Grupo Especial · 2025
Unidos de Vila Isabel
Quanto Mais Eu Rezo, Mais Assombração Aparece!
Profissionais
Carnavalesco
Paulo Barros
Coreógrafo de Comissão de Frente
Alex Neoral
Coreógrafo de Comissão de Frente
Márcio Jahú
Mestre-sala
Jackson Senhorinho
Mestre-sala
Marcinho Siqueira
Porta-bandeira
Bárbara Dionísio
Porta-bandeira
Cristiane Caldas
Mestre de Bateria
Macaco Branco
Compositor
Dedé Aguiar
Compositor
Gigi da Estiva
Compositor
Guilherme Karraz
Compositor
Miguel Dibo
Compositor
Raoni Ventapane
Compositor
Ricardo Mendonça
Intérprete
Tinga
Diretor de Carnaval
Moisés Carvalho
Diretor de Harmonia
Chico Branco
Diretor de Harmonia
Diego Mendes
Diretor de Harmonia
Joelma Veiga
Diretor de Harmonia
Nanduco Vila
Diretor de Harmonia
Yuri Maia
Boletim por quesito
Notas dos 4 jurados; a menor é descartada (riscada) e o subtotal soma as 3 válidas.
Total: 269,1 de 270,0
Diferença para a campeã, por quesito
Décimos que a campeã (Beija-Flor de Nilópolis) fez a mais que Unidos de Vila Isabel em cada quesito.
Samba Enredo
+6,0
Mestre Sala e Porta Bandeira
+2,0
Enredo
+1,0
Alegoria
+0,0
Fantasia
+0,0
Evolução
+0,0
Comissão de Frente
+0,0
Bateria
+0,0
Harmonia
+0,0
Verde = a campeã pontuou mais naquele quesito; vermelho = este desfile pontuou mais ali.
Descontos justificados
14 apontamentos transcritos dos cadernos da LIESA.
Bateria
altaRetomada acelerada além do normal em relação ao andamento anterior, após bossa em 'Silêncio'.Philipe Galdino
Comissão de Frente
altaFoi descontado 0,1 em apresentação/realização, porque o elemento cênico "Abóbora" não funcionou e sofreu uma queda, o que limitou sua função plástica visual e quebrou o efeito de impacto surpresa.Raffael Araújo
Enredo
altaConcepção: 4,9. Desconta-se 0,1 pela dificuldade de entendimento do recorte escolhido para contar a história. A amplitude da abordagem, retratando 'assombrações' em diferentes contextos culturais e a partir de diferentes fontes de inspiração, faz com que a narrativa nem sempre mantenha sua clareza e coesão. Mesmo considerando que espaço, tempo e lugares sejam passíveis de relativização, algumas analogias e aproximações comprometem, em certos momentos, a coerência interna dos setores. Por exemplo, no 3º setor, o personagem Conde Drácula (ala 14) parece não dialogar com o restante dos personagens, oriundos do imaginário popular brasileiro. No caso de Iara/Mãe d'Água (ala 07) é necessária uma ampliação metafórica do conceito de assombração para considerá-la como tal. No último setor, a justaposição de personagens da indústria cultural com outros da cultura popular brasileira, gera uma divergência de simbologia que dificulta apreender a mensagem que se pretendia comunicar. Realização: 5,0.Arthur Nunes Gomes
altaPenaliza-se a escola em 2 décimos, conforme se segue: 2 décimos em sua realização por adaptação de parte do argumento que prejudicou a compreensão do tema e por falta de criatividade em algumas representações iconográficas. As soluções iconográficas utilizadas na alegoria 1 dificultaram sua compreensão como um trem fantasma: a utilização da cor branca e com todas as composições representando almas penadas fez o aludido tem parecer algo mais parecido com uma embarcação mal assombrada (...) que também é retratada no 3º carro. Um trem fantasma é recheado dos mais diversos "horrores" e a unidade adotada não representou bem o que se propunha. Faltou criatividade nesse caso e, também, na realização da alegoria 5, utilizando-se de soluções iconográficas do desenho "Monstros S.A." fechando um setor que tratava (...) de medos infantis representado por soluções populares e lúdicas. Além disso, foi impossível acompanhar toda a teatralização da alegoria 5, pois iniciou a apresentação já deixando o módulo 4 de julgadores e de forma acelerada. Concepção: 5,0 Realização: 4,8. Aproveito, ainda, para a alegoria 5, comentar que a solução dos carrinhos serem empurrados destoou muito da ideia de um trem fantasma.Marcelo Figueira
Evolução
altaUnidos de Vila Isabel perdeu 2 (dois) décimos, por causa de um "claro" aos 38 minutos do desfile, no campo de visão à direita do Módulo 4, e por causa da correria imposta a todo o 4º setor (Medos de Infância) e 5º setor (Virados na Bruxaria) da escola, ao passar pelo Módulo 4. Ambos os setores da escola, passaram na frente do Módulo 4 em 7 minutos (dos 63 aos 70 minutos de desfile).Matheus Dutra
Fantasia
altaCONCEPÇÃO: 4,9 / REALIZAÇÃO: 4,9
HOUVE PERDA DE 0,1 EM CONCEPÇÃO NAS ALAS 1 E 7.
NA ALA 1 A LEITURA DOS 'CHIFRES', ELEMENTO CENTRAL DA SIMBOLOGIA DA FANTASIA, FICOU PREJUDICADA PELA ESTILIZAÇÃO EXCESSIVA, DIFICULTANDO A INTERPRETAÇÃO. NA ALA 7 FALTOU CLAREZA DOS ELEMENTOS FUNDAMENTAIS P/ INTERPRETAÇÃO, A PERSONAGEM 'IARA', FICOU POUCO EVIDENTE COMO SEREIA.
EM REALIZAÇÃO, HOUVE PERDA DE 0,1 NA ALA 5. FALTOU, EM MUITOS COMPONENTES O 'PÉ VIRADO P/ TRÁS'. ALGUNS COMPONENTES ESTAVAM COMPLETAMENTE SEM O ADEREÇO OU FALTANDO EM ALGUM PÉ. A INTEGRIDADE FÍSICA DA FANTASIA FICOU COMPROMETIDA.Wagner Oliveira
Harmonia
altaAlas com canto insuficiente: 08, 18, 20. (-0,15)
Perda de força em momentos esparsos do canto. Trechos destacados pela recorrência: "ouço um canto de sereia" (às vezes incompreensível) "...mais defunto apareci" (2ª vez apenas) (-0,05)Bruno Marques
Mestre Sala e Porta Bandeira
alta(-0,1) Em determinados momentos a bandeira enrolou no mastro, impactando na harmonia do casal. (-0,1) A apresentação breve do pavilhão de costas (marca coreografada) afetou visualmente a apresentação do casal.Eduardo Torres
médiaDe acordo com manual do julgador - Penalizar: Parágrafo 6º "Queda e/ou perda, mesmo que acidental de partes da indumentária". Infelizmente ao final da apresentação um pedaço da indumentária da porta-bandeira (pena azul) caiu. -1Fernando Bersot
alta-0,1 O Mestre-Sala teve dificuldade de segurar a bandeira, procurando e pegando bruscamente, quando foram apresentar o estandarte para o público atrás da apresentação, e algumas terminações não foram muito precisas (talvez pelo andamento demasiado acelerado do samba-enredo e bateria no começo do desfile no módulo 01. Lindíssimo figurino e coreografia muito bem elaborada com nuances e equilíbrio. Lindo casal muito técnico e em sintonia! NOTA: 9,9Mônica Barbosa
Samba Enredo
médiaA rigidez da articulação das notas apresenta melodia típica de música ligada/marchada, contrariando o princípio de manutenção das características rítmicas do samba. Os exemplos abundam, mas o extrato que tem início em "É caboclo d'água" até "Praia de samba" tem síncopa transfigurada, austeridade nas passagens melódicas e a característica excessiva que emprestaram ao samba um ar de marcha. A inobservância desta regra justifica despontuação de (0,1 melodia). Ao privilegiar a sequência narrativa (a viagem) o samba acabou perdendo em densidade e beleza poética. O investimento na temática do fantástico não foi capaz de por si só dar conta das necessidades do poético na letra do samba-enredo. A literalidade, o emprego direto dos recursos da linguagem na obra oblitera a beleza poética exigida no manual. A falta de destreza em lidar com as dimensões poético-narrativa em situação de paridade justifica a extração de (0,1 - letra)Alessandro Ventura
médiaDespontuei 0,1 em melodia pela presença recorrente de clichês melódicos e de frases menos elaboradas. Ex. de 'É Cavalo D'água' até '...alma penada sambar', de 'nas redondezas...' até '...aparecia' e de 'Solta o bicho' até 'Vai te pegar'. Despontuei 0,1 em letra pelo uso de frases menos inspiradas, sem maior requinte poético. Ex.: 'Quanto mais samba toca, mais defunto aparecia', 'Batucada suingada de vampiros', 'povo do samba virado na buscaria' e 'cara fria pra mim é fome'.Alfredo Del Penho
alta-0,1: melodia. A linha rítmico-melódica apresenta estrutura bastante linear.
-0,1: Apesar de ser perfeitamente adequado ao enredo (lúdico e desafiador), a narrativa carece de um fio condutor melhor desenhado.Ana Paula Fernandes
altaLETRA: (-0,2) O primeiro décimo de ponto decrescido se deve a inadequação de trechos ao enredo, cujo título é "Quanto mais se reza, mais assombração aparece" em confuso desdobramento linguístico. O dito popular sugere que rezar não adianta, porque as assombrações só aumentam. Rezar seria, então, aí, uma ilusão, face aos males e problemas mais. A proposta de enredo e letra é: as assombrações é que são ilusórias e a "reza" passa a tornar-se real quando equivalente a "sombra" como ação que atrai fantasmas ("Quanto mais samba tocava, mais defunto aparecia"). Porém, no verso imediatamente anterior ("Nas redondezas, credo em cruz, Ave Maria") parece estar ainda em vigor a potência de rezar como ação para afastar fantasmas, quando isso, em verso novamente anterior ("Chora viola, pra alma penada sambar"). Há, aí, celebração (e não aversão) no que diz respeito ao que assombra. Enfim, a "reza" enquanto "sambar", se pareceria ação de pessoas que acabam chamando, por exemplo, vampiros, se sugere ação dos próprios vampiros que "tocam bateria", como se fossem eles que rezam/samba para chamar as pessoas. O segundo décimo de ponto decrescido se deve a emprego de vocabulário impróprio: o uso de "capitão", embora em subtexto reverencie personalidade importante para a escola e o Carnaval, não escapa da leitura da palavra a partir de si, do significado que "capitão" possui: um líder de soldados, uma força militar, ou seja, que cuida para que soldados tenham coragem para enfrentar o que os confronta, ao invés de cuidar para que não tenham medo de se integrarem"; um capitão os manteria seguros, protegidos, fortes, nos "trilhos" e não vulneráveis, rendidos. Mas "capitão", como líder de um trem fantasma, parece, ao contrário, lançar sua legião aos perigos, aos "bichos"! Se tudo, afinal, é uma grande brincadeira e fruto da imaginação, o risco de uma letra levar o imaginável ao limite (e para fora dele) é o de tanto produzir uma homenagem que não se deve levar a sério, quanto — como guia do trem — imaginar o capitão como outro fantasma (o que geraria uma referência/reverência de mau gosto).Igor Fagundes
Transcrição best-effort marcada por confiança. PDF original em Notas originais.