Enredo
O Enredo é a peça literária (tema central) que, por meio de pesquisa, dá origem ao roteiro do desfile e à narrativa; pode ser linear ou não linear, sendo a base de onde nascem samba, fantasias e alegorias.
Leitura Plástica
O jurado avalia se a execução plástica apresentada no desfile transmite a leitura do enredo proposto; julga-se todos os elementos visuais, com exceções listadas.
texto do manual
O jurado deverá avaliar se a execução plástica apresentada no desfile transmite a leitura do enredo proposto. São julgados no quesito Enredo todos os elementos visuais do desfile de uma Escola de Samba, exceto:
a) Diretoria da agremiação;
b) Mestres e diretores de bateria, Pandeiristas, Rainhas, Madrinhas, Princesas e Musas de bateria;
c) Integrantes da Equipe Técnica da Agremiação, como Diretores e Apoios de Harmonia, Alegoria, Disciplina, Evolução, Carnavalescos e Coordenadores e Chefes de Ala;
d) Time de canto e integrantes que acompanham o carro de som;
e) Velha guarda (caso não venha inserida no enredo);
f) Ala de convidados.
Realização Narrativa
O jurado avalia, pela sinopse e roteiro, se a escola apresentou seu enredo de forma clara, coerente e coesa.
texto do manual
O jurado deverá avaliar, por meio da sinopse e do roteiro, se a escola apresentou seu enredo de forma clara, coerente e coesa.
Roteiro
É a proposta sequencial do desfile fornecida na pasta de jurados, que deve ser rigorosamente seguida, sem ausência, inclusão ou inversão na disposição dos elementos.
texto do manual
É a proposta sequencial do desfile fornecida pela Escola de Samba através da pasta de jurados. Essa proposta deverá ser rigorosamente seguida e respeitada, não podendo haver qualquer forma de ausência, inclusão ou inversão na disposição do roteiro proposto pela agremiação.
exceçãoCONSIDERAÇÕES GERAIS
O jurado não considera opiniões pessoais sobre o enredo, veracidade dos fatos, brasilidade do tema ou questões de outros quesitos; o julgamento vai da faixa amarela inicial à final e exige leitura atenta da pasta.
texto do manual
O jurado não deverá levar em consideração para atribuir as notas:
a) Opiniões pessoais se o enredo é bom ou ruim, mas sim se ele foi bem apresentado, de acordo com os pontos de análise do quesito.
b) Se os fatos contados no enredo são verdadeiros ou falsos, realistas ou surreais, se abrangem ou não todos os aspectos daquele tema, mas sim se ele foi apresentado de acordo com os pontos de análise do quesito, conforme sinopse apresentada pela Escola de Samba.
c) A brasilidade do enredo, pois as Escolas de Samba não têm obrigação de apresentar enredo baseado em tema exclusivamente nacional.
d) Questões inerentes a quaisquer outros quesitos, restringindo-se aos pontos apresentados neste manual.
O julgamento somente começará no momento que Escola de Samba adentrar a pista de desfile, que começa na faixa amarela inicial e terminará quando a Escola de Samba ultrapassar a faixa amarela que demarca o final.
Os materiais enviados para apreciação prévia servem de referência para compreensão dos enredos. É fundamental a leitura atenta das pastas enviadas pelas escolas para a compreensão completa de suas propostas e, consequentemente, para a avaliação adequada do quesito.
Só estão em julgamento os componentes da Escola de Samba, não podendo a Escola de Samba ser punida pela presença indevida de fotógrafos, trabalhadores da infraestrutura, vendedores e outros elementos estranhos alheios à proposta do Desfile.
exceçãoOBSERVAÇÕES
Destaques de chão só são julgados em Roteiro; a Bateria e a Corte da Bateria não têm posição fixa e não são julgadas em Roteiro; liberdade total de tema; regras sobre fotos e defesas na pasta de jurados.
texto do manual
Os Destaques de chão somente serão julgados no ponto de avaliação Roteiro.
A Bateria e a Corte da Bateria (quando houver) se apresentam juntas e não têm posição fixa no desfile, portanto, a sua posição não deve ser julgada no ponto de avaliação Roteiro.
A Escola de Samba tem completa liberdade na escolha de seu tema de Enredo, não podendo o jurado punir a inclusão de merchandising (explícito ou implícito) na concepção de enredo.
As escolas de samba fornecerão na pasta de jurado as fotos e a defesa das fantasias das alas de enredo, com exceção da ala de ação justificada, que será descrita em defesa escrita.
As escolas de samba fornecerão na pasta de jurado as fotos e a defesa das fantasias das alas de enredo, exceto:
- Comissão de Frente, Casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira e seus guardiões e Ala de Ação Justificada - não serão apresentadas fotos, apenas a descrição de tais elementos no roteiro da escola e a defesa de suas fantasias.
- Destaques de Chão e Corte de Bateria - também não há apresentação de fotos e a defesa das fantasias é opcional.
- Destaques de Chão - estes devem estar descritos no roteiro, não tendo essa obrigatoriedade para a Corte de Bateria, que deve desfilar junto da Bateria;
Alegoria
A Alegoria é a representação plástica sobre rodas que ilustra e dá beleza ao desenvolvimento do enredo, incluindo componentes humanos (destaques, composições, grupos); define-se como carros alegóricos e elementos cenográficos.
Acabamento
Avalia o cuidado na confecção e decoração dos carros e elementos cenográficos; penaliza falhas de pintura, ferragens expostas, esculturas quebradas, falhas luminotécnicas graves e integridade das fantasias de destaques e composições.
texto do manual
O jurado avaliará o acabamento em seu ângulo de visão e deverá observar o cuidado e atenção com que foram confeccionados e decorados os carros alegóricos e elementos cenográficos. Serão penalizadas falhas de pintura, ferragens expostas, esculturas quebradas e outros elementos que prejudiquem a apresentação visual, inclusive na parte traseira e barrados (saias).
As fantasias de Destaques e Composições também pertencem aos carros alegóricos e elementos cenográficos e serão igualmente julgadas em relação a sua integridade bem como os geradores que alimentam a alegoria, que devem estar cobertos ou adesivados, exceto as partes de ventilação e exaustão.
Serão penalizadas as falhas de acabamento como, por exemplo:
- Esculturas danificadas. (Quebrada, rasgada, pintura danificada);
- Tecidos rasgados;
- Falhas luminotécnicas graves que prejudiquem a apresentação dos carros alegóricos e elemento cenográfico em seu todo, como, por exemplo, o apagamento de um dos lados ou do carro como um todo; falhas no letreiro com o nome da escola; ou outros problemas que afetem significativamente a comunicação visual-temática e artística da alegoria;
- A integridade das fantasias dos Destaques e/ou Composições dos carros alegóricos e elementos cenográficos;
- Presença de pessoas sem fantasias que prejudiquem a leitura visual dos carros alegóricos e elementos cenográficos.
Execução
Avalia se a ideia proposta no croqui da pasta de jurados foi corretamente executada; penaliza divergência, ausência ou acréscimo de elementos em relação ao croqui.
texto do manual
A função desse ponto de avaliação é garantir que a ideia proposta pela agremiação foi corretamente executada na avenida.
Avaliam-se os carros alegóricos e elementos cenográficos através da ideia proposta pela Escola de Samba apresentada na pasta de jurados na forma de um croqui, que deve conter as informações necessárias para identificação de todos os elementos que compõem a alegoria.
Qualquer divergência, ausência ou acréscimo de elementos em relação ao croqui deverá ser penalizado. Portanto, é penalizado:
- A divergência em relação ao croqui da pasta de jurados referente à forma da alegoria e ao posicionamento de seus elementos (esculturas, elementos cenográficos, queijos etc.). O jurado não deve levar em consideração diferenças não significativas do posicionamento dos elementos da alegoria em relação ao Croqui;
- A ausência de elementos descritos na pasta de jurados e não apresentados nos carros alegóricos ou elementos cenográficos;
- O acréscimo de elementos esquecidos nas alegorias e que são utilizados para construção, acabamento e limpeza dos carros ou elementos cenográficos, tais como: tesouras, escadas, vassouras, latas de tintas, cola quente ou fria, pistola de cola quente ou fria, sobras de fios, sacolas, galões de água, copos de água, garrafas de água, roupas pessoais, pedaços de fantasias, entre outros, observando se estes itens não estão descritos no contexto dos carros alegóricos e elementos cenográficos informados pela Escola de Samba na pasta de jurados.
Realização
Analisada em três subitens: variação de formas e cores, proporção das esculturas e volumetria na alegoria.
texto do manual
A realização é analisada e julgada em três subitens. São eles:
- Variação de formas e cores.
Em Forma, avaliar se as Alegorias apresentam harmonia, variação e equilíbrio entre as alegorias.
Em Cores, avaliar o emprego das cores e de suas variações e o quanto elas contribuíram ou não para a comunicação visual-temática e estética da Alegoria. Considerar a harmonia, os contrastes e o efeito causado, mantida a possibilidade de conceito monocromático.
Obs.: Deverá ter a variação de formas entre as alegorias e deverá avaliar a variação de cores na alegoria (podendo ser monocromático). A harmonia, o equilíbrio, a proporção dos elementos e o efeito causado devem ser avaliados individualmente.
- Proporção das esculturas.
As esculturas devem estar com suas partes proporcionais entre si, não desfigurando a representação do ser ou objeto.
Não será analisada a proporção entre as peças, e sim na própria peça como, por exemplo, a desproporção entre cabeça e corpo de uma escultura humana. Exceto quando a desproporção é pertinente a proposta apresentada no enredo da escola.
- Volumetria na Alegoria.
Avaliar o dimensionamento e distribuição dos objetos que compõem a Alegoria, considerando a harmonia e equilíbrio dos elementos.
Considerar também se não há elementos sobrepostos e mal posicionados e que impeçam a visibilidade do espaço cenográfico e de seus componentes (humanos ou não), como por exemplo, um destaque cuja fantasia oculte uma escultura ou o contrário. A ponto de não ser visualizado de nenhum campo de visão.
Realizaçãocorrespondência incerta
Analisada em três subitens: variação de formas e cores, proporção das esculturas e volumetria na alegoria.
texto do manual
A realização é analisada e julgada em três subitens. São eles:
- Variação de formas e cores.
Em Forma, avaliar se as Alegorias apresentam harmonia, variação e equilíbrio entre as alegorias.
Em Cores, avaliar o emprego das cores e de suas variações e o quanto elas contribuíram ou não para a comunicação visual-temática e estética da Alegoria. Considerar a harmonia, os contrastes e o efeito causado, mantida a possibilidade de conceito monocromático.
Obs.: Deverá ter a variação de formas entre as alegorias e deverá avaliar a variação de cores na alegoria (podendo ser monocromático). A harmonia, o equilíbrio, a proporção dos elementos e o efeito causado devem ser avaliados individualmente.
- Proporção das esculturas.
As esculturas devem estar com suas partes proporcionais entre si, não desfigurando a representação do ser ou objeto.
Não será analisada a proporção entre as peças, e sim na própria peça como, por exemplo, a desproporção entre cabeça e corpo de uma escultura humana. Exceto quando a desproporção é pertinente a proposta apresentada no enredo da escola.
- Volumetria na Alegoria.
Avaliar o dimensionamento e distribuição dos objetos que compõem a Alegoria, considerando a harmonia e equilíbrio dos elementos.
Considerar também se não há elementos sobrepostos e mal posicionados e que impeçam a visibilidade do espaço cenográfico e de seus componentes (humanos ou não), como por exemplo, um destaque cuja fantasia oculte uma escultura ou o contrário. A ponto de não ser visualizado de nenhum campo de visão.
exceçãoCONSIDERAÇÕES GERAIS
O jurado não considera carros que não entraram na pista, número de carros, merchandising, sujidade por chuva, socorro a componentes nem questões de outros quesitos; julgamento da faixa inicial à final.
texto do manual
O julgador não deverá levar em consideração para atribuir as notas:
- Os carros alegóricos e elementos cenográficos que, por alguma eventualidade, não entrarem na pista. A falta de qualquer carro alegórico e elemento cenográfico serão julgados no quesito enredo.
- O número de carros alegóricos em desfile, ainda que inferior ao número mínimo ou superior ao número máximo.
- A inclusão de qualquer tipo de merchandising (implícito ou explícito) nos carros alegóricos e elementos cenográficos;
- Em caso de chuva no local, desconsiderar sujidades. Os acabamentos devem ser avaliados, uma vez que, não é possível prever chuvas.
- Caso de algum componente de alegoria passe mal durante o desfile e necessite da ajuda dos bombeiros, médicos, enfermeiros ou alguma pessoa da agremiação, mesmo que com a utilização de escadas ou outro equipamento que esteja sendo utilizado para efetuar o socorro deste componente.
- Questões inerentes a outros quesitos, como por exemplo:
i. Dificuldades de evolução dos carros alegóricos e elementos cenográficos
i. O canto de Destaques e Composições dos carros alegóricos e elementos cenográficos
i. A alegoria ou tripé eventualmente utilizado pela Comissão de Frente
i. A adequação dos carros alegóricos e elementos cenográficos ao Enredo proposto.
O julgamento somente tem início quando a escola de samba adentrar a pista de desfile, que começa na faixa amarela inicial e terminará quando a escola de samba ultrapassar a faixa amarela que demarca o final. Os materiais enviados para apreciação prévia servem de referência para compreensão da proposta da Escola de Samba.
Só estão em julgamento os componentes da Escola de Samba, não podendo a Escola de Samba ser punida pela presença indevida de fotógrafos, trabalhadores da infraestrutura, vendedores e outros elementos estranhos alheios à proposta do desfile.
nota técnicaObservações gerais (tabela auxiliar)
Lista o que não é julgado (elemento cenográfico da Comissão de Frente, guindastes, socorro a componentes) e o que é julgado (pessoas sem fantasia que prejudicam a leitura, destaques/composições incompletos, falhas luminotécnicas graves, ausência de destaques onde claramente previstos).
texto do manual
Não é julgado: Eventual elemento cenográfico da Comissão de Frente.
Os geradores que alimentam os elementos cenográficos deverão estar cobertos ou adesivados, embutidos ou não na alegoria.
Não serão avaliados pelo jurado de alegoria: a presença de guindastes ou outros elementos que claramente não façam parte da própria agremiação e em caso de algum componente da alegoria passar mal durante o desfile e necessitar da ajuda dos Bombeiros, Médicos, enfermeiros ou de alguma pessoa da agremiação, mesmo com a utilização de Escadas e etc. que estarão sendo utilizadas para efetuar o socorro deste componente.
Serão avaliados pelo jurado de alegoria: A presença de pessoas sem fantasias que prejudiquem a leitura visual dos carros alegóricos e elementos cenográficos; Destaques e/ou Composições dos carros alegóricos e dos elementos cenográficos sem parte da fantasia; Falhas luminotécnicas graves que prejudiquem a apresentação dos carros alegóricos e elementos cenográficos em seu todo; Ausência de Destaques e/ou Composições dos carros alegóricos e elementos cenográficos nos lugares em que ficar claro que a proposta era estarem presentes.
Fantasia
As fantasias são criações artísticas carnavalizadas que compõem o corredor visual da escola, formadas por diversos elementos; o jurado recebe pasta com imagens de referência das alas de enredo.
Acabamento
Julga os danos às fantasias (tecidos ou elementos rasgados, quebrados ou danificados); danos por movimentação são avaliados de forma mais atenta, punindo apenas se comprometerem evidentemente a composição.
texto do manual
Neste ponto de avaliação serão julgados os danos às fantasias. O jurado punirá tecidos ou elementos da fantasia que estejam rasgados, quebrados ou danificados de alguma outra forma como, por exemplo: adereços quebrados; sapatos danificados; manchas de tinta; braceletes quebrados etc.
Há danos que ocorrem ao longo do desfile, por decorrência da movimentação, como por exemplo: saiotes arqueados, plumas, penas e pedrarias que caem da fantasia etc. Isso também é considerado um problema de acabamento, mas deve ser avaliado de uma forma mais atenta.
Quando esses danos ocorrem por decorrência da movimentação, deve-se avaliar o acabamento baseado na composição da fantasia como um todo.
O jurado avaliará se elementos e/ou partes das fantasias que caíram com a movimentação comprometeram a composição das mesmas de forma evidente. Nestes casos, deve haver punição. Caso contrário, não.
Realização
Avalia variação de cores, formas e adereços; harmonia, variação, equilíbrio, proporção e efeito; admite conceito monocromático; a repetição de cores/formas não configura falha por si só.
texto do manual
Avaliar variação de cores, formas e adereços empregados às fantasias que compõem aquele desfile proposto pela agremiação.
Avaliar se as indumentárias apresentam harmonia, variação, equilíbrio, a proporção dos elementos que as compõem e o efeito causado.
Considerar o emprego das cores e de suas variações e o quanto elas contribuíram, ou não, para a comunicação visual-temática e estética da fantasia.
Considerar a harmonia, os contrastes e o efeito causado, mantida a possibilidade de conceito monocromático, desde que a proposta contribua esteticamente para a apresentação das fantasias.
Observação: deverá ter a variação de formas, cores e adereços entre as alas. A harmonia, o equilíbrio, a proporção dos elementos e o efeito causado devem ser avaliados individualmente.
Atenção: A existência de alas ou elementos de desfile com as mesmas cores, formas e materiais não configura, necessariamente e por si só, uma falha de realização. O avaliador deve considerar a proposta defendida pela escola em sua pasta de jurado e se a repetição de fato prejudicou o conjunto visual da escola.
Realizaçãocorrespondência incerta
Avalia variação de cores, formas e adereços; harmonia, variação, equilíbrio, proporção e efeito; admite conceito monocromático; a repetição de cores/formas não configura falha por si só.
texto do manual
Avaliar variação de cores, formas e adereços empregados às fantasias que compõem aquele desfile proposto pela agremiação.
Avaliar se as indumentárias apresentam harmonia, variação, equilíbrio, a proporção dos elementos que as compõem e o efeito causado.
Considerar o emprego das cores e de suas variações e o quanto elas contribuíram, ou não, para a comunicação visual-temática e estética da fantasia.
Considerar a harmonia, os contrastes e o efeito causado, mantida a possibilidade de conceito monocromático, desde que a proposta contribua esteticamente para a apresentação das fantasias.
Observação: deverá ter a variação de formas, cores e adereços entre as alas. A harmonia, o equilíbrio, a proporção dos elementos e o efeito causado devem ser avaliados individualmente.
Atenção: A existência de alas ou elementos de desfile com as mesmas cores, formas e materiais não configura, necessariamente e por si só, uma falha de realização. O avaliador deve considerar a proposta defendida pela escola em sua pasta de jurado e se a repetição de fato prejudicou o conjunto visual da escola.
Uniformidade
Avalia se a fantasia apresentada corresponde à proposta na pasta de jurados, com todos os elementos e composição; não pune divergências de tamanho, óculos, fantasias diferentes justificadas ou maquiagem, mas pune elementos estranhos (celulares, câmeras, bolsas).
texto do manual
A uniformidade irá avaliar se a fantasia proposta pela agremiação na pasta de jurados está de acordo com aquela apresentada durante o desfile, contendo exatamente todos os elementos que a constituem e a maneira como eles se compõem.
Deve-se considerar que, por decorrência da movimentação do componente, algum elemento da fantasia pode não estar exatamente na mesma posição da foto durante o desfile.
Por exemplo: meias que não estão exatamente na mesma altura; um paletó aberto; uma tornozeleira fora de posição etc.
Esse tipo de ocorrência não deve ser punido se a fantasia estiver cumprindo exatamente o que a foto da pasta de jurados estiver propondo em relação aos elementos e a composição.
Observação - não haverá penalização por:
a) Divergência do tamanho das fantasias em relação à pasta e entre os componentes de uma mesma ala. As fantasias de carnaval são confeccionadas em série para muitos foliões que irão participar do desfile. Portanto, não é possível fabricá-las sob medida. A uniformidade não se aplica às fantasias que estejam divergindo entre si em relação ao tamanho ou ao caimento justamente por decorrência da confecção em série.
b) O uso de quaisquer óculos. É permitido aos componentes que utilizem óculos durante o desfile e esse elemento não é avaliado na uniformidade.
c) A existência de fantasias e/ou personagens diferentes dentro de uma mesma ala desde que estejam justificados na pasta de jurados.
d) A presença, ausência ou divergência de maquiagem nos componentes.
Será penalizada em uniformidade a presença de elementos estranhos à fantasia como celulares, câmeras fotográficas e bolsas.
exceçãoCONSIDERAÇÕES GERAIS
Lista as indumentárias não julgadas no quesito e os casos julgados apenas em determinados pontos; o jurado não considera opiniões pessoais, merchandising, genitália à mostra, prejuízo à desenvoltura, sujidade por chuva nem outros quesitos.
texto do manual
O Quesito Fantasia julga todas as indumentárias apresentadas no desfile, exceto:
a) Comissão de frente;
b) Casal de mestre sala e porta bandeira que estiver portando o pavilhão oficial da agremiação;
c) Diretoria da agremiação;
d) Mestre e diretores de bateria;
e) Integrantes da equipe técnica da agremiação, como diretores e apoios de harmonia, diretores de alegoria, disciplina e evolução, coordenadores e chefes de ala, técnicos de iluminação, geradores e empurradores dos carros alegóricos;
f) Time de canto;
g) Componentes que desfilem sobre alegorias;
h) Velha Guarda (caso não venha inserida no enredo); *
i) Ala de convidados; **
j) Ala de pessoas com deficiência e seus condutores;
k) Ala de ação justificada – apontada na pasta de jurados.
* Os integrantes dos grupos "h" e "i", serão julgados apenas no ponto de avaliação 1 – UNIFORMIDADE.
**O grupo "i" será julgado apenas no ponto de avaliação "uniformidade" e de forma específica: o jurado avaliará se foram respeitados os itens e cores da roupa ou fantasia. Por exemplo: se a agremiação optar por camisa branca, calça lilás e sapato roxo, todos os componentes desta ala devem vestir estes elementos e suas respectivas cores. Porém, o jurado não punirá a divergência de modelos de camisa, calça ou sapatos.
Atenção: os destaques de chão, pandeiristas, rainhas, madrinhas, princesas e musas de bateria, e demais casais de mestre-sala e porta-bandeira serão julgados apenas no ponto de avaliação 2 – ACABAMENTO.
O julgador NÃO deverá levar em consideração para atribuir as notas:
a) Quaisquer opiniões pessoais a respeito das fantasias que não estejam vinculadas aos pontos de avaliação;
b) A inclusão de qualquer tipo de merchandising, (explícito ou implícito), em fantasias;
c) A presença de desfilantes com a genitália à mostra, decorada e/ou pintada;
d) Eventual prejuízo que a fantasia trouxer à desenvoltura dos componentes, pois a mobilidade e a dança serão julgadas pelo quesito Evolução.
e) Em caso de chuva no local, desconsiderar sujidades. Todavia, os acabamentos e a integridade das fantasias devem ser avaliados. Espera-se que as fantasias sejam feitas com materiais suficientemente resistentes a apresentação.
f) Questões inerentes a quaisquer outros quesitos.
A justificativa das notas deve ser clara, precisa e objetiva. O Jurado deverá apontar:
a) Alas, setores ou elementos onde foi identificado o problema de fantasia;
b) Identificar a penalização citando o ponto de avaliação especificado no Manual;
c) Apontar o tempo de desfile em que o problema foi avistado de sua Torre de observação.
O julgamento somente começará no momento que Escola de Samba adentrar a pista de desfile, que começa na faixa amarela inicial e terminará quando a Escola ultrapassar a faixa amarela que demarca o final.
Só estão em julgamento os componentes da Escola de Samba, não podendo a Escola ser punida pela presença indevida de fotógrafos, trabalhadores da infraestrutura, vendedores e outros elementos estranhos alheios à proposta do desfile.
Evolução
Evolução é o deslocamento progressivo e ritmado da escola, com entrosamento entre dança e ritmo da bateria em conjunto harmônico, com empolgação, desenvoltura e expressão corporal, sem perder a característica de um desfile de escola de samba.
Buraco
Dois tipos: Buraco DENTRO das alas (divisão interna em pedaços claros, excluídos espaçamentos naturais) e Buraco ENTRE alas (variação ou descumprimento dos limites de espaçamento de Comissão de Frente, casais, destaques de chão e alegorias).
texto do manual
2. Buraco: apresentam-se 2 (dois) tipos de buracos:
A) Buraco DENTRO das Alas: a ocorrência de divisão interna da ala em pedaços claros.
Todavia, não se consideram claros os espaçamentos naturais decorrentes da movimentação interna dos componentes, que têm liberdade para dançar e deslocar-se com espontaneidade dentro do perímetro da ala.
Também não se consideram claros os espaçamentos naturais e necessários à movimentação de elementos cenográficos eventualmente existentes no interior das alas, bem como os espaços necessários à dança dos componentes da ala de passistas, grupos de ações cênicas, (identificados na pasta de jurados), apresentação do casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira Oficial, com ou sem os seus respectivos guardiões e recuo de bateria.
B) Buraco ENTRE Alas: A variação no espaço entre as alas no desfile, ou ainda o não cumprimento dos limites de espaçamento de determinados elementos de desfile, a saber:
- A Comissão de Frente (seja seu último componente ou o elemento cênico) pode se distanciar em até 12 (doze) grades do elemento de desfile seguinte (seja uma ala, casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, carro alegórico, Destaque de Chão etc.);
- O casal oficial de Mestre-Sala e Porta-Bandeira tem espaço de até 12 (doze) grades para ocupar na avenida;
- Os demais casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, caso haja, possuem espaço de até 5 (cinco) grades para se apresentarem;
- Os destaques de chão têm o limite de 4 (quatro) grades, sendo este o limite também dos carros alegóricos para os elementos de desfile imediatamente à frente.
Observações:
O espaço de apresentação dos casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, seja o oficial ou não, e dos Destaques de Chão é contado a partir do término da ala ou elemento de desfile anterior a eles até o início da ala ou elemento seguinte.
O espaço técnico será permitido para a entrada e saída da bateria no box, levando em consideração que existem várias formas de entrada da bateria no recuo.
Buraco
Dois tipos: Buraco DENTRO das alas (divisão interna em pedaços claros, excluídos espaçamentos naturais) e Buraco ENTRE alas (variação ou descumprimento dos limites de espaçamento de Comissão de Frente, casais, destaques de chão e alegorias).
texto do manual
2. Buraco: apresentam-se 2 (dois) tipos de buracos:
A) Buraco DENTRO das Alas: a ocorrência de divisão interna da ala em pedaços claros.
Todavia, não se consideram claros os espaçamentos naturais decorrentes da movimentação interna dos componentes, que têm liberdade para dançar e deslocar-se com espontaneidade dentro do perímetro da ala.
Também não se consideram claros os espaçamentos naturais e necessários à movimentação de elementos cenográficos eventualmente existentes no interior das alas, bem como os espaços necessários à dança dos componentes da ala de passistas, grupos de ações cênicas, (identificados na pasta de jurados), apresentação do casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira Oficial, com ou sem os seus respectivos guardiões e recuo de bateria.
B) Buraco ENTRE Alas: A variação no espaço entre as alas no desfile, ou ainda o não cumprimento dos limites de espaçamento de determinados elementos de desfile, a saber:
- A Comissão de Frente (seja seu último componente ou o elemento cênico) pode se distanciar em até 12 (doze) grades do elemento de desfile seguinte (seja uma ala, casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, carro alegórico, Destaque de Chão etc.);
- O casal oficial de Mestre-Sala e Porta-Bandeira tem espaço de até 12 (doze) grades para ocupar na avenida;
- Os demais casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, caso haja, possuem espaço de até 5 (cinco) grades para se apresentarem;
- Os destaques de chão têm o limite de 4 (quatro) grades, sendo este o limite também dos carros alegóricos para os elementos de desfile imediatamente à frente.
Observações:
O espaço de apresentação dos casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, seja o oficial ou não, e dos Destaques de Chão é contado a partir do término da ala ou elemento de desfile anterior a eles até o início da ala ou elemento seguinte.
O espaço técnico será permitido para a entrada e saída da bateria no box, levando em consideração que existem várias formas de entrada da bateria no recuo.
Buraco
Dois tipos: Buraco DENTRO das alas (divisão interna em pedaços claros, excluídos espaçamentos naturais) e Buraco ENTRE alas (variação ou descumprimento dos limites de espaçamento de Comissão de Frente, casais, destaques de chão e alegorias).
texto do manual
2. Buraco: apresentam-se 2 (dois) tipos de buracos:
A) Buraco DENTRO das Alas: a ocorrência de divisão interna da ala em pedaços claros.
Todavia, não se consideram claros os espaçamentos naturais decorrentes da movimentação interna dos componentes, que têm liberdade para dançar e deslocar-se com espontaneidade dentro do perímetro da ala.
Também não se consideram claros os espaçamentos naturais e necessários à movimentação de elementos cenográficos eventualmente existentes no interior das alas, bem como os espaços necessários à dança dos componentes da ala de passistas, grupos de ações cênicas, (identificados na pasta de jurados), apresentação do casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira Oficial, com ou sem os seus respectivos guardiões e recuo de bateria.
B) Buraco ENTRE Alas: A variação no espaço entre as alas no desfile, ou ainda o não cumprimento dos limites de espaçamento de determinados elementos de desfile, a saber:
- A Comissão de Frente (seja seu último componente ou o elemento cênico) pode se distanciar em até 12 (doze) grades do elemento de desfile seguinte (seja uma ala, casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, carro alegórico, Destaque de Chão etc.);
- O casal oficial de Mestre-Sala e Porta-Bandeira tem espaço de até 12 (doze) grades para ocupar na avenida;
- Os demais casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, caso haja, possuem espaço de até 5 (cinco) grades para se apresentarem;
- Os destaques de chão têm o limite de 4 (quatro) grades, sendo este o limite também dos carros alegóricos para os elementos de desfile imediatamente à frente.
Observações:
O espaço de apresentação dos casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, seja o oficial ou não, e dos Destaques de Chão é contado a partir do término da ala ou elemento de desfile anterior a eles até o início da ala ou elemento seguinte.
O espaço técnico será permitido para a entrada e saída da bateria no box, levando em consideração que existem várias formas de entrada da bateria no recuo.
Choque de Alegoria no Componente e/ou Choque do Componente na Alegoria
Ocorre quando a alegoria encosta em componente, destaque de chão ou casal, ou quando o componente/destaque encosta na alegoria.
texto do manual
1. Choque de Alegoria no Componente e ou Choque do Componente na Alegoria: Se a alegoria encostar em algum componente, Destaque de Chão ou casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, ou se o componente ou Destaque de Chão encostar na alegoria.
Divisão de Escola
É dividir a escola em duas partes (contingente ou alegoria); divisões com espaçamento superior a 5 grades deixam de ser buraco e passam a ser divisão de escola, contadas a partir da delimitação máxima nos elementos com limite definido.
texto do manual
6. Divisão de Escola: Dividir a Escola de Samba em duas partes sendo contingente ou alegoria. Será considerado uma Divisão de Escola e não mais um buraco, divisões que alcançarem espaçamento superior a 05 (cinco) grades.
No caso dos elementos de desfile que possuem espaçamento máximo delimitado, conforme descrito no item 5-B (Buraco entre Alas), sendo eles Comissão de Frente, casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Destaques de Chão e alegorias, as 05 (cinco) grades são contadas a partir dessa delimitação máxima.
Expressão Corporal
É o entrosamento da dança dos desfilantes com o ritmo da bateria, com movimentos descontraídos de braços, pernas e quadris, com alegria e animação.
texto do manual
Expressão Corporal: É o entrosamento da dança dos desfilantes com o ritmo da bateria, com movimentos descontraídos de braços, pernas e quadris, com alegria e animação.
Invasão de Alas
É a ocorrência de invasões de componentes de uma ala, destaque de chão ou casal de mestre-sala e porta-bandeira no perímetro de outra ala; avanço de alegoria por cima de alas não é invasão, mas entrar no espaço de gerador acoplado é.
texto do manual
Invasão de Alas: a ocorrência de invasões de componentes de uma ala, Destaque de Chão, ou casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira no perímetro de outra ala.
Observações:
O avanço de partes de uma alegoria que se projeta por cima de alas, não deve ser considerado como invasão.
Se o componente, Destaque de Chão e Corte da Bateria, de uma ala atrás de um carro alegórico adentrar o espaço de um gerador acoplado, deve-se considerar uma invasão de ala.
Variação de Velocidade
É a ocorrência de variações significativas de velocidade no desfile, acelerando o deslocamento dos componentes.
texto do manual
Variação de Velocidade: a ocorrência de variações significativas de velocidade no desfile da Escola de Samba, acelerando o deslocamento dos componentes.
exceçãoCONSIDERAÇÕES GERAIS
O jurado não avalia questões de outros quesitos; o julgamento vai da faixa amarela inicial à final; só os componentes da escola estão em julgamento.
texto do manual
Os jurados não deverão avaliar questões inerentes a quaisquer outros Quesitos, restringindo-se aos pontos apresentados neste Manual.
O julgamento somente começará no momento que a Escola de Samba adentrar na pista de desfile, que começa na faixa amarela inicial e terminará quando a Escola de Samba ultrapassar a faixa amarela que demarca o final.
Só estão em julgamento os componentes da Escola de Samba, não podendo ser punida pela presença indevida de fotógrafos, jornalistas, câmeras, trabalhadores da infraestrutura ou outros elementos estranhos alheios à proposta do desfile.
exceçãoEXCEÇÕES CONSIDERADAS NA AVALIAÇÃO DO QUESITO EVOLUÇÃO
Nos itens 3, 4, 5-B e 6 avaliam-se todos os componentes sem exceção; nos itens 1, 2 e 5-A não são julgados Comissão de Frente, casal oficial, baianas, diretoria, equipe técnica, bateria e sua corte, time de canto, velha guarda, crianças, PcD, convidados e ação justificada.
texto do manual
Nos itens 3 (Invasão de Alas), 4 (Choque de Alegoria no Componente e ou Choque do Componente na Alegoria), 5-B (Buraco entre Alas) e 6 (Divisão de Escola), o julgador de Evolução deve avaliar todos os componentes da Escola de Samba, sem exceções. Porém, nos itens 1 (Expressão Corporal), 2 (Variação de Velocidade) e 5-A (Buraco dentro das Alas) não serão julgados os seguintes elementos de desfile:
a) Comissão de Frente;
b) Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira que estiver portando o pavilhão oficial da agremiação;
c) Baianas (apenas 01 [uma] única ala por Escola);
d) Diretoria da agremiação;
e) Integrantes da equipe técnica da agremiação, como diretores e apoios de harmonia, carnavalescos, empurradores de carros alegóricos e elementos cenográficos, componentes que fazem parte de alegorias (identificados na pasta de jurados), disciplina e evolução, coordenadores e chefes de ala, entre outros integrantes que não são descritos na montagem da escola;
f) Bateria, pandeiristas, rainhas, madrinhas, princesas e musas de bateria;
g) Time de canto;
h) Ala da velha guarda (apenas 01 [uma] única ala por Escola);
i) Crianças (apenas 01 [uma] única ala por Escola);
j) Alas compostas exclusivamente por pessoas com deficiência (PcD) e seus acompanhantes, devidamente informadas na pasta de jurados;
k) Ala de convidados (apenas 01 [uma] única ala por Escola);
l) Ala de ação justificada (apenas 01 [uma] única ala de ação justificada por Escola).
exceçãoOBSERVAÇÕES
Diretores e chefes de ala só são julgados quando atrapalham os demais; a bateria não tem posição fixa; o jurado não considera sincronismo das alas coreografadas nem movimentos espontâneos.
texto do manual
Os diretores da Escola de Samba, bem como os diretores de harmonia, alegoria, evolução, disciplina e chefes ou coordenadores de alas só serão julgados quando suas atitudes atrapalharem os demais componentes no cumprimento dos pontos de avaliação do Quesito.
A bateria não tem posição fixa durante todo o desfile, portanto pode se movimentar livremente em qualquer setor da Escola de Samba.
O jurado não deverá levar em consideração para atribuir as notas o sincronismo das alas coreografadas e/ou movimentos espontâneos, no deslocamento progressivo do cortejo.
Comissão de Frente
A Comissão de Frente é o primeiro contingente humano fantasiado da escola a desfilar, com liberdade de evoluir como desejar, obrigatoriamente inserida no enredo.
Acabamento
Avalia dois subitens: Figurinos (verificar presença dos elementos básicos com base em foto/desenho meramente ilustrativos) e Integridade (fantasias, adereços e elementos cênicos íntegros, sem rasgos ou danos, salvo danos propositais justificados na pasta).
texto do manual
Para avaliação dos próximos dois ítens, as agremiações enviarão em suas pastas foto ou desenho dos figurinos da comissão de frente, tais imagens são meramente ilustrativas e servem apenas como referência e não para conferência. Não há, portanto, compromisso com a execução literal de todos os detalhes da imagem. O jurado deve se atentar apenas se os elementos básicos foram apresentados.
Exemplo: se a fantasia for composta de chapéu, paletó, camisa, calça, sapato, nenhum desses itens básicos poderá estar faltando nos figurinos.
- Figurinos: O jurado deverá avaliar o figurino apresentado e usar a foto ou desenho apresentado na pasta entregue pela escola de samba para verificar se os elementos básicos estão presentes na avenida, independentemente da quantidade de figurinos apresentados.
- Integridade: Serão avaliadas se as fantasias, adereços e elementos cenográficos que eventualmente fizerem parte da Comissão de Frente estão íntegros, sem rasgos, danos e defeitos, de acordo com a proposta da Escola de Samba.
Obs.: analisar se os defeitos, rasgos ou danos são propositais, de acordo com o que foi apresentado na pasta de jurados.
Fundamento
A função principal é saudar o público e apresentar a escola, por no mínimo cinco componentes, de forma sincronizada ou em cânone; o sincronismo é obrigatório e a saudação/apresentação pode ocorrer em qualquer momento cênico no campo de visão.
texto do manual
A Comissão de Frente é o primeiro contingente humano fantasiado da Escola de Samba a desfilar, tendo como sua principal função:
- Saudar o público. (Mínimo de cinco componentes)
- Apresentar a Escola de Samba. (Mínimo de cinco componentes)
Sendo a saudação ou a apresentação realizada por no mínimo 05 (cinco) componentes, de forma sincronizada ou em canon "cânone", onde partes dos componentes repetem o movimento inicial em tempos diferentes, podendo o canon ocorrer de forma individual, em duplas ou em trios.
Obs.:
- É obrigatório o sincronismo de todos os componentes que estão realizando os dois itens de fundamento supramencionados.
- É importante salientar que a saudação ao publico e a apresentação da escola pode ocorrer em qualquer momento cênico ou coreográfico dentro do campo de visão.
Plástica Artística da Comissão de Frente
Avalia se a apresentação coreográfica ou cênica condiz com a proposta defendida na pasta de jurados e se houve integração dos movimentos com indumentárias e elementos cênicos, sem que figurinos impeçam a execução; elemento cênico não é obrigatório.
texto do manual
Avaliar se a apresentação coreográfica ou cênica feita pelos componentes na avenida condiz com a proposta que a escola defendeu na pasta de jurados.
Avaliar se existiu integração dos movimentos coreográficos ou de interpretação teatral dos componentes com suas indumentárias e elementos cênicos (se houver), dentro do espetáculo proposto, não podendo os figurinos, adereços, acessórios, etc., impedirem a execução da apresentação da Comissão de Frente.
Obs.: Não é obrigatória a utilização de elemento cênico.
exceçãoCONSIDERAÇÕES GERAIS
O jurado não considera exigências de número mínimo/máximo de componentes (regulamento), a presença de diretores/coreógrafo junto aos integrantes nem questões de outros quesitos; julgamento da faixa inicial à final.
texto do manual
O jurado não deverá levar em consideração para atribuir as notas:
a) O cumprimento das exigências técnicas de número mínimo e máximo de componentes (Questões de Regulamento).
b) A presença do Diretor de Harmonia, Presidente, Diretor responsável pela Comissão de Frente ou Coreógrafo junto a seus integrantes, desde que não prejudiquem ou comprometam a apresentação proposta.
c) Os jurados não deverão avaliar questões inerentes a quaisquer outros Quesitos, restringindo-se aos pontos apresentados neste Manual.
O julgamento somente começará no momento que a Escola de Samba adentrar na pista de desfile, que começa na faixa amarela inicial e terminará quando a Escola de Samba ultrapassar a faixa amarela que demarca o final.
Só estão em julgamento os componentes da Escola de Samba, não podendo a Escola de Samba ser punida pela presença indevida de fotógrafos, jornalistas, câmeras, trabalhadores da infraestrutura ou outros elementos estranhos alheios à proposta do desfile.
Mestre Sala e Porta Bandeira
O julgamento dos movimentos obrigatórios inicia quando o apresentador gesticula para a cabine apresentando o casal que porta o pavilhão oficial e encerra no gesto de agradecimento; os demais itens são observados enquanto o casal estiver no campo de visão. O sistema baseia-se em 5 componentes.
Coreografia e Apresentação
Avalia movimentos obrigatórios (presença na apresentação) e desenho coreográfico; detalha os movimentos do casal, da porta-bandeira e do mestre-sala; o minueto é opcional; o desenho coreográfico é de liberdade do casal.
texto do manual
Nesse componente o julgador irá avaliar:
a) Movimentos obrigatórios (Se estão presentes na apresentação do casal);
b) Desenho coreográfico;
a) Movimentos obrigatórios
Casal:
- O casal deve estar perfeitamente integrado na execução da dança.
- Abertura do Pavilhão: o Casal deverá abrir o pavilhão para o jurado.
Porta bandeira:
- Giros horários e anti-horários desfraldando o pavilhão.
- Gestos elegantes, leves e suaves com postura de quem ostenta o símbolo maior de toda uma agremiação.
Mestre-sala:
- Gestos corteses e suaves que demonstrem reverências à Porta Bandeira e ao Pavilhão.
- Passos tradicionais:
• Giros, meias-voltas e torneados.
• Cortejo e proteção nos sentidos horários e anti-horários não necessariamente na mesma sequência.
• Trabalho de pernas (riscado) – que são enlaces de pernas, riscados, trançados, quebras de movimento.
NOTA: O Minueto NÃO É OBRIGATÓRIO para a dança do casal de mestre-sala e porta-bandeira. Sendo opcional a execução dessa movimentação na dança do casal.
b) Desenho coreográfico
Este item refere-se à ocupação e dinâmica do casal no espaço de apresentação.
O casal pode ocupar a pista da maneira que achar mais adequado ao seu desenho coreográfico.
O desenvolvimento coreográfico é de liberdade de cada casal, buscando mostrar para o jurado que fez um bom uso do seu espaço de dança.
Movimento
Avalia ritmo (todos os movimentos devem seguir o ritmo do samba) e variação e dinâmica rítmica (alternância de maneiras de dançar e brincar com velocidades, frequências e pausas).
texto do manual
Nesse componente o julgador irá avaliar:
a) Ritmo
b) Variação e dinâmica rítmica
a) Ritmo
Ritmo é a base da dança, pois dançar é movimentar o corpo seguindo um ritmo.
Todos os movimentos realizados na dança do mestre-sala e porta-bandeira dever ser realizados seguindo o ritmo do samba.
b) Variação e Dinâmica Rítmica
A alternância entre as maneiras de se dançar no ritmo citada no item ritmo é o que chamamos de variação rítmica.
Dinâmica na dança do casal é quando se consegue "brincar" com as velocidades, frequência e pausas.
Ex: O casal está se apresentando com uma determinada frequência e em determinado momento realiza um movimento com uma frequência menor e retoma logo em seguida.
Ex: Durante a apresentação o casal executa uma pausa e retoma a dança logo em seguida.
A dinâmica pode ser aplicada tanto pelo casal de forma sincronizada, como nos movimentos específicos do mestre-sala enquanto a porta-bandeira mantém a métrica em seu giro.
Qualidade Técnica
Avalia se a dança é feita com postura e equilíbrio e a qualidade dos elementos particulares da porta-bandeira (ostentar o pavilhão desfraldado, sem enrolar) e do mestre-sala (abertura do pavilhão, não encostar o joelho no chão, dançar com instrumento de mão sem deixá-lo cair).
texto do manual
Nesse componente o julgador irá avaliar:
a) A dança do casal foi realizada com postura e equilíbrio;
b) Qualidade nos elementos particulares da porta-bandeira;
c) Qualidade nos elementos particulares do mestre-sala;
a) A dança do casal realizada com postura e equilíbrio.
O casal deve apresentar sua dança com postura e altivez.
Os giros, meia voltas e finalizações de movimento devem ser feitas com equilíbrio corporal.
Vale ressaltar que alguns tipos de giros do mestre-sala podem ser executados fora do eixo, o que não exclui o fato de ter que ser feito e finalizado de forma equilibrada.
b) Qualidade nos elementos particulares da porta-bandeira:
A Porta Bandeira deve ostentar o pavilhão com o braço direito entrelaçado ao mastro.
O pavilhão deve se manter desfraldado nos momentos dos giros da Porta Bandeira.
OBS: Vale ressaltar que um pavilhão é de tecido e em momentos do giro pode ocasionar uma pequena dobra na ponta superior, porém o símbolo da agremiação tem que estar à vista.
A Porta Bandeira não pode deixar o pavilhão enrolar no seu corpo ou no próprio mastro.
c) Qualidade nos elementos particulares do Mestre-sala.
Apresentação (abertura) do Pavilhão.
O mestre-sala deverá apresentar o pavilhão aberto para o público e para os jurados.
Tal movimento não pode ocorrer de maneira brusca e pode ser realizado de uma maneira mais simples que é com o pavilhão parado, ou de maneiras mais elaboradas.
O Mestre-sala não pode encostar o joelho no chão.
O Mestre Sala deverá dançar com instrumento de mão, podendo ser ele: Leque, Bastão ou Lenço. Tal item é de extrema importância para a manutenção da tradição do bailado.
O Mestre-sala não pode deixar o instrumento de mão cair.
Relação com o Par
Avalia conexão do casal (sem necessidade de mãos dadas, mas sem conexão verbal; canto é permitido), harmonia e sincronismo (dança complementar e sincronizada) e condução (exercida pelo mestre-sala, física ou não-física, de forma suave).
texto do manual
Nesse componente o julgador irá avaliar:
a) Conexão do casal
b) Harmonia e sincronismo
c) Condução
a) Conexão do Casal
Na conexão os dois dançarinos se adaptam um ao outro e constantemente ajustam seus movimentos para manter a harmonia do casal.
Não é necessário que o casal esteja de mãos dadas para estar conectado. O casal pode estar lado a lado, mas mantendo a sua relação de par.
O casal não pode ter uma conexão verbal.
Obs.: O canto é permitido para o casal de mestre-sala e porta-bandeira.
b) Harmonia e Sincronismo
Harmonia e sincronismo da dança ocorrem em decorrência do item anterior (conexão).
Um casal de mestre-sala e porta-bandeira que consegue estabelecer e manter uma boa conexão, executa uma dança interligada, harmoniosa e sintonizada.
Harmonia na dança do mestre-sala e porta-bandeira é ser complementar, mesmo o mestre-sala executando seus movimentos característicos e a porta-bandeira executando os movimentos característicos dela, os dois se complementam.
Obs.: Sincronismo na dança é aquilo que acontece ao mesmo tempo, no mesmo instante, mesmo momento, mesma frequência e não necessariamente o mesmo movimento.
O casal pode executar movimentos juntos, porém cada um com a sua característica (cavalheiro/dama; mestre-sala/porta-bandeira). Mas em determinados momentos podem realizar movimentos espelhados também.
c) Condução
Se tratando de uma dança a dois, é necessário que haja uma condução por parte de um dos elementos da dança para que ela possa ocorrer conectada e em harmonia.
Na dança do mestre-sala e porta-bandeira quem exerce essa função é o mestre-sala a partir da conexão citada no item (a), ou seja, a condução pode ser feita de maneira física ou não-física.
A condução deve ocorrer de maneira suave, sem movimentos bruscos que interfiram na qualidade técnica da porta-bandeira.
exceçãoCONSIDERAÇÕES GERAIS
Os jurados não avaliam questões de outros quesitos; só os componentes da escola estão em julgamento.
texto do manual
Os jurados não deverão avaliar questões inerentes a quaisquer outros Quesitos, restringindo-se aos pontos apresentados neste Manual.
Só estão em julgamento os componentes da Escola de Samba, não podendo a Escola de Samba ser punida pela presença indevida de fotógrafos, jornalista, câmeras, trabalhadores da infraestrutura ou outros elementos estranhos alheios à proposta do desfile.
nota técnicaPENALIDADES
Cada ocorrência desconta 0,1 em um dos componentes; pode haver mais de um décimo se a ocorrência se repetir ou interferir em outro item/componente; uma mesma ocorrência pode ter intensidades diferentes (ex.: pavilhão enrolado, escorregão x queda).
texto do manual
As penalidades deste quesito têm um valor de desconto de 0,1 décimo por ocorrência em um dos componentes de avaliação. Podendo o casal ser despontuado com mais de um décimo caso essa ocorrência se repita no mesmo jurado ou interfira em outro item do mesmo componente ou de outro componente de avaliação.
Na dança do mestre-sala e porta-bandeira em alguns casos, a mesma ocorrência tem intensidades diferentes.
Ex: Pavilhão enrolou no mastro
a) O pavilhão enrolou no mastro e a porta-bandeira não perdeu a elegância e postura ao reverter a situação.
b) O pavilhão enrolou no mastro e a porta-bandeira ao reverter a situação perdeu a postura e elegância.
Ex: Escorregão x Queda
a) O Mestre-Sala escorregou, perdendo o equilíbrio e logo em seguida retomou a dança sem maiores consequências.
b) O mestre-sala caiu, perdendo o equilíbrio e naturalmente a harmonia com o par.
c) O mestre-sala caiu, perdendo o equilíbrio, naturalmente a harmonia com o par e voltou fora do ritmo.
Bateria
A Bateria é o grupo que sustenta com vigor o ritmo e o andamento (cadência) propostos para o desfile, formada por instrumentos obrigatórios (surdos, caixas, repiques, tamborins e chocalhos) e complementares.
Equilíbrio Instrumental
É o equilíbrio (equalização) dos volumes dos naipes usados na bateria; não significa igualdade de volumes, mas que cada naipe esteja devidamente ouvido com sua característica.
texto do manual
Equilíbrio Instrumental = Equalização
É o equilíbrio dos volumes dos naipes utilizados na bateria.
Equilíbrio não quer dizer, necessariamente, igualdade de volumes entre naipes, apenas que que eles estão sendo devidamente ouvidos, cada qual com sua característica de volume.
Execução
É a perfeita combinação das levadas e desenhos rítmicos emitidos pelos e/ou entre os naipes; deve haver sincronismo perfeito, com liberdade de execução para surdos de terceira, repiniques e cuícas, desde que entrosados.
texto do manual
É a perfeita combinação das levadas e dos desenhos rítmicos emitidos pelos e/ou entre os naipes que compõem a bateria (obrigatórios e complementares).
As levadas desenhos rítmicos de cada instrumento devem ser tocados em perfeito sincronismo, considerando que os surdos de terceira, repiniques e cuícas têm liberdade de execução, desde que não estejam desentrosados com os demais naipes e/ou entre si, formando harmonia total dos instrumentos executados.
Performance
Analisa a realização de bossas (convenções), que podem ser fracionadas no campo auditivo; o cumprimento de todos os pontos garante 9,8 e a performance bonifica até 0,2 (15 compassos = +0,1; 16 ou mais = +0,2, totalizando 10,0).
texto do manual
Analisar a bateria quanto à realização de bossas, (convenções), podendo essas ser fracionadas dentro do campo auditivo do julgador.
O cumprimento de todos os pontos de avalição do Quesito Bateria garante à agremiação a nota 9,8 (nove vírgula oito).
No ponto de avaliação PERFORMANCE, o jurado deverá contemplar, com até dois décimos, as agremiações que realizarem as bossas, (convenções), conforme abaixo:
Performance realizada até 15 compassos → + 0,1 = 9,9 (nove virgula nove);
Performance realizada com 16 compassos ou mais → + 0,1 (totalizando + 0,2) = 10,0 (dez)
Sustentação
É a manutenção do andamento rítmico da bateria, em harmonia com o samba-enredo, mantendo o ritmo no decorrer da área de julgamento (campo auditivo).
texto do manual
É a manutenção do andamento rítmico da bateria, em harmonia com o samba de enredo, mantendo o ritmo no decorrer da área designada para o julgamento, (campo auditivo).
exceçãoCONSIDERAÇÕES GERAIS
O jurado não considera gostos pessoais de tonalidade/execução, quantidade de ritmistas ou fantasia, se a bateria parou ou não para se apresentar, nem questões de outros quesitos; é vedado instrumento mecânico/digital de pulsação.
texto do manual
O jurado NÃO deverá levar em consideração:
a) Seus gostos ou opiniões pessoais quanto à tonalidade e ou forma de execução da música. Deverá respeitar as características próprias de cada Escola de Samba, avaliando dentro da proposta apresentada para o desfile e dos critérios técnicos aqui estabelecidos.
b) A quantidade de ritmistas da bateria ou mesmo sua fantasia.
c) Se a Bateria parou em frente à cabine para se apresentar ou não, pois as Baterias não são obrigadas a parar e se apresentar em frente às torres de Jurados, nem mesmo no recuo próprio. O Jurado não poderá punir a Bateria que não parar para se apresentar.
d) Questões inerentes a quaisquer outros Quesitos, restringindo-se aos pontos apresentados neste manual.
É vedada a utilização de qualquer instrumento mecânico ou digital para acompanhar a pulsação e/ou o andamento.
nota técnicaOBSERVAÇÕES
Os pontos só são julgados quando a bateria está no campo auditivo; recomenda-se marcar o tempo com as mãos; define as infrações de sustentação moderada, grave e gravíssima; todos os critérios seguem os exemplos de áudio do treinamento.
texto do manual
1. Para julgar os pontos de análise, "SUSTENTAÇÃO, EXECUÇÃO, EQUILIBRIO INSTRUMENTAL, AFINAÇÃO e PERFORMANCE, o jurado deverá fazer a sua análise somente quando a Bateria estiver em seu campo auditivo.
2. Devida a vedação de aparelhos mecânicos ou digitais para auferir a pulsação e/ou o andamento apresentado por cada escola, é recomendado que os jurados marquem o tempo (pulsação da bateria) com as mãos, tanto para efeitos de análise do balizamento sustentação, como referêncial para contagem dos compasssos para o balizamento performance.
2.1 No tocante ao quesito sustentação, a bateria deve ser penalizada quando sua oscilação de tempo for:
a) moderada
b) grave
c) gravíssima
a) A infração moderada é perceptível quando a oscilação da pulsação da bateria conflita com a marcação da mão, não interrompendo a marcação do tempo.
b) A infração grave é perceptível quando a oscilação da pulsação da bateria conflita com a marcação da mão, interrompendo por um instante a marcação do tempo, podendo ser rapidamente retomada.
c) A infração gravíssima é perceptível quando a oscilação da pulsação da bateria conflita com a marcação da mão, interrompendo a marcação do tempo, a ponto de retardar a recuperação da marcação do jurado.
3. Na justificativa, o jurado deverá ser o mais preciso possível, apontando o momento exato que ocorreu a falha, como horário do desfile, frase do samba.
4. TODOS OS CRITÉRIOS DE BALIZAMENTO DEVEM SER INTERPRETADOS E APLICADOS CONFORME OS EXEMPLOS DE AÚDIO DO TREINAMENTO.
Samba Enredo
No quesito Samba de Enredo o julgador avalia letra, melodia e execução do samba apresentado, com notas de 8,0 a 10,0 divididas em Letra (4,0 a 5,0) e Melodia (4,0 a 5,0).
Balizamento: Acessibilidade e Adequação Musical (Melodia)
Avalia equilíbrio melódico (sem trechos muito graves ou muito agudos que impeçam o entendimento ou o canto) e divisão melódica (punir muita letra para pouca melodia ou grande espaço melódico vazio).
texto do manual
BALIZAMENTO: ACESSIBILIDADE E ADEQUAÇÃO MUSICAL
São avaliados neste balizamento:
i. Equilíbrio melódico O samba deve ter equilíbrio tonal natural, sem tirar a beleza de melodias suaves em sua construção, observando-se a construção melódica do samba para que não ocorram:
a) Trechos "melodicamente muito baixos/graves" ao ponto que existam palavras ou frases que deixem de ser entendidas no canto por estarem em uma região com emissão excessivamente baixa/grave.
b) Aplica-se também a regra para os pontos "melodicamente muito altos/agudos", onde os desfilantes não consigam cantar determinado trecho do samba por ser excessivamente alto/agudo.
ii. Divisão melódica
a) O jurado deverá avaliar e punir caso existam partes em que a divisão atrapalhe a compreensão do canto e da letra do samba (muita letra para pouca melodia) ou, ainda, caso o samba contenha um grande espaço melódico vazio, sem letra em sua execução. Entende-se que há muita letra para pouca melodia, quando a mesma sai da métrica, dificultando o entendimento das palavras.
Balizamento: Adequação, Aproveitamento e Fidelidade (Letra)
Avalia o aproveitamento do tema pela letra, o poder de síntese com coerência e coesão entre versos, a adequação ao tema (sem necessidade de citar cada ala ou seguir ordem da sinopse) e admite trechos de exaltação à escola.
texto do manual
BALIZAMENTO: ADEQUAÇÃO, APROVEITAMENTO E FIDELIDADE
a) Jurado avaliará o aproveitamento que a letra do samba faz do tema, avaliando como os elementos do enredo são usados para a construção de uma poesia.
b) Jurado avaliará se há um poder de síntese retratando o enredo da melhor forma, com coerência textual, coesão e conexão entre os versos. Os versos precisam ter sentido entre si e dar sentido à narrativa do enredo.
c) O Jurado avaliará a adequação da letra do samba ao tema proposto, não sendo necessário mencionar cada uma das alas ou carros alegóricos detalhadamente, nem seguir a ordem estabelecida pela sinopse ou montagem do desfile. A letra pode, portanto, servir como uma trilha sonora temática para o espetáculo como um todo.
d) O samba pode incluir trechos que exaltem a escola de samba, suas características e até mesmo setores específicos a qualquer momento da sua letra, independentemente do enredo apresentado. Essa liberdade permite incentivar o canto dos componentes durante os desfiles e contribui para a qualidade melódica da obra. Essa prática fortalece a identidade da agremiação, envolvendo ainda mais os integrantes e o público durante a sua apresentação.
Balizamento: Adequação, Aproveitamento e Fidelidade (Letra)
Avalia o aproveitamento do tema pela letra, o poder de síntese com coerência e coesão entre versos, a adequação ao tema (sem necessidade de citar cada ala ou seguir ordem da sinopse) e admite trechos de exaltação à escola.
texto do manual
BALIZAMENTO: ADEQUAÇÃO, APROVEITAMENTO E FIDELIDADE
a) Jurado avaliará o aproveitamento que a letra do samba faz do tema, avaliando como os elementos do enredo são usados para a construção de uma poesia.
b) Jurado avaliará se há um poder de síntese retratando o enredo da melhor forma, com coerência textual, coesão e conexão entre os versos. Os versos precisam ter sentido entre si e dar sentido à narrativa do enredo.
c) O Jurado avaliará a adequação da letra do samba ao tema proposto, não sendo necessário mencionar cada uma das alas ou carros alegóricos detalhadamente, nem seguir a ordem estabelecida pela sinopse ou montagem do desfile. A letra pode, portanto, servir como uma trilha sonora temática para o espetáculo como um todo.
d) O samba pode incluir trechos que exaltem a escola de samba, suas características e até mesmo setores específicos a qualquer momento da sua letra, independentemente do enredo apresentado. Essa liberdade permite incentivar o canto dos componentes durante os desfiles e contribui para a qualidade melódica da obra. Essa prática fortalece a identidade da agremiação, envolvendo ainda mais os integrantes e o público durante a sua apresentação.
Balizamento: Clareza e Coesão (Letra)
Avalia clareza e coesão da letra, punindo frases desconexas; pune erros graves de português, relevando vocabulário popular/regional/religioso e licenças poéticas justificadas no enredo; pune divergências entre a letra da pasta e a executada.
texto do manual
BALIZAMENTO: CLAREZA E COESÃO
a) Jurado avaliará se a letra do samba tem clareza e coesão, devendo punir a existência de frases e palavras desconexas ou sem sentido.
b) O jurado penalizará erros graves de português, porém, relevará expressões do vocabulário popular, regional e/ou de caráter religioso, não se apegando à norma culta da língua portuguesa, quando isto se justificar diante do enredo (Exemplos: "muié" em vez de mulher, "sinhô" em vez de senhor, "fiquemo" em vez de ficamos, "réiva" em vez de raiva, "nóis vai" em vez de nós vamos etc.); porém, visando engrandecer sua apresentação, a escola poderá adotar erros propositais de português, ainda que graves, como recurso de linguagem ou licença poética. Essas eventualidades deverão estar no enredo proposto pela agremiação, devendo ser justificadas na pasta de apoio aos jurados.
c) Deverão ser punidos os erros na letra do samba (letra do samba apresentada na pasta dos jurados em relação à executada no desfile).
Balizamento: Clareza e Coesão (Letra)regra aproximada
Avalia clareza e coesão da letra, punindo frases desconexas; pune erros graves de português, relevando vocabulário popular/regional/religioso e licenças poéticas justificadas no enredo; pune divergências entre a letra da pasta e a executada.
texto do manual
BALIZAMENTO: CLAREZA E COESÃO
a) Jurado avaliará se a letra do samba tem clareza e coesão, devendo punir a existência de frases e palavras desconexas ou sem sentido.
b) O jurado penalizará erros graves de português, porém, relevará expressões do vocabulário popular, regional e/ou de caráter religioso, não se apegando à norma culta da língua portuguesa, quando isto se justificar diante do enredo (Exemplos: "muié" em vez de mulher, "sinhô" em vez de senhor, "fiquemo" em vez de ficamos, "réiva" em vez de raiva, "nóis vai" em vez de nós vamos etc.); porém, visando engrandecer sua apresentação, a escola poderá adotar erros propositais de português, ainda que graves, como recurso de linguagem ou licença poética. Essas eventualidades deverão estar no enredo proposto pela agremiação, devendo ser justificadas na pasta de apoio aos jurados.
c) Deverão ser punidos os erros na letra do samba (letra do samba apresentada na pasta dos jurados em relação à executada no desfile).
Balizamento: Riqueza Melódica (Melodia)
Avalia a harmonia dos desenhos musicais, a adaptação da melodia à letra e o entrosamento dos desenhos melódicos aos versos; exige equilíbrio entre letra e melodia e desenhos musicais variados, sem repetições abusivas.
texto do manual
BALIZAMENTO: RIQUEZA MELÓDICA
a) Será avaliada a harmonia de seus desenhos musicais, que servirão também para engrandecer a letra, dando ênfase à transmissão da mensagem proposta pela agremiação; a adaptação da melodia à letra do samba; e o entrosamento perfeito dos desenhos melódicos aos seus versos.
Mesmo entendendo que o samba de enredo é um ritmo com características próprias, deverá haver um equilíbrio entre letra e a melodia empregada. Lembrando: as quebras equilibradas em algumas divisões podem ser um instrumento da própria riqueza melódica.
b) O samba precisa se valer de desenhos musicais variados, sem incorrer em repetições abusivas de frases melódicas.
exceçãoCONSIDERAÇÕES FINAIS
O julgador não considera merchandising, licenças poéticas, panes de som, veracidade dos fatos, questões de outros quesitos nem gravações anteriores do samba.
texto do manual
O julgador não levará em consideração:
a) Qualquer tipo de merchandising (explícito ou implícito) nas letras dos sambas;
b) Licenças poéticas assumidas pelas agremiações;
c) Eventual pane do som da passarela ou do próprio carro de som;
d) A veracidade dos fatos narrados na letra. O jurado deverá respeitar o universo criado pelo Enredo desenvolvido pela Escola de Samba;
e) Questões inerentes a qualquer outro quesito;
f) Qualquer gravação anterior que tenha ouvido do samba apresentado.
nota técnicaObservações gerais (tabela auxiliar)
O julgamento é exclusivamente baseado no apresentado no dia do desfile; o julgamento de letra e melodia se baseia no canto emanado dos componentes, não do intérprete oficial nem do carro de som; não se pune presença indevida de terceiros.
texto do manual
O jurado não deverá levar em consideração a veracidade dos fatos narrados na letra. O jurado deverá respeitar o universo criado pelo enredo desenvolvido pela Escola;
O jurado não deverá levar em consideração qualquer gravação ou letra anterior que tenha tido acesso do samba apresentado;
O julgamento é feito exclusivamente com base naquilo que é apresentado no dia do desfile.
O julgamento de letra e melodia é feito com base no canto emanado dos componentes, e não do intérprete oficial e/ou demais integrantes do Carro de Som.
Só estão em julgamento os componentes da Escola de Samba, não podendo a Escola de Samba ser punida pela presença indevida de fotógrafos, jornalistas, câmeras, trabalhadores da infraestrutura ou outros elementos estranhos alheios à proposta do desfile.
Harmonia
Harmonia é a massa sonora emitida pelas alas em perfeito entrosamento do canto do samba-enredo com o ritmo da bateria, formando um coral uniforme; o objetivo é transmitir o samba de forma entrosada, clara e constante.
Clareza
Cada ala deve cantar a letra do samba de forma clara, compreensível e correta em sua totalidade, respeitadas as exceções das alas especiais.
texto do manual
CLAREZA: Cada uma das alas da escola deverá cantar a letra do samba de forma clara, compreensível e correta em sua totalidade, respeitadas as exceções previstas nas alas especiais.
Constância
O canto das alas deve ser executado de maneira constante; são punidas as alas que não cantarem todos os trechos do samba, respeitadas as exceções das alas especiais.
texto do manual
CONSTÂNCIA: Em um desfile de escola de samba, o canto emanado pelas alas precisa ser executado de maneira constante. Deverão ser punidas as alas que não cantarem todos os trechos do samba, respeitadas as exceções previstas nas alas especiais.
Entrosamento
Entrosamento do canto dos componentes com o ritmo proposto pela bateria.
texto do manual
ENTROSAMENTO: Entrosamento do canto dos componentes com o ritmo proposto pela bateria.
exceçãoAlas Especiais (não julgadas em Harmonia)
Lista as alas especiais não julgadas no quesito Harmonia (Comissão de Frente, casais de mestre-sala e porta-bandeira, bateria e corte, diretoria, equipe técnica, velha guarda, crianças, baianas, PcD, componentes de alegoria, destaques de chão, convidados, ação justificada); havendo mais de uma ala de exceção, a excedente é julgada.
texto do manual
São consideradas ALAS ESPECIAIS e, por isso, não serão julgadas no quesito Harmonia:
a) Comissão de Frente;
b) Casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, assim como seus guardiões e apresentadores;
c) Bateria, Pandeiristas, Rainhas, Madrinhas, Princesas e Musas;
d) Diretoria da Agremiação;
e) Integrantes da Equipe Técnica da Agremiação, como Diretores, Harmonias, Apoios, Alegorias, Disciplinas, Evolução, Coordenadores e Chefes de Ala;
f) Ala da Velha Guarda; (APENAS 01 (UMA) ÚNICA ALA POR ESCOLA)
g) Ala das Crianças; (APENAS 01 (UMA) ÚNICA ALA POR ESCOLA)
h) Ala das Baianas; (APENAS 01 (UMA) ÚNICA ALA POR ESCOLA)
i) Ala de pessoas com deficiência e seus acompanhantes; (APENAS 01 (UMA) ÚNICA ALA POR ESCOLA)
j) Componentes de Alegoria;
k) Destaques de chão;
l) Ala de Convidados; (APENAS 01 (UMA) ÚNICA ALA POR ESCOLA)
m) Ala de Ação Justificada; (APENAS 01 (UMA) ÚNICA ALA POR ESCOLA)
n) Em caso de mais de uma ala de excessão a mesma deverá ser julgada no quesito.
exceçãoCONSIDERAÇÕES GERAIS
O jurado não considera questões de outros quesitos nem o som mecânico dos carros e caixas de som; a avaliação baseia-se exclusivamente no entrosamento do canto com o ritmo da bateria; julgamento da faixa amarela inicial à final.
texto do manual
a) O Jurado não deve levar em consideração questões inerentes a qualquer outro Quesito e nem o som mecânico do carro de som e caixas de som espalhadas pela avenida.
b) A avaliação do quesito será feita exclusivamente com base no entrosamento do canto dos componentes com o ritmo da bateria.
O julgamento começará somente no momento que a Escola de Samba adentrar a pista de desfile, que começa na faixa amarela inicial e termina quando a Escola ultrapassa a faixa amarela que demarca o final.
›Texto transcrito do Manual do Julgador de 2025 (São Paulo). Critérios marcados como "regra aproximada" ou "correspondência incerta" foram casados por sentido a partir de manuais cuja nomenclatura difere da do banco — consulte o PDF original para o texto definitivo.