Grupo Especial · 2026
Estação Primeira de Mangueira
Mestre Sacaca do Encanto Tucuju - O Guardião da Amazônia Negra
Profissionais
Carnavalesco
Sidnei França
Coreógrafo de Comissão de Frente
Karina Dias
Coreógrafo de Comissão de Frente
Lucas Maciel
Mestre-sala
Matheus Olivério
Mestre-sala
Renan Oliveira
Porta-bandeira
Cintya Santos
Porta-bandeira
Débora de Almeida
Mestre de Bateria
Rodrigo Explosão
Mestre de Bateria
Taranta Neto
Compositor
Herval Neto
Compositor
Igor Leal
Compositor
Joãozinho Gomes
Compositor
Paulo César Feital
Compositor
Pedro Terra
Compositor
Tomaz Miranda
Intérprete
Dowglas Diniz
Diretor de Carnaval
Dudu Azevedo
Diretor de Harmonia
Alexandre Rouge
Diretor de Harmonia
Arídio Oliveira
Diretor de Harmonia
Fábio de Souza
Diretor de Harmonia
Izadora Neves
Diretor de Harmonia
Léo Assis
Diretor de Harmonia
Valber Frutuoso
Diretor de Harmonia
Vinicius Araújo
Boletim por quesito
Notas dos 4 jurados; a menor é descartada (riscada) e o subtotal soma as 3 válidas. Desde 2026 cada nota é decomposta em critérios com pontuação fixa — em destaque onde a escola perdeu.
Total: 269,2 de 270,0
Diferença para a campeã, por quesito
Décimos que a campeã (Unidos do Viradouro) fez a mais que Estação Primeira de Mangueira em cada quesito.
Enredo
+2,0
Comissão de Frente
+2,0
Mestre Sala e Porta Bandeira
+2,0
Samba Enredo
+2,0
Alegoria
+0,0
Fantasia
+0,0
Evolução
+0,0
Bateria
+0,0
Harmonia
+0,0
Verde = a campeã pontuou mais naquele quesito; vermelho = este desfile pontuou mais ali.
Descontos justificados
36 apontamentos transcritos dos cadernos da LIESA.
Alegoria
médiaConcepção: As alegorias e adereços dialogam de forma consistente com o enredo. Destaca-se a inclusão de elementos e símbolos da cultura amapaense, bem como a utilização da mitologia indígena e da oralidade, como fonte, o que fortaleceu a poética e a construção plástica, apresentando um conjunto alegórico dinâmico. Realização: A escola apresentou as alegorias de acordo com o projeto apresentado no livro abre-alas. Vale ressaltar o impacto visual, das alegorias, o dinamismo e efeito sonoro. Não cometeu nenhum fator penalizador. Concepção: 5,0 / Realização: 5,0 / Nota: 10 (dez)Aislane dos Reis
médiaCONCEPÇÃO = 5,0 - O conjunto alegórico demonstrou adequação e originalidade à proposta do enredo, pela capacidade da Escola de transformar ideias em obras visuais, capazes de comunicar a força estética e simbólica.
REALIZAÇÃO = 5,0 - O trabalho artesanal com formas diferentes do convencional e exploração de cores vibrantes impressionaram no abre-alas, se estendendo pelas outras alegorias.Madson Oliveira
médiaA escola traz em sua concepção, um olhar místico e narrativo sobre a cultura amapaense, colocando em evidência suas filosofias afro-indígenas e, em especial, a figura de mestre Sacaca de jeito imponente. A mitologia oral indígena, nos apresenta perspectivas outras que não estão nos livros. Tendo assim (5,0) em concepção.
A escola apresentou na avenida um desfile correto e sem falhas. Para além disso, surpreendeu em plasticidade estética e diversidade em cores, trabalhando bem as sinuosidades e movimentos construtivos das alegorias. As marmorizações dos elementos alegóricos e os sons deram um brilho e encanto a mais no desfile. Destaco aqui, o excelente trabalho de entalhe do terceiro carro que mimetizou bem em madeira realista. Dito isto, a realização na avenida nota-se nota máxima: (5,0).
Nota total: (10,0)Thainá Trindade
médiaRealização: O conjunto alegórico deixou a desejar na construção visual ao utilizar as mesmas soluções cromáticas (-0,05) Reiterada utilização do mesmo vocabulário plástico, através de materiais de acabamento, compromete a dinâmica visual do desfile, gerando monotonia e previsibilidade (-0,05) Alegorias 2, 3, 4 e 5. Nota: 9,9Walber Ângelo de Freitas
Bateria
médiaManutenção da cadência: A bateria manteve cadência regular e andamento compatível com o samba-enredo e não apresentou oscilação que comprometesse o andamento, o que justifica o valor máximo do subquesito 4,0. Conjugação dos instrumentos: A bateria teve bom êxito em relação a conjugação dos instrumentos, com execução segura e precisas entre os naipes. Mostrou coesão e boa articulação. Destaco aqui nesse subquesito a perfeita execução do naipe de xequerés, e sua boa integração e articulação rítmica. Destaco aqui também o bom equilíbrio sonoro entre os naipes. A destreza desse subquesito justifica o valor máximo da pontuação 3,0. Criatividade e Versatilidade: A bateria apresentou proposta de arranjo marcada por criatividade e versatilidade bem definidas. Trouxe performance com o naipe de xequerés, letras, convenções e paradinhas com bom grau de complexidade rítmica, justificando a pontuação máxima 3,0.Geiza Carvalho
altaSubquesito Manutenção da Cadência: "Foi mantida a cadência em consonância com o samba enredo". Pontuação = (4,0) quatro pontos. Subquesito Conjugação dos Instrumentos: "Os diversos sons emitidos foram ouvidos com clareza, sendo mantido o equilíbrio instrumental". Pontuação = (3,0) três pontos. Subquesito Criatividade e Versatilidade: "As variações de bossas foram bem executadas porém com grau de dificuldade baixo". Pontuação = 2,9 dois vírgula nove. NOTA: 9,9 nove vírgula noveHélcio Eduardo da Silva
médiaA bateria obedeceu e atendeu aos três requisitos básicos do critério de julgamento e mais, apresentou uma condução com um ritmo organizado, sustentando ao longo do desfile, garantindo pulso firme, fluidez e identidade da escola. Gerou uma excelente harmonia entre os naipes, facilitou o canto da escola e deu segurança aos componentes. (10).Nelson Nunes Pestana
altaMANUTENÇÃO DA CADÊNCIA: (4,0)
- Execução segura dentro de um andamento cadenciado e apropriado ao samba enredo.
CONJUGAÇÃO DOS INSTRUMENTOS: (3,0)
- Equilíbrio, dinâmica e precisão corroborando para o bom desempenho do subquesito.
CRIATIVIDADE E VERSATILIDADE: (3,0)
- A distribuição de diálogos rítmicos entre as peças leves, ex: agogô e tamborins, mais o contraste dos graves no toque do marabaixo contribuiu na valorização do arranjo.
NOTA: (10)Rafael Barros Castro
Comissão de Frente
alta(-0,1) A concepção da C. Frente ficou prejudicada no momento em que os povos originários tomam o "caxixi" (bebida responsável pelo "transe"), não ficando claro o entendimento da mensagem que queriam passar, não causando assim o impacto desejado.
Total (-0,1). Nota 9,9 (nove vírgula nove).Cláudia Ribeiro
baixaDesconto de 0,1 em CONCEPÇÃO.
- O momento final, quando do surgimento da bandeira no topo da mangueira, não causa impacto e sua aparição, de forma discreta (apenas com elevação), mantém o foco cênico na ação do Xamã Babalaô/mestre Sacaca.
NOTA: 9,9Paola Novaes
alta10,0
Apresentação com excelente sincronia, domínio corporal, teatralidade e impacto visual de acordo com a concepção coreográfica, justificando a nota máxima! Parabéns!Rafaela Ribeiro
baixaSubtração de 0,1 em criatividade. Pouca utilização do repertório a partir do indígena. A coreografia apresentou um conjunto de movimentações com saídas comuns e em relação ao repertório e performance afro-indígena disponível. E questão de sincronicidade na retirada do chão do elemento círculo por um dos integrantes, um à direita do tripé, de frente para o setor par.Thaynã Vieira
Enredo
médiaConcepção: O enredo apresentou concepção bem estruturada, com encadeamento dos setores (encantos). (3,0). Realização: A associação entre o conceito e sua manifestação visual ocorreu de forma adequada. Os componentes visuais apoiaram a narrativa, traduzindo a teoria do enredo em representação plástica. (5,0). Criatividade: A solução escolhida para o recorte potencializou o tema. O resultado comprovou que o tema foi abordado de forma a garantir valor de criação para o enredo. (2,0). Nota: 10,0Fernanda Santos
altaCONCEPÇÃO: 3,0 A narrativa apresenta encadeamento lógico e coesão entre os setores ("encantos") o que facilita o seu entendimento. REALIZAÇÃO: 4,9 Retira-se 1 décimo pela dificuldade de tangibilizar a figura do Mestre Sacaca (personagem central) ao longo de grande parte do desfile. Somente na última alegoria a corporeidade de Sacaca se torna concreta, com a sua presença (agora) visível, física (e não etérea) no desfile. A decisão, embora poética no texto do livro Abre-Alas, infelizmente na Avenida-não é totalmente perceptível. Alas como 2,3,4,5, entre outras, exigem um esforço de abstração metafórica para visualizar algo (a figura/presença do Mestre Sacaca) que não está ali materializado. CRIATIVIDADE: 2,0 A divisão dos setores em "encantos" associados ao Mestre Sacaca é um recurso criativo para contar aspectos culturais, sociais, religiosos e regionais do Amapá.Johnny Soares
baixaRetira-se 0,1 décimo do subquesito realização em relação a adaptação do conceito. Pois no abre-alas diz que mestre Saca revive sua trajetória na Amazônia Negra. No entanto, não ficou claro se a narrativa do enredo na realização era sobre Saca ou sobre as culturas do Amapá. Mestre Saca apareceu em 3 momentos apenas, não narrou e nem foi trabalhado em profundidade. Além disso, o desfile ficou em dois blocos: o suntuoso indígena e a partir do terceiro encanto mostrou a Amazônia Negra, não ficou nítido como narrativa afro-indígena.Lucinea dos Santos
médiaHouve penalização de 0,1 (um décimo) no subquesito REALIZAÇÃO porque no "Encanto 4" (quatro), no qual o tambor ocupa o lugar de voz ancestral, as alas demonstraram alguma dispersão temática, na medida em que pouco dialogaram com o encanto anterior (3), que destacou a CURA como manifestação dos ancestrais.Mônica Mansur
Evolução
altaA escola trouxe componentes com energia, comprometimento e criatividade, não havendo nenhum fato que justifique a perda de pontos em algum dos 3 subquesitos. Nota: 10,0 (dez e zero)Cristina Tranjam
médiaFluência: a agremiação se apresentou frente à cabine com evolução contínua e harmônica, respeitando espaçamentos entre alas, alegorias e destaques. Espontaneidade: as alas apresentaram coreografias funcionais e dinâmicas transmitindo com clareza a proposta do enredo. Evolução dos componentes: os componentes se apresentaram com vibração constante de forma fluida e harmoniosa. NOTA: 10Gerson Martins
altaA escola desfilou com empolgação e espontaneidade. Destaque para a fluidez, durante a passagem pelo Módulo 4, ocupando bem o espaço, sem correrias e embolação de alas.Lucila de Beauripare
altaEstação Primeira de Mangueira veio forte no subquesito Evolução do Componente, com uma movimentação fluída de seus desfilantes, e ao mesmo tempo, mantendo competência na execução do subquesito Fluência.Mateus Dutra
Fantasia
altaA concepção alcançou beleza e criatividade no uso das cores, ou seja, tons escuros e profundos acompanhados de semitons e/ou contrastes vibrantes criaram uma coesão estética pontuada em todo desfile pelas cores verde e rosa da escola. Realização: As fantasias demonstraram acabamento preciso em cada peça.Cátia Vianna
altaO desfile atendeu aos critérios do quesito Fantasia.
CONCEPÇÃO (5,0): O uso correto dos materiais evocou as texturas da floresta.
REALIZAÇÃO (5,0): A acertada justaposição de símbolos traduziu uma cultura afro indígena.Mariana Maia
médiaREALIZAÇÃO => (-0,1)
* Ala 20 -> Alguns componentes estavam com a parte superior da fantasia (próximo da cintura) desestruturada, comprometendo dessa forma o visual e apuro estético.
* Ala 22 -> Alguns adereços de mão estavam com suas imagens / conteúdos descolados ou perdidos.
* Ala 25 -> As formas / soluções escolhidas comprometeram o apuro estético da fantasia que poderia ter apresentado um melhor acabamento.Paulo Paradela
médianota 10 (dez)
A agremiação apresentou pleno harmonia entre os elementos apresentados. E não foram identificadas falhas que comprometessem a avaliação, resultando na atribuição da nota 10. Realização: os figurinos traduziram de forma clara o conteúdo da narrativa. Destacando-se pelos figurinos construídos entorno da fibra do cipó titica, muito utilizado pelos ribeirinhos e indígenas, como também pelos detalhes dos figurinos inspirados em raízes, cascos, garras, sementes, etc. A referência desse material é encontrado em algumas alas como: ala 10, ala 24, figurino de mestre-sala e porta-bandeira.Pryscila Dias
Harmonia
altaA escola apresentou uma performance constante no canto dos componentes e na harmonia vocal e instrumental. Destaco o trabalho dos intérpretes, com a afinação precisa tanto do intérprete principal quanto dos intérpretes de apoio. Os arranjos vocais realizados pelas vozes secundárias foram um diferencial que enriqueceram ainda mais a execução vocal do samba na avenida. Parabéns!Cainã Alves
altaA agremiação obteve pontuação máxima: dez (10,0).
A escola se destacou nos seguintes subquesitos:
CANTO DA ESCOLA: as alas estavam cantando o samba com empolgação. Os integrantes estavam cantando quando a bateria e os puxadores silenciavam, inclusive.
HARMONIA VOCAL: O canto da escola exibiu vários vocais e vocalizes, valorizando a harmonia do samba.
Ex: "Finquei minha raiz" vocais
"Ergo e consagro..."
"Negro na marcação... ecoam dos porões" (vocalizes)Jardel Maia Rodrigues
altaA despontuação de 0,1 décimo para o subquesito "harmonia vocal" referiu-se ao exagero nos adornos vocais propostos pelo intérprete principal, comprometendo a afinação de forma recorrente, como se pode observar no desenho melódico descendente feito em: "A magia do meu tambor..."Júlia Félix
altaA escola realizou com excelência artística os três subquesitos, com destaque para "Harmonia Instrumental". Neste caso, a base instrumental soube valorizar o arranjo do samba-enredo sem comprometer o entrosamento com a bateria e o apoio harmônico para os cantores. Nota máxima [10]Rodrigo Lima
Mestre Sala e Porta Bandeira
alta-0,1 O pavilhão dobrou em excesso, algumas vezes durante os giros da P/BEduardo Torres
altaVigor expressivo, força, interação dialógica do casal em movimentos corpóreos precisos, harmônicos, fazendo um bailado contínuo, elegante; trazendo para seus corpos a ancestralidade.
10,0 (dez)Fernando Zikan
alta(-0,1) Coreografia apresentada com quantidade de passos marcados que sobrepõe a leveza do bailado de mestre-sala e porta-bandeira.Raquel Rosa
médiaA movimentação de entrada no espaço cênico deixou dúvidas quanto à precisão, parecendo que houve erro na execução da coreografia da parte de um dos dois, comprometendo o início da performance (-0,1), usando o Manual do Julgador 2026 (p.65) como referência.Viviane Santos
Samba Enredo
baixaForam registradas transições abruptas entre os versos da composição. O trecho mais elucidativo é o "que a Amazona repa eternizar" que é sequenciado por "Yá, Benedita de Oliveira" em que a melodia se afasta completamente do padrão que a obra havia antecipado e sobre o qual criou expectativas não atendidas. Este expediente gerou fragmentação ao invés de naturalidade nas articulações dos desenhos melódicos. Esta desatenção impõe subtração de (0,1). O extrato que se inicia em "Chamei a pava chapi" revela pouca destreza na confecção de passagens que prima pela simplicidade poética ou mesmo rítmicas. Comprova-se este fato a baixa densidade dos signos mobilizados na composição do trecho ("As três rebrânias dos lippers") e a falta de variação fonética nas terminações dos versos. Este desacerto exige subtração de (0,1)Alessandro Ventura
baixa-0,1 - Despontuo um décimo pois a melodia a partir de "Salve o curandeiro" se desenvolve propondo padrões rítmicos melódicos em sua maioria descendentes em proposta carente, porém a chegada abrupta, sem maior preparação para o trecho que começa em "Já", na repetição do samba na avenida, faz o trecho "Salve" até "eternizou" soar longo e sem conclusão mais inspirada.Alfredo Del Penho
altaO samba traduz a narrativa proposta com clareza e coerência, sendo atendido o subquesito "desenvolvimento do enredo". Destaco a "riqueza poética" da letra do samba, uma vez que é evidenciada a qualidade estética. Quanto ao subquesito da funcionalidade, o samba possui traço de oralidade, o que contribuiu para o crescimento da execução.Christiano Abelardo
médiaO desenvolvimento do enredo é denso ao apresentar as práticas e o contexto do mestre Sá Caça por meio de "encantos". Todavia, o subquesito riqueza poética apresenta questões pontuais. A frase inicial do samba não sintetizou a totalidade Urapaiense, perdendo a oportunidade de trabalhar poeticamente o "extremo Norte". No mais, a referência a Benedito de Oliveira carece de desenvolvimento harmônico e histórico, ao não conferir "a agência negra" a esse personagem, fundamental para a história do país. A poesia é lacunar na medida em que o protagonismo exige maior aprofundamento histórico. -> continua na observação-Vandelir Camilo
Transcrição best-effort marcada por confiança. PDF original em Notas originais.