Grupo Especial · 2025
Paraíso do Tuiuti
Quem Tem Medo de Xica Manicongo?
Profissionais
Carnavalesco
Jack Vasconcelos
Coreógrafo de Comissão de Frente
Claudia Mota
Coreógrafo de Comissão de Frente
Edifranc Alves
Mestre-sala
Léo Thomé
Mestre-sala
Matheus Silva
Mestre-sala
Raphael Rodrigues
Porta-bandeira
Anna Clara
Porta-bandeira
Dandara Ventapane
Porta-bandeira
Rebeca Tito
Mestre de Bateria
Marcão
Compositor
Claudio Russo
Compositor
Gustavo Clarão
Compositor
Gusttavo Clarão
Intérprete
Pixulé
Intérprete
Pixulé }}
Diretor de Carnaval
Allan Guimarães
Diretor de Carnaval
André Gonçalves (Andrezinho)
Diretor de Carnaval
Rodrigo Soares
Diretor de Carnaval
Thiago Dias
Diretor de Harmonia
Allan Guimarães
Diretor de Harmonia
André Gonçalves (Andrezinho)
Diretor de Harmonia
Rodrigo Soares
Diretor de Harmonia
Thiago Dias
Boletim por quesito
Notas dos 4 jurados; a menor é descartada (riscada) e o subtotal soma as 3 válidas.
Total: 268,7 de 270,0
Diferença para a campeã, por quesito
Décimos que a campeã (Beija-Flor de Nilópolis) fez a mais que Paraíso do Tuiuti em cada quesito.
Fantasia
+4,0
Evolução
+3,0
Comissão de Frente
+2,0
Harmonia
+2,0
Alegoria
+1,0
Samba Enredo
+1,0
Enredo
+0,0
Mestre Sala e Porta Bandeira
+0,0
Bateria
+0,0
Verde = a campeã pontuou mais naquele quesito; vermelho = este desfile pontuou mais ali.
Descontos justificados
20 apontamentos transcritos dos cadernos da LIESA.
Alegoria
alta-0,1 -> Na linha da cintura da escultura quando se ergueu mostrou uma emenda e uma portinha estava aberta naquela caixa da frente onde ficou o destaque. Esteticamente não ficou bom.Soter Bentes
altaPerda de um décimo (0,1) em REALIZAÇÃO, por ter apresentado falhas de acabamentos no Tripé I, carros 02 e 05.
EXPLICAÇÃO: Observou-se no Tripé I, uma avaria ao lado da articulação da asa do Exu. No carro 02 havia um descascado na pintura da telha do Casario de Salvador que chamou a atenção. No carro 05 observou-se um desprendimento de ornatos na barra da saia da representação escultórica de Xica Manicongo, que resultou numa falha (buraco) destoante.
9,9Walber Ângelo de Freitas
Bateria
altaPENALIZAÇÃO: -0,1
MOTIVO: PRECIPITAÇÃO NA EXECUÇÃO DA BOSSA DO 1º REFRÃO "REGOZIJE" (REGGAE) "VIM DA ÁFRICA MÃE EH OH"...
O EVENTO OCORREU COM A BATERIA POSICIONADA NO CAMPO DE VISÃO DO JULGADOR, BEM PRÓXIMO AO MÓDULO 1.
CONFORME ITEM EXPRESSO NO MANUAL DO JULGADOR, O MOTIVO DESCRITO ACIMA COMPROMETEU A PERFEITA EXECUÇÃO DA BOSSA.Rafael Barros Castro
Comissão de Frente
média-0,1 em apresentação/realização. O desconto se dá por falta de clareza no meio da narrativa, mais precisamente no momento sobre o tripé, quando fica o grupo de travestis são alvos dos "perseguidores". A pluralidade de cenas neste ato não permite uma leitura clara de como ocorre a inversão dos papéis de vítimas e algozes e a vitória sobre os transfóbicos. * Destaco de maneira elogiosa o momento no qual emergem trans e travestis em ápice da apresentação. NOTA: 9,9Paola Novaes
alta(-0,1) Apresentação/Realização
- Linda concepção coreográfica! Realmente uma mensagem de otimismo, porém à apresentação cenas com múltiplas informações. Nagôs, grupo de travestis, "perseguidores" tanto no solo quanto no elemento cenográfico, continua...Rafaela Riveiro Ribeiro
altaREALIZAÇÃO: Faltou acabamento e cuidado à confecção e decoração no que se refere ao resultado visual do elemento cenográfico de apoio o que reduziu a impressão final quanto às formas, entrosamento, utilização, exploração e distribuição de materiais e cores (-0,1)Raphael David Filho
Enredo
altaConcepção: Retira-se 1 décimo devido à falta de coerência na roteirização do enredo, já que ocorre um salto temporal brusco - em termos de argumento e cronologia histórica, do 5º para o 6º setor - prejudicando o encadeamento da narrativa. Do 1º ao 5º setores, o enredo narra a ancestralidade, o habitat original, a travessia forçada e escravizada para o Brasil colonial, o contato com povos indígenas e a perseguição da igreja católica (Inquisição) contra Xica Manicongo, nos idos do séc. XVI. Contudo, no 6º setor, há uma ruptura abrupta, sem uma devida transição ou explicação, que joga a história para os séculos XX e XXI, o que causa estranhamento e deixa lacunas sobre a existência e o preconceito contra a população travesti por 3 séculos. Ainda assim, parabeniza-se a Escola e seu carnavalesco pela ousadia e coragem em levar para a Sapucaí a história de uma personagem histórica tão singular e um enredo extremamente importante e necessário! (4,9). Realização: 5,0Johny Soares
Evolução
altaA escola desfilou com energia e vibração, mas a evolução foi prejudicada pela falta de espaçamento entre as alas, como exemplo, todas do segundo setor do desfile (alas 2, 3, 4 e 5), durante a passagem pelo módulo 3. Perde um décimo. A escola precisou correr no final (a partir da ala 20) para não estourar o tempo. Perde mais um décimo.Lucila de Beaurepaire
altaA partir dos 68 minutos de desfile, a escola começou uma correria em frente ao Módulo 4, correria essa que começou na Alegoria 3 e permaneceu até o fim da escola, atrapalhando de certa forma a evolução da escola, por isso ela foi penalizada em 1 (hum) décimo.Matheus Dutra
médiaA escola chegou ao módulo 01 aos 03' com empolgação e vibração, porém ao decorrer de sua passagem sua vibração diminuiu. (-0,1) Aos 10' apresentou problemas de coesão (-0,1) onde a musa 01 (feitiço Kimbanda) passou espremida entre a ala 05 (Kihombo) e o carro 01 (NBanda NVENA Kenzo); aos 30' aconteceu o mesmo com a musa 02 (Sagrado e profano) que passou espremida entre a ala 09 (Likoto) e o carro 02 (Salvador). Aos 45' apresentou abertura de claro (buraco) no meu campo de visão entre o destaque de chão (espírito cabocla) e a ala 12 (cumprida) e aos 62' entre a musa 05 (maria padilha) e o carro 04 (pombagirismo pajubá).Verônica Tores
Fantasia
altaRetirada de (0,2) zero vírgula dois décimos por falta do apelo estético na utilização e exploração de materiais nas alas (04) quatro, (05) cinco, (06) seis e (09) nove, como também falta de cuidados e acabamentos nas penas e adereços de cabeças em todas as alas citadas acima.Betto Gomes
altaREALIZAÇÃO => (-0,1)
* Ala 01 -> Na grande maioria dos componentes de ala as pontas dos tridentes estavam amarelas ou tombadas. Provavelmente ocorreu algum problema com o material/solução adotada, pois o problema ocorreu em grande parte na ala.
* Ala 11 -> Alguns componentes apresentaram problemas com o corteiro, mais especificamente com o elemento "palha", que estavam ausentes (faltando) ou amarelados/tombados.
* Ala 16 -> Várias componentes apresentaram problemas com a parte inferior da saia da fantasia (composta por palha) que estava desfiando/se desfazendo em frente ao módulo.Paulo Paradela
médiaConcepção: Não transmitiu com clareza a fantasia, com as mensagens ficaram comprometidas. Ala 5 -> Não ocorreu um bom acabamento na cara do "bode". E faltaram as sombrias. Ala 11 -> O chapéu não o elemento metálico no topo. Somente algumas flores pequenas. Ala 12 -> Bateria os pés do personagem "cangaceira" folclórico não estavam ao contrário. Ala 14 -> Faltou a "maracá" na mão dos componentes. E a parte central abaixo da cintura, estava diferente do abre-alasSérgio Henrique Silva
altaCONCEPÇÃO: 5,0 / REALIZAÇÃO: 4,9
HOUVE PERDA DE 0,1 EM REALIZAÇÃO. NA ALA 09 OS ADEREÇOS DE CABEÇA DA MAIORIA DOS COMPONENTES ESTAVAM INCLINADOS PARA TRÁS, SAINDO DA PROPOSTA ORIGINAL E COMPROMETENDO A ESTÉTICA DE TODA ALA.Wagner Oliveira
Harmonia
altaNúmero imenso de alas com canto insuficiente ou cantando apenas os refrões, a saber: 02, 03, 05, 07, 09, 10, 16, 19, 25. (-0,45)
[OBS] Fração de "-0,05" arredondada para baixo. (TOTAL: -0,4)
Excelente intenção entre vozes femininas e masculinas, intérpretes mantiveram a consistência. Porém, o que houve com o canto dos integrantes da escola?Bruno Marques
altaA Agremiação foi despontuada em um décimo (-0,1 pts) de acordo com o segundo item de critério do Manual do Julgador (Harmonia), onde o julgador deve considerar: "o canto do Samba-Enredo, pela totalidade da Escola". Quando a Escola percorria o módulo 4, algumas alas não cantavam o samba em sua totalidade, prejudicando a coesão e intensidade musicais. Alas penalizadas: 03, 06, 07, 10 e 26. Total: -0,1 ptsJardel Maia
altaDESPONTUAÇÃO 0,1
Houve falta do canto do samba-enredo em algumas alas.
Na Ala 1 (Exus Primordiais) que precedeu o Tripé 1 ('Omaioral'), notou-se integrantes que não cantavam o samba-enredo, demonstrando certa apatia durante a passagem pelo Módulo 3.
O mesmo ocorreu nas alas 3, 5 e 10 no seguimento do desfile.Júlia Félix
Mestre Sala e Porta Bandeira
alta-0,1 Durante a apresentação o casal não teve uma terminação na música; o Mestre-Sala segurou um pouco brusco a bandeira para apresentá-la após o giro da Porta-Bandeira e cuidado, a bandeira durante os giros por vezes não estava completamente esticada, ficou um pouco dobrada. OBS: A Porta-Bandeira como sempre com lindos braços e trabalho de torço. E o Mestre-Sala parabéns pela grande superação! Minha total admiração! NOTA: 9,9Mônica Barbosa
Samba Enredo
médiaDespontuei 0,1 em melodia pois o samba traz padrões melódicos similares ritmicamente e/ou em sua topografia especialmente nas partes em tom menor, fazendo o samba soar mais alongado. Ex.: de 'Eh! Parputê...' até 'touro na unha'.Alfredo Del Penho
altaLETRA: (-0,1) No que diz respeito a adequação da letra ao enredo, há um investimento na relação entre o passado (o recorte de época) e o presente (o recorte contemporâneo), ou seja, entre o tempo de Xica e o tempo de todas as travestis e população LGBTQIAP+ que gera, no caso específico, do refrão principal, certo anacronismo na comunicação da linguagem trans "PAJUBÁ". Uma vez que, mesmo falando junto a todas as trans de todos os tempos, o enredo sobre Xica Manicongo traz um refrão que dá a entender (ou a gerar dúvida) que tal linguagem ("aquendar", "xexar") data da época da personagem, quando é muito mais recente e, por isso, também datada. Na conexão sonora entre as palavras "Pajubá" e "Mojubá", ganha-se a feliz sugestão de como o campo do gênero e da sexualidade cruza o campo étnico-racial e religioso, incorporando-o por ressignificação. Porém, insurge a não desejada sugestão de que as palavras "aquendar" e "xexar" também derivam de iorubá. Além disso, ressoa vaga a evocação a Exu ("para Exu") para a comunicação plena de como o culto de matriz africana ("põe marafo, fubá e dendê") está em interseção com a experiência trans, sobretudo porque a aquenda é cantada após o gesto de esconder a genitália masculina ("aquendar"). Afinal, a evocação da energia feminina por meio do chamado às "pererecas" no sentido a "pombagirar" o corpo está em trecho distante e desconectado de tal refrão que tenta uma irreverência em contraste com a reverência ao orixá Exu e o tom solene das estrofes à parte do refrão. Por esse motivo, justifica-se o decréscimo de um décimo de ponto. MELODIA: (-0,1) Em um enredo (e também letra) que se quer provocador, transgressor, irreverente, a melodia se desenha muito pouco irreverente para acompanhar o que suscita a letra/enredo: A dimensão trágica, dramática, séria, sim, e expressa na construção solene de grande parte dos versos, mas ao mesmo tempo o que carece de gargalhada, ginga, para cumprir-se musicalmente "pombagiresco", com tônus de Exu, sirá que sintoniza com o enredo porque é o dono do corpo, da alegria rara, da transformação (das "transições"), da abertura de caminhos, de tudo o que vai ao encontro de Xica Manicongo, mas não da melodia, conformada em uma zona de conforto, de cumprimento de adequação/obediência a padrões de um samba-enredo a ser julgado por regras às quais não desafia e com as quais não negocia possibilidades do novo e diferente. Pelo desencontro entre a cartilha melódica e o fora-da-cartilha da letra/enredo, justifica-se a penalização.Igor Fagundes
Transcrição best-effort marcada por confiança. PDF original em Notas originais.