de Chão se chocar com a alegoria.
Variação de Velocidade
Ocorrência de variações significativas de velocidade no desfile, acelerando o deslocamento dos componentes.
texto do manual
Variação de Velocidade: a ocorrência de variações significativas de velocidade no desfile da Escola de Samba, acelerando o deslocamento dos componentes.
exceçãoExceções na avaliação (elementos não julgados)
Em Expressão Corporal, Variação de Velocidade e Buraco dentro das Alas não são julgados: Comissão, casal oficial, Baianas, Diretoria, equipe técnica, Bateria, Time de canto, Velha Guarda, Crianças, PcD, convidados, compositores. Nos demais itens, todos são avaliados.
texto do manual
Nos itens 3 (Invasão de Alas), 4 (Choque de Alegoria), 5-B (Buraco entre Alas) e 6 (Divisão de Escola), o julgador de Evolução deverá avaliar todos os componentes da Escola de Samba, sem exceções. Entretanto, nos itens 1 (Expressão Corporal), 2 (Variação de Velocidade) e 5-A (Buraco dentro das Alas) não serão julgados os seguintes elementos de desfile: a) Comissão de Frente; b) Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira que estiver portando o pavilhão oficial; c) Baianas (apenas 01 ala por Escola); d) Diretoria da agremiação; e) Integrantes da equipe técnica (diretores e apoios de harmonia, carnavalescos, empurradores de carros e elementos cenográficos, componentes de alegorias, disciplina e evolução, coordenadores e chefes de ala); f) Bateria, pandeiristas, rainhas, madrinhas, princesas e musas de bateria; g) Time de canto; h) Ala da velha guarda (01 ala); i) Crianças (01 ala); j) Alas exclusivamente de pessoas com deficiência (PcD) e seus acompanhantes; k) Ala de convidados (01 ala); l) Ala de ação justificada (01 ala); m) Ala de Compositores (01 ala).
nota técnicaObservações Gerais
Diretores só são avaliados se suas atitudes atrapalharem componentes. A bateria se movimenta livremente. O sincronismo de alas coreografadas não é critério de avaliação.
texto do manual
Os diretores da Escola de Samba, bem como os diretores de harmonia, alegoria, evolução, disciplina e chefes ou coordenadores de alas só serão julgados quando suas atitudes atrapalharem os demais componentes no cumprimento dos pontos de avaliação do quesito. A bateria não tem posição fixa durante todo o desfile, portanto pode se movimentar livremente em qualquer setor da Escola de Samba. O jurado não deverá levar em consideração para atribuir as notas o sincronismo das alas coreografadas e/ou movimentos espontâneos, no deslocamento progressivo do cortejo.

Comissão de Frente

A Comissão de Frente é o primeiro contingente humano fantasiado a desfilar, com liberdade de evolução desde que inserida no enredo.

Fundamento
Exigência de saudação ao público e apresentação da escola, ambas com mínimo de 5 componentes sincronizados ou em canon.
texto do manual
A Comissão de Frente é o primeiro contingente humano fantasiado da Escola de Samba a desfilar, tendo como sua principal função: • Saudar o público. (Mínimo de cinco componentes) • Apresentar a Escola de Samba. (Mínimo de cinco componentes) Sendo a saudação ou a apresentação realizada por no mínimo 05 (cinco) componentes, de forma sincronizada ou em canon "cânone", onde partes dos componentes repetem o movimento inicial em tempos diferentes, podendo o canon ocorrer de forma individual, em duplas ou em trios. OBSERVAÇÃO: • É obrigatório o sincronismo de todos os componentes que estão realizando os dois itens de fundamento supramencionados. • A saudação ao público e a apresentação da Escola pode ocorrer em qualquer momento cênico ou coreográfico dentro do campo de visão do julgador.
Plástica Artística
Avalia a integração harmônica entre coreografia/encenação, figurinos, adereços e elementos cênicos na execução da proposta apresentada na pasta de jurados.
texto do manual
Avaliar se a apresentação coreográfica e/ou cênica da Comissão de Frente está em conformidade com a proposta apresentada pela Escola na pasta de jurados. A proposta deve ser obrigatoriamente desenvolvida por meio de coreografia e/ou encenação, em conjunto com figurinos, adereços e eventual elemento cênico, retratando de forma clara a concepção defendida pela agremiação. Avaliar se existiu integração dos movimentos coreográficos ou de interpretação teatral dos componentes com suas indumentárias e elementos cênicos (se houver), dentro do espetáculo proposto, não podendo os figurinos, adereços, acessórios etc., impedirem a execução da apresentação. Avaliar se a coreografia ou encenação executada pela Comissão de Frente se desenvolve de forma harmônica: • Em proposta coreografada, os movimentos simultâneos, em sequência (como o cânone) e as formações (linhas, círculos, "V's", paralelismos ou diagonais), devem estar claras, intencionais e harmonicamente executadas. • Em proposta cênica, a expressão corporal e distribuição dos componentes devem transmitir com clareza a narrativa defendida pela Escola. OBSERVAÇÃO: Não é obrigatória a utilização de elemento cênico. Por se tratar de um cortejo, o jurado não deverá avaliar formações realizadas em transição entre figuras e desenhos coreográficos.
Integridaderegra aproximada
Avalia se os figurinos estão completos e iguais aos da pasta de jurados, e se fantasias, adereços e elementos cenográficos estão íntegros, sem rasgos ou danos. Mapeia o ponto 'Acabamento' do manual.
texto do manual
Para avaliação dos próximos dois Itens, as Escolas enviarão em sua pasta de jurados foto dos figurinos e adereços que compõe o figurino da Comissão de Frente onde o jurado deverá avaliar: • Figurinos: Se todos os figurinos apresentados na pasta estão presentes na avenida de forma completa e iguais ao enviado na pasta de jurados. O jurado não deverá considerar ajustes naturais de vestimenta decorrentes da movimentação durante o desfile. Pequenas diferenças (uma manga que revele parte do braço, um chapéu cujo caimento se altere levemente) não constituem motivo de penalização. Entretanto, quaisquer modificações que descaracterizem o figurino original apresentado na pasta deverão ser consideradas alterações e penalizadas. Caso seja apresentado no desfile qualquer elemento que componha o figurino — ou um figurino completo — que não esteja incluído na pasta de jurados, este deverá ser considerado um elemento não previsto e penalizado. • Integridade: Serão avaliadas se as fantasias, adereços e elementos cenográficos que eventualmente fizerem parte da Comissão de Frente estão íntegros, sem rasgos ou danos e defeitos, de acordo com a proposta da Escola de Samba. OBSERVAÇÃO: Analisar se os defeitos, rasgos ou danos são propositais, de acordo com o apresentado na pasta. Não há obrigatoriedade de envio de imagem do elemento cenográfico (alegoria, tripé, quadripé e qualquer adereço sobre rodas) na pasta de jurados.
exceçãoConsiderações Gerais
O jurado não avalia questões de regulamento (número de componentes), presença de diretores/coreógrafos, ou critérios de outros quesitos. Julgamento entre faixas amarelas; não pune por presença de externos.
texto do manual
O jurado não deverá levar em consideração para atribuir as notas: a) O cumprimento das exigências técnicas de número mínimo e máximo de componentes (Questões de Regulamento). b) A presença do Diretor de Harmonia, Presidente, Diretor responsável pela Comissão de Frente ou Coreógrafo junto a seus integrantes, desde que não prejudiquem ou comprometam a apresentação proposta. c) Os jurados não deverão avaliar questões inerentes a quaisquer outros Quesitos, restringindo-se aos pontos apresentados neste Manual. O julgamento somente começará no momento que a Escola de Samba adentrar na pista de desfile (faixa amarela inicial) e terminará quando ultrapassar a faixa amarela final. Só estão em julgamento os componentes da Escola de Samba, não podendo a Escola ser punida pela presença indevida de fotógrafos, jornalistas, câmeras, trabalhadores da infraestrutura ou outros elementos estranhos.

Mestre Sala e Porta Bandeira

O casal oficial de Mestre-Sala e Porta-Bandeira é julgado por 5 balizamentos: Coreografia e Apresentação, Qualidade Técnica, Relação com o Par, Movimento e Integridade das Fantasias.

Coreografia e Apresentação
Avalia movimentos obrigatórios (saudação do pavilhão, giros, gestos elegantes, reverências, passos tradicionais) e o desenho coreográfico do casal no espaço de apresentação.
texto do manual
Nesse balizamento o julgador irá avaliar: a) Movimentos obrigatórios (se estão presentes na apresentação do Casal): • O Casal deve estar perfeitamente integrado na execução da dança e abrir o pavilhão para o jurado. • Porta-Bandeira: giros horários e anti-horários desfraldando o pavilhão; gestos elegantes, leves e suaves; giro no eixo no local e/ou em progressão. • Mestre-Sala: gestos corteses e suaves de reverência; passos tradicionais (giros, meias-voltas e torneados; cortejo e proteção; trabalho de pernas/riscado). NOTA: O Minueto NÃO É OBRIGATÓRIO para a dança do Casal. b) Desenho coreográfico: refere-se à ocupação e dinâmica do Casal no espaço de apresentação. O Casal pode ocupar a pista da maneira que achar mais adequado, sendo o desenvolvimento coreográfico de liberdade de cada Casal.
Qualidade técnica
Avalia postura e equilíbrio do casal, qualidade nos elementos particulares da Porta-Bandeira (desfraldamento do pavilhão, não enrolar) e do Mestre-Sala (apresentação do pavilhão, uso de instrumento de mão).
texto do manual
Nesse balizamento o julgador irá avaliar: a) A dança do Casal realizada com postura e equilíbrio. Os giros, meias-voltas e finalizações devem ser feitas com equilíbrio corporal. b) Qualidade nos elementos particulares da Porta-Bandeira: deve ostentar o pavilhão com o braço direito entrelaçado ao mastro; o pavilhão deve ser desfraldado durante os giros (não penalizado no primeiro e no último giro); a Porta-Bandeira não pode deixar o pavilhão enrolar no corpo ou no mastro. c) Qualidade nos elementos particulares do Mestre-Sala: apresentação (abertura) do pavilhão, sem movimento brusco; não pode encostar o joelho no chão; deve dançar com instrumento de mão (leque, bastão ou lenço) e não pode deixá-lo cair.
Relação com o Par
Avalia a conexão do casal (ajuste mútuo de movimentos), a harmonia e o sincronismo da dança, e a condução suave exercida pelo Mestre-Sala sobre a Porta-Bandeira.
texto do manual
Nesse balizamento o julgador irá avaliar: a) Conexão do Casal: os dois dançarinos se adaptam um ao outro e constantemente ajustam seus movimentos para manter a harmonia. Não é necessário estar de mãos dadas; o Casal não pode ter conexão verbal (o canto é permitido). b) Harmonia e Sincronismo: decorrem da conexão. Harmonia é ser complementar (cada um executa seus movimentos característicos e se complementam); sincronismo é o que acontece ao mesmo tempo, na mesma frequência, não necessariamente o mesmo movimento. c) Condução: numa dança a dois é necessária a condução, exercida pelo Mestre-Sala, de maneira física ou não-física, suave, sem movimentos bruscos que interfiram na qualidade técnica da Porta-Bandeira.
Movimento
Avalia o ritmo (movimentos seguindo o ritmo do samba-enredo) e a variação/dinâmica rítmica (alternância entre modos de dançar, mudanças de frequência e pausas).
texto do manual
Nesse balizamento o julgador irá avaliar: a) Ritmo: dançar é movimentar o corpo seguindo um ritmo. Todos os movimentos da dança do Mestre-Sala e Porta-Bandeira devem ser realizados seguindo o ritmo do samba-enredo da Escola. b) Variação e Dinâmica Rítmica: a alternância entre as maneiras de se dançar no ritmo é a variação rítmica. Dinâmica é quando se consegue "brincar" com as velocidades, frequência e pausas (ex.: realizar um movimento com frequência menor e retomar; executar uma pausa e retomar a dança). Pode ser aplicada de forma sincronizada pelo Casal ou nos movimentos específicos do Mestre-Sala enquanto a Porta-Bandeira mantém a métrica do giro.
Integridade da Fantasia
Avalia a integridade da indumentária do casal: tecidos rasgados, adereços quebrados, saiotes arqueados e quedas ou perdas de partes das fantasias, mesmo acidentais.
texto do manual
O jurado deverá verificar a integridade da indumentária do Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, observando se existem tecidos rasgados, adereços quebrados, saiotes arqueados e quedas ou perdas de parte das fantasias, mesmo que seja acidental como, por exemplo: sapatos, resplendor, chapéus etc.
exceçãoConsiderações Gerais
O jurado avalia apenas os 5 balizamentos do manual; não avalia questões de outros quesitos nem pune por presença de externos. Escala de 8,0 a 10,0.
texto do manual
Os jurados não deverão avaliar questões inerentes a quaisquer outros quesitos, restringindo-se aos pontos apresentados neste Manual. Só estão em julgamento os balizamentos da Escola de Samba, não podendo a Escola ser punida pela presença indevida de fotógrafos, jornalistas, câmeras, trabalhadores da infraestrutura ou outros elementos estranhos alheios à proposta do desfile. Para analisar as Escolas de Samba, os jurados deverão atribuir notas de 8,0 (oito) a 10,0 (dez), graduadas em décimos.

Bateria

Bateria é o grupo que sustenta o ritmo e o andamento (cadência) da Escola, formada por instrumentos obrigatórios (surdos, caixas, repiques, tamborins, chocalhos) e complementares.

Execução de Bateria
Perfeita combinação de levadas e desenhos rítmicos entre os naipes, em sincronismo completo, formando a harmonia de todos os instrumentos.
texto do manual
É a perfeita combinação das levadas e dos desenhos rítmicos emitidos pelos e/ou entre os naipes que compõem a Bateria (obrigatórios e complementares). As levadas e os desenhos rítmicos de cada instrumento devem ser tocados em perfeito sincronismo, considerando que os surdos de terceira, repiques e cuícas têm liberdade de execução, desde que não estejam desentrosados com os demais naipes e/ou entre si, formando harmonia completa de todos os instrumentos executados.
Afinação
Timbres e frequências dos naipes em harmonia, respeitando a liberdade de cada escola decidir sua afinação.
texto do manual
Refere-se aos timbres e frequências dos naipes e entre os naipes de cada Escola, que têm a liberdade para decidir sua afinação desde que estejam em harmonia.
Equilíbrio Instrumental
Equilíbrio dos volumes dos naipes, sendo cada um devidamente ouvido com sua característica de volume (equalização). Não significa igualdade de volume.
texto do manual
É o equilíbrio dos volumes dos naipes utilizados na Bateria. Equilíbrio não quer dizer, necessariamente, igualdade de volumes entre naipes, apenas que eles estão sendo devidamente ouvidos, cada qual com sua característica de volume. Equilíbrio Instrumental = Equalização.
Sustentação
Manutenção do andamento rítmico em harmonia com o samba-enredo, mantendo o ritmo constante enquanto a bateria está no campo auditivo do julgador.
texto do manual
É a manutenção do andamento rítmico da Bateria, em harmonia com o samba-enredo, mantendo o ritmo no decorrer da área designada para o julgamento, ou seja, o campo auditivo.
Performance
Avalia a realização de bossas (convenções), que pode ser fracionada no campo auditivo. É um ponto de bonificação: até +0,2 sobre a nota-base 9,8.
texto do manual
Analisar a Bateria quanto à realização de bossas (convenções), podendo essas ser fracionadas dentro do campo auditivo do julgador. O cumprimento de todos os pontos de avaliação do Quesito Bateria garante às Escolas a nota 9,8. No ponto de avaliação PERFORMANCE, o jurado deverá contemplar, com até dois décimos: Performance realizada até 15 compassos → +0,1 = 9,9; Performance com 16 compassos ou mais → +0,1 (totalizando +0,2) = 10,0.
exceçãoConsiderações Gerais
O jurado não considera gostos pessoais de tonalidade, quantidade de ritmistas, fantasias, se a bateria parou em frente à cabine, nem questões de outros quesitos. É vedado usar instrumentos mecânicos para marcar o andamento.
texto do manual
O Jurado não deverá levar em consideração: a) Seus gostos ou opiniões pessoais quanto à tonalidade e/ou forma de execução da música, respeitando as características próprias de cada Escola. b) A quantidade de ritmistas da Bateria ou suas fantasias. c) Se a Bateria parou em frente à cabine para se apresentar ou não — as Baterias não são obrigadas a parar e se apresentar. d) Questões inerentes a quaisquer outros Quesitos. É vedada a utilização de quaisquer instrumentos mecânicos para acompanhar a pulsação e/ou andamento da Bateria.
nota técnicaObservações Técnicas (Sustentação)
A análise só vale quando a Bateria está no campo auditivo. Recomenda-se marcar o tempo com as mãos. A oscilação de tempo é penalizada em três graus: moderada, grave e gravíssima, conforme interrompe a marcação.
texto do manual
Para julgar os pontos de análise, o jurado deverá fazer sua análise somente quando a Bateria estiver em seu campo auditivo. Vedados aparelhos mecânicos/digitais para auferir a pulsação, recomenda-se que os jurados marquem o tempo (pulsação) com as mãos. No ponto sustentação, a Bateria deve ser penalizada quando sua oscilação de tempo for: a) moderada — a oscilação conflita com a marcação da mão, sem interromper o tempo; b) grave — interrompe por um instante a marcação, podendo ser rapidamente retomada; c) gravíssima — interrompe a marcação a ponto de retardar a recuperação do jurado. Na justificativa, o jurado deve apontar o momento exato (horário do desfile, frase do samba).

Samba Enredo

Samba-enredo é a letra e a melodia do samba apresentado, avaliadas pela massa sonora composta pelo canto dos componentes e dos intérpretes oficiais. Notas de 8,0 a 10,0 (4,0–5,0 letra; 4,0–5,0 melodia).

Riqueza Melódica
Avalia a harmonia dos desenhos musicais, a adaptação da melodia à letra, o entrosamento melódico, o respeito à pronúncia e tonicidade das palavras, e o equilíbrio entre letra e melodia (quebras e repetições propositais podem ser riqueza).
texto do manual
Será avaliada a harmonia de seus desenhos musicais, que servirão também para engrandecer a letra, dando ênfase à mensagem proposta; a adaptação da melodia à letra do samba; e o entrosamento perfeito dos desenhos melódicos aos seus versos. O jurado deverá observar se a pronúncia das palavras é respeitada durante a execução, no que diz respeito aos desvios de tonicidade que prejudiquem a naturalidade da fala. Serão considerados erros os casos em que a melodia desloca o acento natural das palavras a ponto de comprometer a compreensão. Deverá haver equilíbrio entre letra e melodia. As quebras, espaçamentos ou repetições melódicas propositais podem ser um instrumento da própria riqueza melódica.
Acessibilidade e Adequação Musical
Avalia o equilíbrio tonal (trechos muito graves/agudos que impeçam a compreensão de palavras), a divisão melódica (muita letra para pouca melodia) e as citações melódicas contextualizadas.
texto do manual
a) Na construção do samba-enredo deve haver equilíbrio melódico; graves e agudos fazem parte da liberdade musical, mas o jurado deverá se atentar a trechos melodicamente muito baixos/graves ou altos/agudos ao ponto de palavras ou frases deixarem de ser entendidas no canto. b) Em divisão melódica, deverá avaliar e punir caso existam partes em que a divisão atrapalhe a compreensão do canto e da letra (muita letra para pouca melodia). c) É permitida a citação melódica de obras existentes, desde que devidamente contextualizadas no enredo.
Adequação, Aproveitamento e Fidelidade
Avalia o aproveitamento da letra em relação ao tema, o poder de síntese na narrativa do enredo, a adequação ao tema proposto, e a liberdade de exaltar a escola.
texto do manual
a) O jurado deverá avaliar o aproveitamento que a letra do samba faz do tema, avaliando como os elementos do enredo são usados para a construção de uma poesia. b) Deverá avaliar se há poder de síntese retratando o enredo, com coerência textual — os versos precisam ter sentido entre si e dar sentido à narrativa. c) Deverá avaliar a adequação da letra ao tema proposto, não sendo necessário mencionar cada ala ou carro detalhadamente, nem seguir a ordem da sinopse; a letra pode servir como trilha sonora temática do espetáculo. d) O samba pode incluir trechos que exaltem a escola, suas características e setores, a qualquer momento, independentemente do enredo, incentivando o canto dos componentes.
Clareza e Coesão
Avalia clareza e coesão da letra, erros de português (relevando expressões populares/regionais justificadas pelo enredo), e discrepâncias entre a letra escrita na pasta e a executada no desfile.
texto do manual
a) O jurado deverá avaliar se a letra do samba tem clareza e coesão, punindo frases e palavras desconexas ou sem sentido. b) Deverá penalizar erros de português; porém poderá relevar o uso de expressões populares, regionais e/ou religiosas, desde que justificadas pelo enredo (ex.: "muié", "sinhô", "nóis vai"). A escola pode adotar erros propositais como licença poética, desde que justificados na pasta de jurados. c) É permitida a citação de versos, expressões ou fragmentos de obras existentes, desde que contextualizadas. d) Deverão ser punidos os erros na letra do samba (letra apresentada na pasta em relação à executada no desfile).
exceçãoConsiderações Finais
Não considerar: merchandising, licenças poéticas, panes de som, veracidade dos fatos, questões de outros quesitos, ou gravações anteriores. Julgamento exclusivo à apresentação do dia do desfile.
texto do manual
O julgador não deverá considerar, em sua avaliação: a) Qualquer tipo de merchandising (explícito ou implícito) nas letras dos sambas; b) Licenças poéticas assumidas pelas agremiações; c) Eventuais panes do som da passarela ou do próprio carro de som; d) A veracidade dos fatos narrados na letra (respeitar o universo criado pelo Enredo); e) Questões inerentes a qualquer outro quesito; f) Qualquer gravação anterior que tenha ouvido do samba apresentado. O julgamento é feito exclusivamente com base no que é apresentado no dia do desfile.

Harmonia

Harmonia é a massa sonora emitida pelas alas em perfeito entrosamento do canto do samba-enredo com o ritmo da Bateria, transmitida de forma entrosada, clara e constante.

Clareza
Cada ala deve cantar a letra do samba de forma clara, compreensível e correta em sua totalidade, respeitadas as exceções das alas especiais.
texto do manual
Cada uma das alas da Escola deverá cantar a letra do samba de forma clara, compreensível e correta em sua totalidade, respeitadas as exceções previstas nas alas especiais.
Constância
O canto emanado pelas alas precisa ser executado de maneira constante; punem-se as alas que não cantarem todos os trechos do samba, respeitadas as exceções das alas especiais.
texto do manual
Em um desfile de Escola de Samba, o canto emanado pelas alas precisa ser executado de maneira constante. Deverão ser punidas as alas que não cantarem todos os trechos do samba, respeitadas as exceções previstas nas alas especiais.
Entrosamento
Entrosamento do canto dos componentes com o ritmo proposto pela Bateria.
texto do manual
Entrosamento do canto dos componentes com o ritmo proposto pela Bateria.
exceçãoAlas Especiais (não julgadas) e Considerações Gerais
Alas isentas de julgamento (Comissão, casal, Bateria/Rainhas, Velha Guarda, Crianças, Baianas, PcD, componentes de alegoria, destaques, convidados, ação justificada). Não considerar som mecânico do carro de som nem questões de outros quesitos.
texto do manual
São consideradas ALAS ESPECIAIS e, por isso, não serão julgadas no quesito Harmonia: a) Comissão de Frente; b) Casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, guardiões e apresentadores; c) Bateria, Pandeiristas, Rainhas, Madrinhas, Princesas e Musas; d) Diretoria; e) Equipe técnica (Diretores, Harmonias, Apoios, Alegorias, Disciplinas, Evolução, Coordenadores e Chefes de Ala); f) Velha Guarda (01 ala); g) Crianças (01 ala); h) Baianas (01 ala); i) Pessoas com deficiência e acompanhantes (01 ala); j) Componentes de Alegoria; k) Destaques de chão; l) Convidados (01 ala); m) Ação Justificada (01 ala). Havendo mais de uma ala de exceção, a mesma deverá ser julgada. O jurado não deve levar em consideração questões de qualquer outro quesito nem o som mecânico do carro de som e caixas de som. A avaliação é feita exclusivamente com base no entrosamento do canto dos componentes com o ritmo da Bateria, entre a faixa amarela inicial e a final.

Texto transcrito do Manual do Julgador de 2026 (São Paulo). Critérios marcados como "regra aproximada" ou "correspondência incerta" foram casados por sentido a partir de manuais cuja nomenclatura difere da do banco — consulte o PDF original para o texto definitivo.