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Jurado · Rio · Enredo

Mônica Mançur

2025–2025 · Carnaval do Rio (LIESA)

Cédulas
12
notas atribuídas
Média de décimos descontados
0,08
por cédula
Severidade
+0,05
Mais generoso

Perfil de severidade

Quanto a nota média deste jurado se afasta da média geral do seu quesito.

Mais generosoEm média desconta 0,05 a menos que os colegas de Enredo.

Severidade compara médias históricas; não indica erro de julgamento, e sim estilo relativo ao painel.

Notas mais fora da curva

12 cédulas · ordenadas pelo maior desvio em relação à média do painel

AnoEscolaQuesitoNotaMédia do painelDesvio
2025PortelaEnredo9,79,9-0,20
2025Acadêmicos do SalgueiroEnredo10,09,9+0,10
2025Unidos do ViradouroEnredo9,89,9-0,08
2025Unidos de Vila IsabelEnredo10,09,9+0,08
2025Mocidade Independente de Padre MiguelEnredo9,79,8-0,08
2025Unidos de Padre MiguelEnredo10,010,0+0,05
2025Unidos da TijucaEnredo9,910,0-0,05
2025Paraíso do TuiutiEnredo10,010,0+0,03
2025Imperatriz LeopoldinenseEnredo10,010,00,00
2025Estação Primeira de MangueiraEnredo10,010,00,00
2025Beija-Flor de NilópolisEnredo10,010,00,00
2025Acadêmicos do Grande RioEnredo10,010,00,00

Justificativas transcritas

4 apontamentos com perda de nota

AnoEscolaQuesitoConf.Justificativa (transcrição)
2025Mocidade Independente de Padre MiguelEnredoaltaTrês décimos (-0,3) foram retirados por prejuízos à COERÊNCIA, conforme prevê o Manual do Julgador. Propondo uma mensagem de esperança para uma juventude que parece estar fadada à autodestruição e aos efeitos da negligência com o planeta, o setor cinco (5) do desfile contraria essa "promessa" inicial em que afirma não haver limites para sonhar (no título do enredo). O que se vê, no referido setor (que encerra o desfile), é um quadro de desesperança, desenvolvido ala a ala. A musa 04 (quatro) "Guardiã das Almas Perdidas", segundo o que consta no Abre-Alas, é a única que pode conduzir ou reconduzir o "Homo-Deus" à sua condição primordial de "poeira das estrelas", podendo — assim — ser a portadora das "boas novas" preconizadas pelo samba, como: "O céu vai clarear", "Deus vai desfilar", "toda estrela pode renascer", "a mão que faz a bomba se arrepende". No entanto, a musa vem anunciando o carro 05 (cinco): "O homem é o lobo do próprio homem", cuja principal mensagem se concentra na desesperança e, consequentemente, naquilo que — sim — impõe limites ao ato de sonhar, revelando incoerência com o verbo ESPERANÇAR proposto na justificativa.
2025PortelaEnredoaltaTrês décimos (-0,3) foram retirados por comprometimento da CLAREZA, conforme está previsto no Manual do Julgador. Não há elementos suficientes, no Abre-Alas, que clarifiquem a sequência e as respectivas distinções entre os atos (setores) a não ser a alusão ao tempo cronológico (manhã, tarde, noite, amanhecer). Caracteriza-se uma procissão pelo "ajuntamento" em torno de um mesmo fim e, no caso do enredo em questão, vão se juntando grupos distintos — ao longo do tempo apresentado — que não são descritos claramente. Por exemplo: o grupo que compõe o Ato 2 (dois) é formado por quem? O que possuem em comum? O que os distingue dos demais? No Ato 4 (quatro), tem-se a "Noite" e, na sequência, um "Temporal" que está sem sustentação: o que motivou essa intempérie, quando se formou e por quê? O que simboliza? Estas respostas não se encontram justificadas no material fornecido, ficando a cargo de possíveis interpretações (hipóteses) e criando lapsos no que tange à compreensão final (clareza/coerência/coesão).
2025Unidos da TijucaEnredoaltaJustificativa: foi retirado um décimo (-0,1) de realização porque as fantasias da ala 11 (onze), cujo tema é "Exu, a pintura da camuflagem", utilizam, majoritariamente, cores fluorescentes (laranja e verde), o que comprometeu a COERÊNCIA com a proposta apresentada no AA (Abre-Alas): ressaltar a contribuição dos mais velhos para a educação de Logun Edé (setor 3), em que Exu compartilha com ele segredos para DESPISTAR os oponentes. Desta forma, o uso de cores fluorescentes produz efeito contrário: o de chamar atenção, destacar.
2025Unidos do ViradouroEnredoaltaJustificativa: foram retirados dois décimos (-0,1 em concepção e -0,1 em realização) em razão do comprometimento da CLAREZA e da COESÃO na narrativa concebida e realizada, uma vez que as passagens de um "setor" para outro não foram marcadas de forma convencional (através do uso de alegorias) e, sim, através de performances de grupos cênicos, o que — conforme consta na justificativa oferecida no Abre-Alas — foi deliberado com o objetivo de dialogar com a "fluidez" do elemento "fumaça" (fio condutor mítico da história de Malunguinho), sem provocar "interrupções abruptas" na narrativa. Tal estratégia, no entanto, trouxe prejuízos à CLAREZA e à COESÃO, já que as passagens — junto com a fumaça — se espraiaram. Vale ressaltar que o recurso de divisão de alas em A e B (alas 01, 02 e 12) foram de encontro à ideia de fazer passagens não marcadas, já que inevitavelmente delimitam (de forma marcada) os elementos cênicos que entre elas estão. Deste modo, fica ferida a COERÊNCIA entre o que se tem na justificativa e o que é, finalmente, apresentado.

Justificativas manuscritas nos cadernos da LIESA — transcrição "na medida do possível". Consulte o PDF original em "Notas originais" para o texto definitivo.

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