Grupo Especial · 2026
Acadêmicos do Grande Rio
A Nação do Mangue
Profissionais
Carnavalesco
Antônio Gonzaga
Coreógrafo de Comissão de Frente
Beth Bejani
Coreógrafo de Comissão de Frente
Hélio Bejani
Mestre-sala
Andrey Ricardo
Mestre-sala
Daniel Werneck
Porta-bandeira
Taciana Couto
Porta-bandeira
Thauany Xavier
Mestre de Bateria
Fafá (Fabrício Machado)
Compositor
Ailson Picanço
Compositor
Davison Wendel
Compositor
Guga Martins
Compositor
Marcelo Moraes
Compositor
Marquinho Paloma
Compositor
Xande Pieroni
Intérprete
Evandro Malandro
Diretor de Carnaval
Thiago Monteiro
Diretor de Harmonia
Andrezinho
Diretor de Harmonia
Caca Santos
Diretor de Harmonia
Clayton Bola
Diretor de Harmonia
Jefferson Guimarães
Boletim por quesito
Notas dos 4 jurados; a menor é descartada (riscada) e o subtotal soma as 3 válidas. Desde 2026 cada nota é decomposta em critérios com pontuação fixa — em destaque onde a escola perdeu.
Total: 268,7 de 270,0
Diferença para a campeã, por quesito
Décimos que a campeã (Unidos do Viradouro) fez a mais que Acadêmicos do Grande Rio em cada quesito.
Enredo
+3,0
Harmonia
+3,0
Alegoria
+2,0
Bateria
+2,0
Fantasia
+1,0
Evolução
+1,0
Samba Enredo
+1,0
Comissão de Frente
+0,0
Mestre Sala e Porta Bandeira
+0,0
Verde = a campeã pontuou mais naquele quesito; vermelho = este desfile pontuou mais ali.
Descontos justificados
36 apontamentos transcritos dos cadernos da LIESA.
Alegoria
baixaConcepção: As alegorias e adereços dialogam com o enredo. Destaca-se o estudo cromático realizado que cruza referências da religião do candomblé e da arte popular religiosa, bem como a utilização de expressões da arte popular na criação estética do conjunto alegórico, o que contribuiu para síntese visual do enredo, apresentado com variação de formas e volumes. Realização: Considerando que deve ser penalizada a escola, se esta apresenta qualquer objeto estranho ao significado da alegoria, subtrai-se -0,1 (um décimo). Na alegoria 4 encontram-se dois objetos (que acredito que seja referente a mecânica ou iluminação da alegoria), esses estavam expostos na base, sem qualquer camuflagem. Concepção: 5,0 / Realização: 4,9 / Nota final: 9,9 (nove vírgula nove)Aislane dos Reis
médiaCONCEPÇÃO = 5,0 - Conjunto alegórico de forte impacto plástico, ao utilizar elementos visuais orgânicos e carregados de simbologias, adequados às alegorias e aos adereços. Merece destaque a elaboração cromática que "coloriu" a avenida com tonalidades inusitadas (Roxo e Vermelho), no início do desfile, referência explícita à Senhora do Mangue, Nanã Buruquê.
REALIZAÇÃO = 5,0 - O projeto luminotécnico conseguiu tirar proveito da iluminação controlada da avenida. Este contraste ficou bem patente no TRIPÉ 01 e nos dois chassis da ALEG. 01. É preciso, ainda, ressaltar a riqueza de detalhes em termos de: a) texturas (ALEG. 01 - saia do carro e esculturas); b) movimentos (ALEG. 02 - peixes e pássaro) e c) materiais (ALEG. 04 - acrílico).Madson Oliveira
baixaO pensamento acerca das alegorias que trouxeram o mangue como origem de vida, fundamento e força e ancestralidade, preparando sobre os desdobramentos que construíram o conceito de manguebeat e o chamado de uma nação - uma nação Zumbi e seu patrão carnavalesco Chico Science. A chegada deleita um olhar as histórias que propõem um mergulho em seus princípios e mote de direção. A organização do desfile foi setorial e linear com o mangue como origem, seus deslocamentos e o lugar na modernidade. As forças criativas, a base cultural histórica e suas reatualizações. As produções artísticas na contemporaneidade com a força da juventude e, por último, o anúncio de futuros que só serão possíveis com a periferia viva, presente e atuante. No subquesito concepção a nota obtida 5,0 ao contexto analisado (...).
(...) Na observação do que foi apresentado na avenida no 1º tripé e no 4º carro alegórico foi notado a presença de mesas de comando aparentes sem solução cenográfica. Além disso, foi observado problema de encaixe e acabamentos da roda de engrenagem e as portas dos geradores das alegorias do 2º tripé e do 4º carro alegórico estavam entreabertas. Com isso, a nota no 2º subquesito realização foi de 4,9. No somatório total de 9,9Thainá Trindade
altaRealização: 2º carro: Suporte do pássaro visivelmente danificado (-0,05) Tripé 1: planos circulares sobrepostos que prejudicaram a leitura, também presos em treliças metálicas sem cobertura, comprometendo o apuro estético (-0,05) Total: Perda de 1 décimo: 9,9Walber Ângelo de Freitas
Bateria
médiaManutenção da cadência: A bateria manteve a cadência em consonância com o samba-enredo, sem ocorrências de alterações bruscas que comprometessem o andamento desenvolvido, justificando a pontuação 4,0. Conjugação dos instrumentos: Observou-se perfeita conjugação dos sons emitidos pelos diversos instrumentos e equilíbrio sonoro entre os naipes. As letras e paradinhas foram executada com clareza, coesão musical e correta equalibilidade das intervenções. Justifico a pontuação 3,0. Criatividade e Versatilidade: O arranjo apresentou boa estrutura, performance, exploração de texturas, variações tambrísticas, clareza sonora e bom equilíbrio entre os naipes. As letras apresentaram criativas, bem executadas e evidenciaram boa organização na construção do arranjo. No entanto o desenvolvimento destas propostas correu sem ampliação progressiva significativa entre as seções, o que resultou em ausência de maior evidência de momento de culminância e de clímax musical do arranjo. Justificando a pontuação 2,9.Geiza Carvalho
altaSubquesito Manutenção da Cadência: A bateria manteve o ritmo a cadência e a sustentação em consonância com o samba enredo, durante a apresentação no módulo 1. Pontuação = 4,0 quatro pontos. Subquesito Conjugação dos Instrumentos: A conjugação dos sons emitidos pelos vários instrumentos não sofreu alterações, sendo mantido o equilíbrio instrumental. (Pontuação = 3,0 pontos). Subquesito Criatividade e Versatilidade: As bossas apresentadas foram versáteis e criativas, sendo bem executadas e com elevado grau de dificuldades. Pontuação = (3,0 três pontos). NOTA FINAL: 10,0 dezHélcio Eduardo da Silva
médiaNo subquesito criatividade e versatilidade houve variações rítmicas durante as bossas (desenhos rítmicos). Faltou fluidez (flow) gerando quebra de continuidade, prejudicando o valor rítmico agregado do conjunto bateria. Dando uma sensação de "peso morto." (-0,1).Nelson Nunes Pestana
médiaMANUTENÇÃO DA CADÊNCIA: (4,0)
- A cadência regular da bateria foi mantida ao longo de toda a apresentação frente ao módulo 4.
CONJUGAÇÃO DOS INSTRUMENTOS: (3,0)
- Pode-se ouvir todos os naipes com clareza. Menção especial aos graves pela afinação justa resultando em sonoridade bem encaixada durante execução do samba.
CRIATIVIDADE E VERSATILIDADE: (2,9)
- Na proposta do arranjo houve carência no item versatilidade/grau de dificuldade, motivo pelo qual a agremiação recebe a pontualidade, de acordo com o manual do julgador. Padrões rítmicos de maior complexidade poderiam ter sido utilizados para explorar o tema do enredo - A nação do Mangue.
NOTA (9,9)Rafael Barros Castro
Comissão de Frente
altaA indumentária da C. Frente (elemento cenográfico) foi adequada para o tipo de apresentação proposta, além da qualidade na sua execução. Nota 10 (dez).Cláudia Ribeiro
baixaNOTA: 10,0
Atinge a nota máxima por cumprimento dos preceitos estabelecidos no subquesito com destaque para a movimentação coreográfica dos catadores e carangueijos, com solução visual para a apresentação 360 e efeito causado pela iluminação nos figurinos.
A fotografia criada com os desenhos de luz também foi responsável por emoldurar a apresentação conectando-se com as parabólicas e Nanã.Paola Novaes
média10,0
Apresentação com talento, criatividade, sintonia e impacto visual, feitos em led, como raízes que são veias pulsantes! Cumpriu com excelência sua missão de causar uma forte primeira impressão! Justificando a nota máxima! Parabéns!Rafaela Ribeiro
baixaSubtração de 0,1 em apresentação. A comissão durante dois momentos (Entrada das caranguejas e posicionamento de segunda parte tripé) acaba tendo sua coreografia/apresentação buscada e escondida pelo posicionamento de seus integrantes atrás da torre de som. Fato que impossibilitou o acompanhamento integral da proposta.Thaynã Vieira
Enredo
médiaConcepção: O recorte escolhido pela escola e a proposta descrita no "Abre-alas" mostraram-se relevantes para a carnavalização do tema. (3,0). Realização: O enredo apresentou plena capacidade de compreensão na avenida. A associação entre o conceito e a materialização visual ocorreu de forma consistente. (5,0). Criatividade: A narrativa apresentada na avenida se tornou mais potente e envolvente por utilizar a chave de leitura proposta (2,0). Nota: 10,0Fernanda Santos
altaCONCEPÇÃO: 3,0 A narrativa é coerente e bem delineada ao estruturar-se em 5 setores que acompanham a gênese, expansão e reverberação estética e cultural do movimento Mangue Beat. A progressão - do Mangue ao Antromangue - estabelece linha narrativa lógica e encadeada, que conecta território, identidade urbana e efervescência cultural. REALIZAÇÃO: 4,9 Retira-se 1 décimo devido à dificuldade de compreensão, por meio dos signos apresentados no Setor 5 que encerra o desfile, da ideia de futuro sintetizada pelo conceito de "Antromangue". A repetição de soluções iconográficas presentes no início do desfile (barro, raízes, "veias", caranguejos) acaba por não adicionar nenhuma informação e/ou cenário novo, parecendo reforçar visualmente o que já fora visto. Desse modo, torna-se difícil tangibilizar o tal futuro "vibrante, tecnológico e colorido" - haja vista que tais aspectos apareceram em demasia ao longo de quase todo o desfile. CRIATIVIDADE: 1,9 O excesso de repetição de conceitos e elementos iconográficos ao longo da narrativa (barro, raízes, "veias", caranguejos... em alas como 1, 2, 16, 19, 21, 23) acaba enfraquecendo o potencial criativo da história.Johnny Soares
baixaRetira-se 0,2 décimos no subquesito realização, pois a escola criou um grande bloco de cor roxa no desenvolvimento do enredo: comissão de frente, 1ª ala, um tripé, 2ª ala e o carro seguinte em cor roxa. Fato que criou uma quebra na narrativa. Sei que era uma alusão a entidade/orixá Nanã, no entanto, houve um destaque representando Nanã que se relaciona ao tom roxo. O extenso espaço em cor roxa no desfile ficou desproporcional visualmente, separando o setor do mangue do resto da realização da história como um todo.Lucinea dos Santos
médiaO enredo apresentou desenvolvimento bem distribuído e organizado, porém o "Setor 4" não encontrou - na realização - a clareza necessária ao entendimento das frases do Manifesto (alas 16 a 19). A compreensão perfeita dependeria do conhecimento prévio de Chico Science e de seu Manifesto. Deste modo, com a clareza prejudicada, houve desconto de 0,1 (hum) décimo.Mônica Mansur
Evolução
altaA escola apresentou um desfile com as alas mostrando boa demarcação de espaço entre elas, o que resultou em uma evolução com mais fluidez e visualmente menos poluída. Os componentes mostraram alegria e empolgação, não havendo fato que justifique a retirada de pontos. Nota: 10,0 (dez e zero)Cristina Tranjam
médiaA agremiação chegou em frente à cabine aos '11 min. Apresentou um desfile com fluência constante e desfilantes com plena adaptação às fantasias, evoluindo com naturalidade e vibrando durante o desfile. NOTA: 10Gerson Martins
altaA escola desfilou com garra, mas apresentou falhas na fluência, com algumas alas espremidas demais, como as 8 e 9. Na passagem pelo Módulo 4, o último carro da escola ("Nação do Mangue") não se deslocou adequadamente, ficando próximo demais da bateria durante a sua apresentação, sem nenhum espaçamento. Era visível que um pequeno deslocamento não prejudicaria a ala seguinte.Lucila de Beauripare
altaA escola apesar de ter desfilado com bastante espontaneidade pela maioria de seus componentes, pecou no subquesito Fluência, ao abrir um claro, aos 47 min., entre o tripé 3 e a ala 18, sendo despontuada em 1 décimo. OBS: Atentar para o espaço deixado para a Rainha de Bateria, pois o espaço muito reduzido pode prejudicar a Evolução da dança da mesma.Mateus Dutra
Fantasia
médiaO cuidado com o acabamento dos trajes das alas e a uniformidade dos detalhes, somada à beleza e à criatividade, foram marcas determinantes para o êxito nos subquesitos. As fantasias de uma ala em especial, mereceram destaque: A Ala 06 - "A vida nas palafitas", pois se constituíram em exemplo das cores a favor da boa percepção e leitura de um espetáculo de grandes dimensões.Cátia Vianna
altaO desfile atendeu aos critérios estabelecidos para o quesito Fantasia.
CONCEPÇÃO (5,0): Aponto que o desfile concebeu uma combinação de cores ousada, mas exitosa em criar a atmosfera da "Nação do Mangue".
REALIZAÇÃO (5,0): Os tons escuros, utilizados em algumas alas, brilharam com a utilização acertada de recursos luminosos. As cores, as texturas e as personagens apresentadas conseguiram interpretar um Recife revolucionário.Mariana Maia
médiaCONCEPÇÃO => (-0,2)
* Ala 07 -> Apesar dos tons, cores / prata e alguns elementos que remetem ao Urubu, a sua leitura não ficou tão clara e direta, e isso também impactou na conexão com o mapa do Brasil na parte frontal da fantasia, consequentemente impactando na proposta principal e sua leitura, "Geografia da fome".
* Ala 16 -> O manifesto Caranguejos com Cérebro tinha como objetivo provocar um choque rápido no Recife. Apesar de ser possível estabelecer a conexão de alguns elementos de fantasia com o manifesto, a leitura e entendimento da proposta como um todo, ficou difícil.
A descrição da fantasia diz que a mesma faz "referência ao tecido humano e ao circuito energético mencionados no manifesto" e que "signos do caranguejo e trechos do próprio texto também estão presentes no figurino", e que estes fato mas estabelecer a conexão entre seus elementos e sua leitura / entendimento se tornou complexo. O entendimento do elemento que representava o "circuito energético" ficou difícil também.
* Ala 20 -> A extensa combinação dos signos, cores e soluções adotadas poluiu o conjunto da fantasia, dificultando a sua leitura e comprometendo também o seu apuro estético.
A mescla de muitas referências em um único figurino gerou o impacto mencionado, destacado a seguir quais foram essas referências artísticas: Evênio Vasconcelos, Carolina Noemia, Matheus Tchoa, Mutombo, e City Solidal.
* Ala 22 -> Apesar da predominância das cores verde e marrom que faz referência às águas doces e salgadas que formam o mangue, os elementos adotados e a solução como um todo não deixa clara a proposta original "A ala traz a imagem dos guardiões dos estuários".
* Ala 23 -> O Antromangue prevê uma conexão profunda entre os seres humanos e o mesmo habitat, e não foi possível identificar essa conexão na fantasia.
Os elementos que se referem ao habitat - animais, raízes do mangue, rios - não identificáveis na fantasia, mas os homens, não; a descrição de fantasia faz uma referência a "pele do homem", mas não foi possível identificar esse elemento.
Desse forma, a proposta "Formar diversos integrados em um só corpo" não foi atingida.
* Ala 24 -> Apesar de presença de adereços de mão como pipas, estandartes, megafone e periferia brasilente; os demais elementos e soluções adotadas não transcreveram à ideia de "Juventude periferia brasilente; o visual geral ficou poluído e de difícil leitura.Paulo Paradela
baixanota: 9,9 (nove vírgula nove)
A agremiação apresentou fantasias que revelaram um conjunto visual alinhado a proposta do enredo. As fantasias demonstraram atenção aos detalhes, combinação de cores, texturas e volumes bem explorados, garantindo seu impacto estético e unidade entre as alas. No aspecto de realização observou-se boa execução, com equilíbrio cromático e proporção adequada entre formas e volumes. Entretanto a concepção da ala 24 (não espera nada do centro se a periferia esta morta) não traduziu esse discurso de forma clara para meio de elementos plásticos que expressem essa reflexão sobre a invisibilidade social. Diante do apontamento acima, retira-se 0,1 (um décimo) conforme regulamento vigente.Pryscila Dias
Harmonia
altaCanto da escola (-0,1) -> penalidade aplicada em razão da inconstância do canto dos componentes durante o desfile da escola, priorizando apenas os refrãos em detrimento das estrofes. Incidência nas alas 7, 17, 25 e nos componentes que estavam nos semi-destaques "arte urbana multicor" no 4º carro.Cainã Alves
altaA agremiação foi descontada em um décimo (-0,1), pois apresentou canto insuficiente em algumas alas. Durante o desfile os integrantes praticamente cantavam só o refrão do samba.
O desconto da pontuação está inserido no critério do subquesito CANTO DA ESCOLA.
Alas penalizadas:
07, 16, 17, 19 (0,25 cada)
TOTAL = -0,1 ptsJardel Maia Rodrigues
médiaA escola sofreu despontuação referente aos subquesitos "harmonia vocal" e "canto da escola". No que diz respeito à "harmonia vocal", houveram sucessivos trechos com baixa afinação ao longo do cortejo. Os trechos onde se observou problemas de desafinação recorrente, foram: "Eu sou do mangue filho da periferia..." "... grande Rio anunciou..." e "A revolução já começou..." (na segunda parte onde há repetição do trecho em região aguda). Nos mesmos trechos observou-se desequilíbrio entre as vozes dos cantores de apoio comprometendo a timbragem. Outro subquesito que sofreu despontuação foi "o canto da escola", onde notoriamente integrantes de diversas alas não cantavam o samba e desfilavam inexpressivos. Cito como exemplo as alas: 09, 12, 18, 19, 20, 22 e 23.Júlia Félix
médiaO subquesito "Harmonia Vocal" da escola foi bastante efetivo no início do desfile, mas teve uma perda progressiva na coesão e afinação dos intérpretes de apoio durante o desenvolvimento do desfile. Os problemas de afinação mais recorrentes aconteceram nos seguintes trechos da letra do samba: "Curva ao poder", "tambores do Maulê" e "Ponta de lança é Dauê". Tal aspecto interpretativo trouxe prejuízos para o equilíbrio necessário na relação entre intérprete principal e cantores de apoio. Despontuação mínima [-0,1]Rodrigo Lima
Mestre Sala e Porta Bandeira
alta-0,1 M/S errou na pegada do pavilhão no momento que se apresentavam para o público.
Conseguiu recuperar, porém foi perceptível a falha, causando impacto visual.
Contudo, vale ressaltar a boa coreografia e indumentária de excelente qualidade.Eduardo Torres
altaIndumentária exuberante e coerente ao enredo. Bailado com elementos coreográficos fazendo referências às danças populares e mantendo as características do bailado do Mestre-sala e da Porta-bandeira, de forma sincrônica, sempre conectados entre si.
dezFernando Zikan
médiaO casal apresentou coreografia com fluidez ao optar por uma corporeidade um tanto serena e com a medida exata de força para representar o Orixá Nanã Buruquê equilibrando com o bailado tradicional de mestre-sala e porta-bandeira, utilizando em sua completude o espaço cênico.
Subquesito: coreografia principal.Raquel Rosa
médiaA coreografia trouxe movimentos característicos da dança de mestre-sala e porta-bandeira, que foram executados com maestria, fazendo bom uso do espaço cênico. O casal manteve a sincronia tanto com o samba, como entre si, durante toda performance, evidente, sobretudo, nas finalizações dos giros.Viviane Santos
Samba Enredo
baixaA obra apresenta baixo rendimento na Avenida justamente por ter se distanciado dos imperativos de variação dos contornos melódicos. Partes da peça musical que demandavam figuras de notas que transmitissem sentimento de potência "Respeito os tambores do meu Ilê, respeito a cadência do meu gonzá" - incidiram numa ambientação grave, quase sedativa. Essas factualidades, além das discrepâncias geradas entre os segmentos melódicos e poéticos da canção, elas exponenciaram o potencial de arrastamento do samba. Por este problema perpassar toda a obra, está justificada a subtração de (0,2)Alessandro Ventura
baixa-0,1 - Despontuo um décimo em funcionalidade pois o samba, em sua estrutura, tem a melodia apoiada em trechos com primeira frase curta (melodicamente) e sequência de frase maiores. Na repetição, esses trechos fizeram com que o samba não se potencializasse: "Lá vem cabocla" até "xăguerê", de "A margem" até "popular", de "Chico" até "carnaval" e de "Eu sou do mangue" até "anunciou".Alfredo Del Penho
médiaA letra do samba está em sintonia com a narrativa proposta, apresentando-se clara e bem estruturada, contemplando, assim, o subquesito do "desenvolvimento do enredo". Samba melódico, envolvente, de "aspecto" afirmativo. Contemplado o subquesito da "riqueza poética/melódica", principalmente pelos recursos literários utilizados, como, por exemplo, as metáforas. O entrosamento dos versos fez com que o samba-enredo crescesse na execução (subquesito funcionalidade).Christiano Abelardo
baixaA Escola demonstrou excelência no desenvolvimento do enredo Manguebeat e a cultura negra e os ritmos Afro-Recifense. O quesito melódico e poético recebeu nota máxima pela simbiose perfeita entre letra e música com destaque aos versos "Freire, ensina um país analfabeto que nos entendeu o Manifesto" destacando o início do movimento e a despolitização sobre o tema. Destaca-se ainda a referência "manamani manacatu, salube e Nenê, yabe", em referência aos orixás ligados a temática do enredo e que muito facilitou o canto. Dito Isso, atribui-se nota máxima à agremiação por atender claramente a todos Subquesitos. Nota 10Vandelir Camilo
Transcrição best-effort marcada por confiança. PDF original em Notas originais.