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Jurado · Rio · Enredo

Johny Soares

2025–2025 · Carnaval do Rio (LIESA)

Cédulas
12
notas atribuídas
Média de décimos descontados
0,05
por cédula
Severidade
+0,07
Mais generoso

Perfil de severidade

Quanto a nota média deste jurado se afasta da média geral do seu quesito.

Mais generosoEm média desconta 0,07 a menos que os colegas de Enredo.

Severidade compara médias históricas; não indica erro de julgamento, e sim estilo relativo ao painel.

Notas mais fora da curva

12 cédulas · ordenadas pelo maior desvio em relação à média do painel

AnoEscolaQuesitoNotaMédia do painelDesvio
2025PortelaEnredo10,09,9+0,10
2025Unidos de Vila IsabelEnredo10,09,9+0,08
2025Paraíso do TuiutiEnredo9,910,0-0,08
2025Unidos de Padre MiguelEnredo10,010,0+0,05
2025Unidos da TijucaEnredo9,910,0-0,05
2025Unidos do ViradouroEnredo9,99,9+0,03
2025Mocidade Independente de Padre MiguelEnredo9,89,8+0,03
2025Imperatriz LeopoldinenseEnredo10,010,00,00
2025Estação Primeira de MangueiraEnredo10,010,00,00
2025Beija-Flor de NilópolisEnredo10,010,00,00
2025Acadêmicos do SalgueiroEnredo9,99,90,00
2025Acadêmicos do Grande RioEnredo10,010,00,00

Justificativas transcritas

5 apontamentos com perda de nota

AnoEscolaQuesitoConf.Justificativa (transcrição)
2025Acadêmicos do SalgueiroEnredoaltaConcepção: 5,0. Realização: Retira-se 1 décimo devido à dificuldade de compreensão da ala 8 "Patuás e Amuletos do Cangaço" que apresentou um chapéu em formato de livro aberto e pergaminhos com dizeres remetendo a uma escrita islâmica. A ênfase dada a tais iconografias na fantasia mais confundiu do que esclareceu quais seriam os "patuás" e "amuletos" do cangaço. Em nada, tais elementos visuais lembraram a estética do cangaço, do sertão, assim como também não esclareceram uma possível ligação com o Alcorão. Nesse sentido, os signos de proteção mais reconhecidos da indumentária cangaceira acabaram ficando em segundo plano, prejudicando o entendimento. (4,9)
2025Mocidade Independente de Padre MiguelEnredoaltaConcepção: Retira-se 1 décimo devido à dificuldade de compreensão de um enredo de caráter filosófico-científico-tecnológico, sustentado em uma abordagem abstrata (principalmente nos dois primeiros setores) sem um eixo narrativo mais claro. Ao propor reflexões profundas e complexas, o enredo trabalha com conceitos muito amplos, utilizando signos de difícil assimilação em alas e alegorias. Embora a temática contemporânea sobre o futuro da humanidade seja relevante, seu desenvolvimento altamente conceitual prejudica o entendimento, comprometendo sobretudo o encerramento, que parece não dialogar com o início - tão focado em imagens repetitivas: cosmos, astros, nebulosas e estrelas. (4,9). Realização: Retira-se 1 décimo pela não tangibilização na avenida da proposta descrita no livro Abre-Alas para o tripé 1 "Dos Jetsons aos Flintstones". O elemento cênico não foi capaz de transmitir a ideia de que os "Flintstones, na verdade, estariam no futuro após as consequências trágicas provocadas pelos Jetsons". A composição alegórica tem uma linguagem visual infantil, colorida e alegre - como os desenhos originais homônimos - não expressando ou evocando qualquer tipo de crítica ou algo negativo. (4,9)
2025Paraíso do TuiutiEnredoaltaConcepção: Retira-se 1 décimo devido à falta de coerência na roteirização do enredo, já que ocorre um salto temporal brusco - em termos de argumento e cronologia histórica, do 5º para o 6º setor - prejudicando o encadeamento da narrativa. Do 1º ao 5º setores, o enredo narra a ancestralidade, o habitat original, a travessia forçada e escravizada para o Brasil colonial, o contato com povos indígenas e a perseguição da igreja católica (Inquisição) contra Xica Manicongo, nos idos do séc. XVI. Contudo, no 6º setor, há uma ruptura abrupta, sem uma devida transição ou explicação, que joga a história para os séculos XX e XXI, o que causa estranhamento e deixa lacunas sobre a existência e o preconceito contra a população travesti por 3 séculos. Ainda assim, parabeniza-se a Escola e seu carnavalesco pela ousadia e coragem em levar para a Sapucaí a história de uma personagem histórica tão singular e um enredo extremamente importante e necessário! (4,9). Realização: 5,0
2025Unidos da TijucaEnredoaltaConcepção: 5,0. Realização: Retira-se 1 décimo devido à ala 25 "Jovens com passos ligeiros como os da lebre" não ter conseguido tangibilizar na avenida a sua proposta, faltando à fantasia um elemento visual identificatório que facilitasse a leitura, assim como ocorreu nas alas que a precederam: ala 21 (adereço de pavão), ala 22 (cabeça/rabo de camaleão), ala 23 (cabeça e asas de pássaro), e ala 24 (cabeça de leopardo) - todas associadas a animais relacionados a Logun-Edé. (4,9)
2025Unidos do ViradouroEnredoaltaConcepção: Retira-se 1 décimo devido à dificuldade de compreensão da existência humana da figura central do enredo: João Batista - o Malunguinho. A narrativa concentra-se excessivamente na dimensão mística do homenageado, sem esclarecer adequadamente a identidade do personagem histórico do séc. XIX. Dessa forma, a condição terrena de João Batista, considerado o último dos malungos do Quilombo de Catucá, não é bem elucidada, restrita apenas à abertura, enquanto aspectos espirituais (a tríade dos mundos) são priorizados, impedindo que o caráter real e terreno do segundo maior líder quilombola do Brasil seja, de fato, conhecido, comprometendo a compreensão da relevância histórica do personagem e diluindo o potencial educativo do tema. Realização: 5,0

Justificativas manuscritas nos cadernos da LIESA — transcrição "na medida do possível". Consulte o PDF original em "Notas originais" para o texto definitivo.

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