Grupo Especial · 2025
Acadêmicos do Salgueiro
Salgueiro de Corpo Fechado
Profissionais
Carnavalesco
Jorge Luiz Silveira
Carnavalesco
Jorge Silveira
Coreógrafo de Comissão de Frente
Paulo Pinna
Mestre-sala
Leonam Santos
Mestre-sala
Leonardo Moreira
Mestre-sala
Sidclei Santos
Porta-bandeira
Barbara Moura
Porta-bandeira
Beatriz Paula
Porta-bandeira
Marcella Alves
Mestre de Bateria
Guilherme
Mestre de Bateria
Gustavo
Compositor
Betinho de Pilares
Compositor
Jassa
Compositor
Jassa Bezerril
Compositor
Jb Oliveira
Compositor
Jefferson Oliveira
Compositor
Jorginho Via 13
Compositor
Jorginho Via Treze
Compositor
Leonardo Gallo
Compositor
Miguel Dibo
Compositor
Pedrinho da Flor
Compositor
Renato Galante
Compositor
W. Corrêa
Compositor
Xande de Pilares
Intérprete
Igor Sorriso
Intérprete
Igor Sorriso }}
Diretor de Carnaval
Wilsinho Alves
Diretor de Harmonia
Diego Pedroso
Diretor de Harmonia
Paulinho Evangelista
Diretor de Harmonia
Paulo Dimitri
Boletim por quesito
Notas dos 4 jurados; a menor é descartada (riscada) e o subtotal soma as 3 válidas.
Total: 269,2 de 270,0
Diferença para a campeã, por quesito
Décimos que a campeã (Beija-Flor de Nilópolis) fez a mais que Acadêmicos do Salgueiro em cada quesito.
Enredo
+2,0
Alegoria
+2,0
Fantasia
+2,0
Samba Enredo
+2,0
Evolução
+0,0
Comissão de Frente
+0,0
Mestre Sala e Porta Bandeira
+0,0
Bateria
+0,0
Harmonia
+0,0
Verde = a campeã pontuou mais naquele quesito; vermelho = este desfile pontuou mais ali.
Descontos justificados
15 apontamentos transcritos dos cadernos da LIESA.
Alegoria
altaTripé - mistérios do axé, meu candomblé, na parte traseira da alegoria, teve a criatividade plástica e a impressão causada pelos elementos monocromáticos uma visualização desfavorável (-0,1 concepção). Concepção - 4,9. Realização - 5,0. NOTA: 9,9Fernando Lima
alta0,1 (um décimo) despontuado na realização, pois foram percebidos problemas com relação aos 'acabamentos e cuidados na confecção e decoração, no que se refere ao resultado visual, inclusive das partes traseiras e geradores' (conforme indica o Manual do julgador). Isso foi observado no tripé 'Sou herança dos Malês', que passou pelo módulo 2 com os tecidos que cobriam e davam movimento aos pescoços dos cavalos, pois estavam rasgados pelo repuxo, prejudicando visualmente o elemento alegórico; no tripé 'Mistérios do Axé, meu candomblé', que desfilou com as portas do gerador desalinhadas ou empenadas.Madson Oliveira
altaConcepção: soluções de partido sem inovação comprometeram a criatividade plástica nos carros 03 e 05. (-0,1)
Realização: Observou-se deficiências de acabamento no tripé, proporção das torres no 3º carro e materiais de pouco impacto no 4º carro. (-0,1)
Concepção: Nos carros 03 e 05 observou-se concepção de partidos que comprometeu a criatividade, pois resultou em volumetrias pouco expressivas e impactantes. (-0,1)
Tripé: A junção do pescoço de um dos cavalos estava deslocada, deixando a ferragem aparente.
3º carro: A falta de proporção das torres da igreja em relação a altura dos platôs de destaques deixou a volumetria confusa, não valorizando a ideia e, consequentemente, o produto final.
O impacto visual do 4º carro deixou a desejar pelos materiais usados e falta de texturas pertinentes para representar o árido sertão nordestino. (-0,1) - Nota 9,8Walber Ângelo de Freitas
Comissão de Frente
altaREALIZAÇÃO: Faltou acabamento, apuro e cuidados à indumentária de grande parte dos componentes (exceto das filhas de santo e do "preto velho") o que prejudicou a impressão final quanto às formas, entrosamento, utilização, exploração e distribuição de materiais e cores (-0,1)Raphael David Filho
Enredo
altaConcepção: 4,9. Desconta-se 0,1 pela incoesão no recorte e roteirização escolhidos para contar a história. O tema 'corpo fechado' foi apresentado em uma exibição sequencial de setores, por vezes, sem uma clara conexão entre eles, como no salto temporal e espacial que ocorre na passagem do 2º para o 3º setor, que aborda os rituais de proteção física e espiritual do sertanejo nordestino (especialmente os cangaceiros) e parece um tanto 'solto' na narrativa. Essa impressão se acentua ao perceber-se que, no quarto setor, são retratados elementos presentes desde o início da colonização do país, como a pajelança realizada por povos originários, e o amuleto Muiraquitã, que, segundo registros históricos, seria de conhecimento desses povos desde o período pré-colonial. Como a introdução dos rituais de fechamento do corpo, no Brasil, foi abordada no segundo setor, verifica-se, assim, uma considerável quebra de coesão na narrativa, prejudicando seu pleno entendimento em desfile. Realização: 5,0.Arthur Nunes Gomes
altaConcepção: 5,0. Realização: Retira-se 1 décimo devido à dificuldade de compreensão da ala 8 "Patuás e Amuletos do Cangaço" que apresentou um chapéu em formato de livro aberto e pergaminhos com dizeres remetendo a uma escrita islâmica. A ênfase dada a tais iconografias na fantasia mais confundiu do que esclareceu quais seriam os "patuás" e "amuletos" do cangaço. Em nada, tais elementos visuais lembraram a estética do cangaço, do sertão, assim como também não esclareceram uma possível ligação com o Alcorão. Nesse sentido, os signos de proteção mais reconhecidos da indumentária cangaceira acabaram ficando em segundo plano, prejudicando o entendimento. (4,9)Johny Soares
altaPenaliza-se a escola em 2 décimos na concepção pelo que se segue: 1 décimo por imprecisão no desenvolvimento teórico do tema proposto e 1 décimo por falta de clareza, coesão e coerência na roteirização do Desfile. O argumento afirma que a crença na invulnerabilidade chegou ao Brasil na bagagem cultural de escravizados, em especial os que seguiam a religião islâmica, ignorando rituais indígenas e católicos preexistentes. Fontes da Historiografia brasileira afirmam que, anteriormente à chegada dos povos africanos, já haviam na (...) relatos sobre a existência do amuleto indígena muiraquitã na Amazônia. Inclusive este amuleto está inserido no enredo na ala 14, como presente em relatos a partir, somente, do século XVIII. A clareza do enredo é prejudicada pela roteirização definida. O setor do cangaço que retrata a aplicação de práticas de fechamento de corpo de todas as religiões retratadas em outros setores, intercalando-se entre estes setores, compromete a coesão e coerência do enredo. Concepção: 4,8 — Realização: 5,0.Marcelo Figueira
Evolução
altaA escola despontuou 1 (hum) décimo, pois aos 64 minutos, em frente ao Módulo 4, cometeu duas embolações: entre as alas 21 e 22, e entre as alas 22 e 23, prejudicando a coesão do seu desfile.Matheus Dutra
Fantasia
altaRetirada de (0,1) zero vírgula um décimo devido a ala 18 "Patuás e amuletos do congaço" não realizar a exploração proposta com diversos elementos sagrados e utilizar apenas uma estética islâmica com um livro de escrituras na cabeça e folhas com escrituras sobre a fantasia em destaque.Betto Gomes
altaREALIZAÇÃO => (-0,1)
* Ala 06 -> O número excessivo de elementos contemplados na fantasia fez com que, ao menos em alguns deles, a Realização tenha ficado pequena demais, deixando a sua visualização difícil ou quase imperceptível "Ervas purificadoras, estrelas de salomão, flor de liz, joias, falar".
* Ala 12 -> Assim como citado na ala anterior, houve dificuldade para identificar os elementos, em função de dimensões/soluções adotadas em sua realização. Como exemplo, as "ervas de proteção" não foram visualizadas; outros elementos de fantasia: tinteira de louro, mordas, medalhas. (CONTINUA)Paulo Paradela
altaCONCEPÇÃO: 4,9 / REALIZAÇÃO: 5,0
HOUVE PERDA DE 0,1 EM CONCEPÇÃO NA ALA 16. A FANTASIA APRESENTOU CARÊNCIA EM RELAÇÃO À REFERÊNCIA DA 'MÁSCARA RITUALÍSTICA FEITA DE CAROÁ'. NÃO ESTAVA CLARA A REPRESENTAÇÃO DA MESMA NA FANTASIA, IMPOSSIBILITANDO UMA INTERPRETAÇÃO ADEQUADA.Wagner Oliveira
Harmonia
altaAlas cantando apenas os refrões: 12, 22. (-0,1)Bruno Marques
Samba Enredo
altaA introdução da temática do cangaço na estrutura musical do samba, para além de ter tornado errante a temática da composição, se desvia igualmente do princípio da "adequação de letra ao enredo" ao instaurar noção de gratuidade temática bem no cerne da narrativa. As linhas que versam sobre o sertão, Lampião e Moreno comprovam a guinada na estrutura da obra, em franco prejuízo ao fio condutor da narrativa. O desacerto impõe subtração de 0,1. (Letra)Alessandro Ventura
médiaDespontuei 0,1 em melodia pois o samba traz trechos distintos sem uma transição bem desenvolvida, fazendo o samba soar fragmentado e com transições abruptas. Ex.: de 'Sou herança' até 'Contra Egum'. Nesse trecho o samba perde fluidez.Alfredo Del Penho
altaLETRA: (-0,1) Por inadequação de letra ao enredo em "Quem tem medo de Quiumba não nasceu pra demandar". A palavra "Quiumba" se sugere no lugar de outra por falsa assimilação de sentido e, enfim, problemática no contexto. Explicação: O enredo se refere a ritos de fechamento de corpo, de proteção contra o MAL, por forças do BEM. Apesar das associações resultantes do racismo religioso na sociedade, a chamada linha de esquerda — os exus e pombagiras — são quimbandeiros não porque quimbas. "Quiumbas" são forças do MAL, o que resulta não em "quimbanda" como derivada de "quiumbanda", na qual forças da esquerda nos livram justamente de "quiumbas", de "demandas", no contexto específico de "demandar" como rogar negatividade, maldade. Logo, que faz demanda não deve ter medo de "Quiumba", mas, sim, do Salgueiro, que está de corpo fechado pelo bem, uma vez "batizado no congá", como "terreiro" que é "casa da mandinga". A lógica do refrão é a de que aquele que demanda deve ter "medo" do Salgueiro ("Quem se mete com Salgueiro acerta as contas na corimba"), em vez de "medo de Quiumba", a menos que tal palavra esteja equivocadamente associada aos espíritos quimbandeiros protetores, representantes do bem. Do contrário, quem "nasceu ou não pra demandar" o fará temendo ou não o mal. O resultado é um verso que, se não gera desvio de sentido, figura apenas para volumizar a estrofe e produzir rima entre "congá" e "demandar". Acrescente-se, ainda, que tal refrão principal incorre em pobreza poética, seja porque 1) trabalha esquema rímico igual ao do refrão do meio, repetindo "Salgueiro" e as rimas em "eiro"/"eira" nas duas estrofes principais quanto ao canto; 2) apela a soluções de letra fáceis e previsíveis na medida em que já muito trabalhadas em sambas anteriores da escola, escamoteando uma zona de conforto (falta de criatividade) por meio do questionável argumento de "estilo" da escola.Igor Fagundes
Transcrição best-effort marcada por confiança. PDF original em Notas originais.