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Jurado · Rio · Alegoria

Thainá Trindade

2026–2026 · Carnaval do Rio (LIESA)

Cédulas
12
notas atribuídas
Média de décimos descontados
0,10
por cédula
Severidade
+0,05
Mais generoso

Perfil de severidade

Quanto a nota média deste jurado se afasta da média geral do seu quesito.

Mais generosoEm média desconta 0,05 a menos que os colegas de Alegoria.

Severidade compara médias históricas; não indica erro de julgamento, e sim estilo relativo ao painel.

Critérios mais penalizados

Décimos descontados por critério nas cédulas deste jurado (a LIESA decompõe as notas em critérios desde 2026).

Notas mais fora da curva

12 cédulas · ordenadas pelo maior desvio em relação à média do painel

AnoEscolaQuesitoNotaMédia do painelDesvio
2026Paraíso do TuiutiAlegoria9,89,9-0,10
2026Acadêmicos de NiteróiAlegoria9,69,7-0,08
2026Mocidade Independente de Padre MiguelAlegoria9,99,8+0,08
2026Unidos da TijucaAlegoria9,99,8+0,08
2026Beija-Flor de NilópolisAlegoria10,010,0+0,05
2026Acadêmicos do SalgueiroAlegoria9,910,0-0,05
2026Estação Primeira de MangueiraAlegoria10,010,0+0,03
2026Acadêmicos do Grande RioAlegoria9,99,9-0,03
2026Imperatriz LeopoldinenseAlegoria10,010,00,00
2026PortelaAlegoria9,89,80,00
2026Unidos do ViradouroAlegoria10,010,00,00
2026Unidos de Vila IsabelAlegoria10,010,00,00

Justificativas transcritas

12 apontamentos com perda de nota

AnoEscolaQuesitoConf.Justificativa (transcrição)
2026Acadêmicos de NiteróiAlegoriaaltaEnredo lúdico e autoexplicativo que faz jus ao próprio dístico nas alegorias. Carros demasiadamente quadrangulares, prejudicando, de certo modo, a criatividade no que tange a volumetria e o uso dos espaços, com recurso repetitivo no desenho construtivo das alegorias. Por esse motivo, subtraio (-0,1) da somatória total de concepção. Tendo assim: 4,9 no 1º subquesito. Apesar do bom nível na realização do desfile, foram notados problemas nos seguintes carros: 1º carro as flores da última parte do abre-alas não abriram, ficaram fechadas e/ou algumas com defeitos perceptíveis em suas pétalas; no 2º carro notar-se as velas ao redor da santa, algumas apagadas. No 3º carro fios de acabamento não terminados, ficaram soltos. No 4º carro o destaque inicial não estava presente na alegoria. Iluminação empobrecida nas partes altas de todas as alegorias. Não houveram soluções para uma iluminação direta. Pequenas ranhuras na parte traseira da última alegoria. Foram retirados (0,3) no subquesito realização. Tendo assim, (4,7) no subquesito. Nota total: 9,6
2026Acadêmicos do Grande RioAlegoriabaixaO pensamento acerca das alegorias que trouxeram o mangue como origem de vida, fundamento e força e ancestralidade, preparando sobre os desdobramentos que construíram o conceito de manguebeat e o chamado de uma nação - uma nação Zumbi e seu patrão carnavalesco Chico Science. A chegada deleita um olhar as histórias que propõem um mergulho em seus princípios e mote de direção. A organização do desfile foi setorial e linear com o mangue como origem, seus deslocamentos e o lugar na modernidade. As forças criativas, a base cultural histórica e suas reatualizações. As produções artísticas na contemporaneidade com a força da juventude e, por último, o anúncio de futuros que só serão possíveis com a periferia viva, presente e atuante. No subquesito concepção a nota obtida 5,0 ao contexto analisado (...). (...) Na observação do que foi apresentado na avenida no 1º tripé e no 4º carro alegórico foi notado a presença de mesas de comando aparentes sem solução cenográfica. Além disso, foi observado problema de encaixe e acabamentos da roda de engrenagem e as portas dos geradores das alegorias do 2º tripé e do 4º carro alegórico estavam entreabertas. Com isso, a nota no 2º subquesito realização foi de 4,9. No somatório total de 9,9
2026Acadêmicos do SalgueiroAlegoriabaixaUma grandiosa homenagem à Rosa Magalhães, sua trajetória como expoente inesquecível do carnaval e mistura da história do carnaval. O ponto de partida da própria figura de Rosa como uma enorme biblioteca de referências, encantos e aprendizados. A escola/o carnavalesco se colocaram em reverência a homenageada, entendendo sua inestimável carreira promovendo - não somente um olhar sobre a sua vida - mas, também uma bonita releitura que não procura imitar, mas promove e rememora momentos importantes de uma série de desfiles da própria escola e das outras co-irmãs, os vestígios e fazeres de um repertório premiado com gestos de celebração e gratidão. No 1º subquesito analisado, a concepção obteve 5,0 em sua pontuação. O desfile contou com um imenso abre-alas que inundou (...). (...) com a dimensão do que Rosa representa ao carnaval e seus desdobramentos. Notou-se a presença de mesas de comando aparentes, sem qualquer solução cenográfica, constante nos carros alegóricos 2º, 4º e 5º, deixando a desejar uma melhor resolução. Retira-se (-0,1) do subquesito realização. A nota total dá-se em 9,9
2026Beija-Flor de NilópolisAlegoriamédiaCasa um enredo que faz um ode à memória afro brasileira, através da celebração do candomblé (Bembé) nascido no recôncavo baiano há 136 anos. Apresentar as expressões do candomblé para além dos limites do terreiro, expandindo também à avenida a liberdade de se mostrar sem receios, com uma linearidade respeitosa aos ritos que antecedem a ocupação do espaço do mercado - este que é a casa de Oxu e espaço de trocas - mas, também país e presença ancestral, onde cada gesto conecta o divino, o terreiro e a fé. A organização dos setores proporcionou uma fácil e autoexplicativa entendimento sobre os objetivos do enredo. Obteve-se, assim, 5,0 em concepção. O desfile pediu licença ao sagrado para alimentar o chão e acalmar os caminhos para uma criança sem qualquer impedimento (...) (...) visual ou alguma tipo de monotonia visual. Pelo contrário, encantou e gerou ânsias para maiores imagens na avenida. A ancestralidade foi convocada e se fez presente em cor, brilho, euforia e grandissíssimo estético. Sendo assim, almejou-se o ápice de um desfile correto e envolvente. 5,0 em realização. Nota final 10,0
2026Estação Primeira de MangueiraAlegoriamédiaA escola traz em sua concepção, um olhar místico e narrativo sobre a cultura amapaense, colocando em evidência suas filosofias afro-indígenas e, em especial, a figura de mestre Sacaca de jeito imponente. A mitologia oral indígena, nos apresenta perspectivas outras que não estão nos livros. Tendo assim (5,0) em concepção. A escola apresentou na avenida um desfile correto e sem falhas. Para além disso, surpreendeu em plasticidade estética e diversidade em cores, trabalhando bem as sinuosidades e movimentos construtivos das alegorias. As marmorizações dos elementos alegóricos e os sons deram um brilho e encanto a mais no desfile. Destaco aqui, o excelente trabalho de entalhe do terceiro carro que mimetizou bem em madeira realista. Dito isto, a realização na avenida nota-se nota máxima: (5,0). Nota total: (10,0)
2026Imperatriz LeopoldinenseAlegoriaaltaEnredo diverso na apresentação da biografia e na trajetória musical de mais de 5 décadas de um artista que rompe com estereótipos. Encadeamento poético com uma simbologia vibrante. Ver hoje, aqui, transmuta e nos rememora conteúdos inesquecíveis. A teatralidade, cuidado e apresentação - não somente das alegorias - mas, também das partes integrantes. Conseguimos sentir, ver e perceber as poéticas muito bem reproduzidas conceitualmente nas alegorias. As formas e volumetrias transitam bem em seus objetivos. Concepção: (5,0). O impacto visual adequado ao tema. Apesar das simbologias presentes, conseguimos perceber a narrativa bem construída e executada. Os usos e diversidades de materiais compuseram de maneira ímpar e espetacular o desfile. Realização (5,0). 10,0 nota final
2026Mocidade Independente de Padre MiguelAlegoriamédiaA escola apresenta em sua concepção, um olhar sobre Rita Lee a partir de suas produções e trajetória musical, suas fases icônicas, muito bem subdivididas. As vanguardas, seus traços revolucionários, ousados e originais. Tendo sua singularidade - não só na estética, mas nos modos de se ver e se posicionar na vida, nos palcos e na política. É interessante perceber que, ao final, dá-se outro tom, não só na mudança do seu inesquecível tom vermelho, vemos uma Rita Lee defensora dos animais que, em contexto recente, permanece atual e viva, onde naturalmente o carnavalesco trouxe "orelha" como conector sobre o legado da artista. Com isso, dá-se 5,0 em concepção de enredo. Na avenida, vimos de primeira a alegoria, o psicodélico, vivo e intenso que celebra - não somente o pioneirismo em comandar (...). (...) uma banda de rock. Mas, nos rememora a figura que inspirou gerações de mulheres. As iluminações das alegorias foram um olhar vivo e com a esfera da "Padroeira da liberdade" e, também da subversão. Pequenos problemas foram notados ao decorrer do desfile como: no 4º carro, foi notado um bom pedaço de escada dobrável (a parte das ferragens) na parte inferior da alegoria entre as duas primeiras esculturas laterais. No último carro, foram observadas que os frascos de lança-perfume foram em sua parte superior, problemas de acabamento que não foram bem resolvidos. Sendo assim, retira-se em realização (-0,1) da nota do 2º subquesito, obtendo 4,9 e na somatória geral 9,9
2026Paraíso do TuiutiAlegoriabaixaA concepção das alegorias trouxeram e contaram a história do Ifá Cubano facilmente identificável e com clareza sobre a narrativa pretendida. O abre-alas com Tarô, através de Quimbila e a casa funfun, o fundamento de Ifá que atravessou por todo o desfile, preparando por outros contextos iorubanos e suas conexões com outras culturas do continente africano. A travessia conta, através de um viés poético e simbólico a outra diáspora africana em sua chegada à América central (Cuba), as histórias locais, sua solidificação em terras outras e a expansão em outras moradas a palavra de Ifá que, também pousaram e fincaram em solo brasileiro em grande celebração. Assim sendo, a nota de 5,0 no subquesito concepção. Olhando para a apresentação na avenida, foram notados problemas em iluminação e (...). (...) refletores apagados no carro abre-alas, na 2ª parte acoplada ao carro; na 3ª parte acoplada na dianteira também apagada. Além disso, foram notadas problemas na porta que escondia o gerador, onde a mesma ficou aberta. No 3º carro, alguns acabamentos laterais que estavam pendurados, apresentaram partes amassadas, deixando o fundo aparente. A parte inferior da escultura de Anúbis à direita, estava com a portinhola entreaberta/descolada. Com isso, resultou-se 4,8 em realização, devido as falhas e/ou problemas descritos acima. A soma total da escola em 9,8
2026PortelaAlegoriamédiaApesar da ausência de clareza na explanação inicial do enredo e assuagar imediata, as alegorias valorizaram a simbologia da escola ao início, meio e começo novamente, trazendo consigo a filosofia de Tião Bispo - início, meio e começo, trazendo ciclicidade à própria ideia ocidental de tempo linear e, mostrando que, apesar da narrativa tradicional, a escola nos apresentar de maneira majoritariamente simbólica a presença e a construção de Barcá, sua importância na religiosidade afro-sulista. Tendo assim, 5,0 na concepção de seu desfile. No que versa sobre realização, o carro abre-alas, a última parte do carro não estava acoplada, deixando a desejar a unicidade da alegoria. Com isso retira-se (0,1) na realização deste carro (...). O 3º carro apresentou problemas de acabamento na parte lateral esquerda, aparentando descolamento, a parte superior da mesma estava grosseiramente mal-resolvida. O 5º carro apresentou também na lateral esquerda, próximo a primeira águia, pedaços quebrados de isopor em seus trocados, deixando parte aparente. (-0,1). Tendo assim, um total em realização em 4,8. Nota final: 9,8
2026Unidos da TijucaAlegoriabaixaA construção do enredo e o pensamento criativo de suas alegorias foram construídos de maneira bem particular e único, onde Carolina Maria de Jesus foi transformada em uma grande obra literária de si e de sua vida. A concepção gerou expectativas de uma quebra de paradigmas acerca de Carolina e do estigma associado às mulheres negras. Com isso deu-se nota 5,0 no 1º subquesito. Apesar do brilhantismo da pesquisa e das expectativas criadas no projeto, as 4 primeiras alegorias não causaram o impacto visual esperado pelo cerne da pesquisa, houve, durante boa parte do desfile uma monotonia visual de cores, principalmente pelo excesso de tons terrosos e frios, foi sentida a ausência da potência de Carolina, anteriormente apontada no livro abre-alas (...). "Muda essa história, Tijuca!" foi plasticamente revertida no último setor, óbvio porque, nas alegorias anteriores percebeu-se uma repetição de soluções sobre os mesmos desenhos alegóricos. O respiro e o ânimo visual, deu-se com louvor no último setor com uma diversidade de cores, volumes, texturas e uma forte comunicação direta de comemoração que a escola deseja. A última alegoria nos presenteia com a força em forma de frutos de Carolina e outras intelectuais e personalidades negras, não somente do campo literário, mas na amplitude e multiplicidade da mulher negra na contemporaneidade. Sendo assim, concede-se 4,9 no subquesito realização. Nota final: 9,9
2026Unidos de Vila IsabelAlegoriabaixaA escola nos convida a fabular e sonhar sonhos de Heitor, fundamento esse que dá o tom a narrativa durante todo o desfile. É interessante perceber o caminho não comercial de um enredo biográfico. Observar o diálogo conceitual e alegórico entre Heitor e Drumond, faz um bonito gesto e casamento de muitas histórias do samba. O mergulho poético e as variações de cores, formas e volumetrias, as tridimensionalidades da pintura de Heitor tomando novas dimensões e dinamismos que, ainda assim, respeitaram a poética do artista. Foi bonito perceber Heitor na história e também na continuidade artística de outros artistas pretos na contemporaneidade. Não há sem dúvidas, outro caminho que não seja 5,0 em concepção (subquesito). (...) A escola na avenida nos presenteia com um desfile alegórico grandioso, rico em detalhes, opulente e com o uso inteligente na mistura de materiais, grande qualidade nos processos de acabamento alegórico. O impacto visual na avenida construiu uma boa coerência entre os carros, tripés e alas. Parabenizo o brilhantismo e escolha estética na narrativa do enredo. Uma felicidade ver a genialidade e importância de Heitor também na avenida. Com isso, a nota máxima em realização foi concedida. Ao total somado, a nota ficou em 10,0
2026Unidos do ViradouroAlegoriabaixaReconhecer, ainda em vida ativa e atuante, aquele que fez parte da grande massa carnavalesca que nasce, vive, sofreu como grande fruto do sonho das escolas. Olhar para a própria história e da comunidade, foi uma das coisas mais bonitas já escritas no carnaval - falar de Cica (Mocagy) e falar também de outros tantos sonhos. Construir a narrativa e dar a devida importância da figura registrada, na concepção de novos caminhos inovadores, pioneirismos, retratando o desenrolar do samberta real que vive e cria histórias no livro do Carnaval do Brasil. Para tanto, não há outra possibilidade, que reconhecer aqui, a ousadia da concepção desse enredo com nota (5,0) no 1º subquesito. Como citado na sinopse da pesquisa: "A vida é um enredo". A partir disso, ver um (...). (...) desfile composto de uma poética que abraça - não somente o retratado, mas as histórias das múltiplas mãos que constroem o carnaval. Ver os sonhos de um menino, tomando corpo e reverenciando os mais velhos, seus antecessores, grandes baluartes e também a comunhão com seus contemporâneos foi um deleite para os admiradores da potência do que é o Carnaval. A verdadeira festa do povo. O ápice em sua última alegoria, onde o local que o celebrar, sendo celebrado como merece: altivo, criativo, opulento e oracionado - não somente pelo público, mas abraçado pelo grande espírito carnavalesco. Sendo assim, 5,0 - nota máxima, ainda não dá conta do que foi visto hoje. Nota final: 10,0

Justificativas manuscritas nos cadernos da LIESA — transcrição "na medida do possível". Consulte o PDF original em "Notas originais" para o texto definitivo.

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