Academia do SambaOs nerds também sambam
Grupo Especial · 2025

Mocidade Independente de Padre Miguel

Voltando Para o Futuro - Não Há Limites pra Sonhar

Colocação
11º
Pontuação
267,9
Para a campeã
−2,10
Escola
Ver perfil →

Profissionais

Carnavalesco
Márcia Lage
Carnavalesco
Renato Lage
Coreógrafo de Comissão de Frente
Marcelo Misailidis
Mestre-sala
Diego Moreira
Mestre-sala
Diogo Jesus
Mestre-sala
Jeferson Pereira
Porta-bandeira
Bruna Santos
Porta-bandeira
Elaine Ribeiro
Porta-bandeira
Isabella Moura
Mestre de Bateria
Dudu
Compositor
Alex Saraiça
Compositor
Carlinhos da Chácara
Compositor
Claudio Russo
Compositor
Denilson Rozário
Compositor
Dr Castilho
Compositor
Dr. Castilho
Compositor
Léo Peres
Compositor
Marcelo Casa Nossa
Compositor
Nito de Souza
Compositor
Paulo César Feital
Compositor
Rogerinho
Compositor
Rogerinho Almeida
Intérprete
Zé Paulo Sierra
Intérprete
Zé Paulo Sierra }}
Diretor de Carnaval
Mauro Amorim
Diretor de Harmonia
Sandro Menezes
Diretor de Harmonia
Wallace Capoeira

Boletim por quesito

Notas dos 4 jurados; a menor é descartada (riscada) e o subtotal soma as 3 válidas.

EnredoΣ 29,4
AlegoriaΣ 29,6
FantasiaΣ 29,4
EvoluçãoΣ 29,9
Comissão de FrenteΣ 29,8
Mestre Sala e Porta BandeiraΣ 30,0
BateriaΣ 30,0
Samba EnredoΣ 29,9
HarmoniaΣ 29,9
Total: 267,9 de 270,0

Diferença para a campeã, por quesito

Décimos que a campeã (Beija-Flor de Nilópolis) fez a mais que Mocidade Independente de Padre Miguel em cada quesito.

Enredo
+6,0
Fantasia
+6,0
Alegoria
+4,0
Comissão de Frente
+2,0
Evolução
+1,0
Samba Enredo
+1,0
Harmonia
+1,0
Mestre Sala e Porta Bandeira
+0,0
Bateria
+0,0

Verde = a campeã pontuou mais naquele quesito; vermelho = este desfile pontuou mais ali.

Descontos justificados

23 apontamentos transcritos dos cadernos da LIESA.

Alegoria
altaAbre-alas - arco sobre cometa (letreiro/base componentes) no 1º chassi, o excesso de estrutura e a falta de acabamento c/ carnavalização na parte traseira, prejudicou a alegoria (-0,1 concepção). Carro 03 - a intensidade e quantidade de luz em todo raio (borda) dos "discos voadores", dificultou a visualização do início da alegoria (-0,1 concepção). Os componentes da lateral + adereços sobrepujaram os componentes que desembarcavam da nave central (-0,1 concepção). Tripé - jogos vorazes, apresentou falhas no revestimento e acabamento corrugado em grande parte da alegoria (-0,1 realização). 4,8 - concepção. 4,9 - realização. NOTA: 9,7Fernando Lima
alta0,1 (um decimo) a menos, especialmente no que diz respeito à concepção, pois a criatividade plástica foi pouco explorada (baixo impacto visual) em um conjunto alegórico cristalizado por imagens sem inovação. No passado, o futuro já utilizava soluções estéticas semelhantes às apresentadas no desfile do presente!Madson Oliveira
alta-0,1 -> No tripé 2 a impressão causada pelo exagero do tamanho do carro e seus elementos criou (espaços muito amplos) um vazio naquele disco da base.Soter Bentes
altaPenalizada em um décimo (0,1) em CONCEPÇÃO, pelo comprometimento da criatividade plástica nos carros 01, 02, 03 e 04. Penalizada em um décimo (0,1) em REALIZAÇÃO por apresentar superposição de destaques e o elemento cenográfico no Carro 02 e deficiência de revestimento no Tripé Jogos Vorazes. EXPLICAÇÃO PARA CONCEPÇÃO: Observou-se uma mesma concepção, soluções iguais com estruturas vazadas, estáticas, decoradas com iluminação intensa, acendendo em movimento com resultados finais bem parecidos nos carros 01, 02, 03 e 04, que causou uma monotonia plástica visual, principalmente quando se observou o corpo da escola na avenida. Consequentemente, comprometeu a criatividade do conjunto alegórico. CONTINUA EM OBSERVAÇÕES FINAIS: EXPLICAÇÃO DA REALIZAÇÃO: A superposição dos destaques com o elemento cenográfico "Cosmos" que ficou escondido, prejudicou a leitura da alegoria 02. O revestimento do Tripé Jogos Vorazes destoou do conjunto alegórico. Também, percebeu-se falta de proporção da escultura do astronauta em relação aos planetas e satélites na alegoria 02. 9,8Walber Ângelo de Freitas
Bateria
altaApós 'paradona' em frente ao módulo, a retomada foi muito acelerada em relação ao andamento anterior, comprometendo a manutenção da cadência.Philipe Galdino
Comissão de Frente
alta(-0,1) Apresentação/Realização - Projeto cenográfico confuso durante a movimentação dos componentes e a interação com os tripés. Devido a isto as cenas não ficaram claras (-0,1) 9,9 Linda ideia, parabéns!Rafaela Riveiro Ribeiro
altaFoi descontado 0,1 em apresentação/realização do corpo cênico. Durante sua dinâmica de interpretação, o corpo cênico apresentou momentos de desarmonia na precisão dos movimentos, não sustentando, por parte de alguns integrantes, a mesma temperatura / energia corpórea, incorporadas ao ritmo.Raffael Araújo
médiaCONCEPÇÃO: A indumentária apresentou discreto efeito quanto ao acabamento, cuidados, materiais e cores o que não valorizou o resultado plástico/estético da apresentação do grupo (-0,1). Ainda, os suportes ("mesas") utilizados na apresentação mostravam apoios e rodízios aparentes o que reduziu a impressão final quanto ao acabamento e cuidado em sua confecção e concepção, exploração e distribuição de materiais e cores (-0,1)Raphael David Filho
Enredo
altaConcepção: 4,9. Desconta-se 0,1 pela dificuldade de compreensão do enredo a partir do recorte apresentado para contar a história. A narrativa, embora ancorada em vasto trabalho de pesquisa, apresenta, em seu desenvolvimento, argumentos complexos, baseados em conceitos científicos, filosóficos e artísticos, muitas vezes fazendo uso de metalinguagem, que a tornam um tanto hermética e de difícil entendimento, em especial nos dois primeiros setores. Realização: 4,9. Desconta-se 0,1 pela dificuldade de compreensão do enredo a partir da associação entre o argumento proposto e seu desenvolvimento, na Avenida, através de fantasias e outros elementos plástico-visuais. Nas alas 03 (Quasares) e 04 (Nebulosas cósmicas: berçários das estrelas), os signos escolhidos não permitem apreender, com clareza, o significado das fantasias. Na ala 10 (Fernando, meu querido marciano), que pretendia celebrar Fernando Pinto, ícone carnavalesco da escola, a iconografia apresentada é insuficiente para identificar, em desfile, o artista homenageado, bem como os enredos por ele desenvolvidos, citados na justificativa da fantasia apresentada no terceiro Abre-Alas.Arthur Nunes Gomes
altaConcepção: Retira-se 1 décimo devido à dificuldade de compreensão de um enredo de caráter filosófico-científico-tecnológico, sustentado em uma abordagem abstrata (principalmente nos dois primeiros setores) sem um eixo narrativo mais claro. Ao propor reflexões profundas e complexas, o enredo trabalha com conceitos muito amplos, utilizando signos de difícil assimilação em alas e alegorias. Embora a temática contemporânea sobre o futuro da humanidade seja relevante, seu desenvolvimento altamente conceitual prejudica o entendimento, comprometendo sobretudo o encerramento, que parece não dialogar com o início - tão focado em imagens repetitivas: cosmos, astros, nebulosas e estrelas. (4,9). Realização: Retira-se 1 décimo pela não tangibilização na avenida da proposta descrita no livro Abre-Alas para o tripé 1 "Dos Jetsons aos Flintstones". O elemento cênico não foi capaz de transmitir a ideia de que os "Flintstones, na verdade, estariam no futuro após as consequências trágicas provocadas pelos Jetsons". A composição alegórica tem uma linguagem visual infantil, colorida e alegre - como os desenhos originais homônimos - não expressando ou evocando qualquer tipo de crítica ou algo negativo. (4,9)Johny Soares
altaPenaliza-se a escola em 2 décimos na Realização pela dificuldade de compreensão do enredo a partir do desenvolvimento apresentado pelas soluções iconográficas (alegoria/fantasias), por falta de criatividade em alguns momentos do Desfile e por alguma dificuldade de carnavalização do tema. O setor 2 ("Dos mistérios do céu à exploração do infinito") é de difícil compreensão, muito em virtude da dificuldade de carnavalização de seu argumento e pela pouca criatividade para diferenciação das alas 04, 05, 06 e 07. As (...) alas 16, 17 e 18 padecem do mesmo problema relatado para o setor 02. O tripé 2 ("Jogos vorazes do Terceiro Milênio") é pouco carnavalizado e carece de criatividade, levando-se em consideração, principalmente, a relação que o argumento faz com a icônica e antológica alegoria de 1993 que representava um menino jogando videogame, marcou uma geração de sambistas e brasileiros. Concepção: 5,0 — Realização: 4,8.Marcelo Figueira
altaTrês décimos (-0,3) foram retirados por prejuízos à COERÊNCIA, conforme prevê o Manual do Julgador. Propondo uma mensagem de esperança para uma juventude que parece estar fadada à autodestruição e aos efeitos da negligência com o planeta, o setor cinco (5) do desfile contraria essa "promessa" inicial em que afirma não haver limites para sonhar (no título do enredo). O que se vê, no referido setor (que encerra o desfile), é um quadro de desesperança, desenvolvido ala a ala. A musa 04 (quatro) "Guardiã das Almas Perdidas", segundo o que consta no Abre-Alas, é a única que pode conduzir ou reconduzir o "Homo-Deus" à sua condição primordial de "poeira das estrelas", podendo — assim — ser a portadora das "boas novas" preconizadas pelo samba, como: "O céu vai clarear", "Deus vai desfilar", "toda estrela pode renascer", "a mão que faz a bomba se arrepende". No entanto, a musa vem anunciando o carro 05 (cinco): "O homem é o lobo do próprio homem", cuja principal mensagem se concentra na desesperança e, consequentemente, naquilo que — sim — impõe limites ao ato de sonhar, revelando incoerência com o verbo ESPERANÇAR proposto na justificativa.Mônica Mançur
Evolução
altaDesconto um décimo pelos motivos abaixo: - Aos 32 minutos apresentou claro espaço entre o carro 02 e ala 08. - Aos 33 minutos ala 10 apresentou total falta de coesão, quase adentrando espaço do casal MSPB. - A escola apresentou falta de andamento e fluidez durante sua evolução.Gerson Martins
altaA escola evoluiu de forma irregular, alternando entre ritmos lento e acelerado, mudando a dinâmica do desfile. Perde um décimo. A ala 12 ('Sambo, logo existo') estacionou em frente ao módulo 3 por 4 minutos, desorganizando as alas seguintes, quando voltou a andar. As passistas alternaram entre correr e sambar, deixando muitos claros na pista. As alas 16, 17, 18 e 19 tiveram que correr. Perde mais um décimo pela falta de empolgação dos destaques das alegorias, desfilando sem nenhuma energia, com exceção do último carro. Os empurradores estavam mais animados.Lucila de Beaurepaire
Fantasia
altaRetirada de (0,1) zero vírgula um décimo da ala 18 "a culpa é do sistema" devido a concepção da fantasia não cumprir a função de representar as diversas partes caóticas de uma pane sistêmica capaz de fazer em uma sociedade refém de automação.Betto Gomes
altaCONCEPÇÃO => (-0,3) * Ala 06 -> Apesar do prisma de cor roxa, predominante na nebulosa de Órion, a solução/elementos e rigores escolhidos não deixaram claro a proposta original da fantasia, dificultando a sua leitura -> "É a região de formação estelar mais próxima da Terra e que abriga centenas de estrelas recém nascidas". * Ala 08 -> A proposta inicial de fantasia - "Esta ala traduz a paixão e admiração do homem por Marte" - está claramente presente na solução, porém, a segunda ideia proposta não ficou clara, apesar da presença do elemento "marte" na lateral do corteiro (CONTINUA)Paulo Paradela
médiaConcepção: Alas 1, 13, 16 não conseguiram transmitir as mensagens com clareza e criatividade. Realização: Ala 4 -> Parte cromática ficou confusa dos elementos químicos. Ala 10 -> O apuro estético devido ao material inadequado. Ala 21 -> Faltou um bom acabamento, ficando sem apuro estético. Ala 34 -> Ficou sem apuro devido material estéticoSérgio Henrique Silva
médiaCONCEPÇÃO: 4,9 / REALIZAÇÃO: 4,9 HOUVE PERDA DE 0,1 EM CONCEPÇÃO NAS ALAS: 16, 17, 18 E 20. NA ALA 16 AUSÊNCIA DE HIERARQUIA VISUAL, COM A SOBREPOSIÇÃO DE ELEMENTOS DECORATIVOS SECUNDÁRIOS AOS ELEMENTOS ESSENCIAIS. NA ALA 17 FALTOU APURO ESTÉTICO E PLASTICAMENTE MUITO PRÓXIMO DA ALA 19, OU SEJA, FALTOU SINGULARIDADE. HOUVE CARÊNCIA DE SINGULARIDADE NAS ALAS 18 E 19 REVELANDO A REITERAÇÃO DE UMA SILHUETA PADRONIZADA E UNIFORMIDADE DOS COSTEIROS, AS DUAS ALAS PARECIAM A MESMA FANTASIA. NA ALA 20 HOUVE PERDA DE 0,1 EM REALIZAÇÃO NAS ALAS 10, 20 E 21. ALA 10 ALÉM DA FALTA DE APURO ESTÉTICO NA ESCOLHA DE MATERIAIS, A ESTAMPA DOS 'MARACÁS' ESTAVA POUCO VISÍVEL. NA ALA 15 A INTEGRIDADE DA FANTASIA FICOU COMPROMETIDA PELA AUSÊNCIA DE ELEMENTOS DECORATIVOS EM MUITOS COMPONENTES. ALA 20 - A ESTILIZAÇÃO EXCESSIVA DO ADEREÇO DE CABEÇA PRODUZIU UM DISTANCIAMENTO DA REFERÊNCIA DO PERSONAGEM DARTH VADER. OS COSTEIROS DAS ALAS 20 E 21 ESTAVAM MUITO IDÊNTICOS,Wagner Oliveira
Harmonia
altaAlas com canto insuficiente, a saber: 08, 18, 19. (-0,15) Duas seções regularmente sem força pelos intérpretes: o primeiro refrão ("se a Mocidade sonhar...") e a estrofe seguinte ("o verde apareceu...") (-0,05) [OBS] Foi entendida a intenção de um belo trabalho de dinâmica, artisticamente optando pelo canto mais fraco e sereno nestas seções. Entretanto, em algumas execuções, a dinâmica fraca passou do ponto, derrubando o canto. O trabalho, porém, merece reconhecimento, e seus sublimes momentos de acerto minimizaram a despontuação. [NOTA] Oscilação nos volumes de microfones dos intérpretes auxiliares, desconsiderado.Bruno Marques
altaDESPONTUAÇÃO MÍNIMA [-0,1] Perda considerável de andamento na interpretação do samba-enredo trouxe prejuízos para a manutenção da igualdade do canto da escola. Além disso, o canto da agremiação não foi capaz de provocar uma integração efetiva e vibrante entre seus componentes, havia de maneira geral uma falta de engajamento em muitas alas, o que prejudicou a totalidade do canto da escola durante e desfile.Rodrigo Lima
Mestre Sala e Porta Bandeira
médiaA iluminação em excesso na indumentária do casal tornou a cena ofuscante, trazendo para a apresentação um peso. Refletiu a influência no bailado da porta-bandeira, e um excesso sobre as giras do mestre-sala, perdendo a forma dos movimentos. A sintonia do casal foi evidente durante toda a apresentação.Henna Melo
Samba Enredo
altaA composição se afastou do preceito que zela pela adequação da letra ao enredo ao não coordenar o tratamento poético dos versos à dimensão semântica da canção. As estrofes primeira, terceira e quarta são de difícil compreensão pela criação de nexos arbitrários entre as linhas dos versos, praticamente sem fazer referência à sua função denotativa. Esta tendência foi acentuada pelo uso de metalinguagem e da baixa predicação dos verbos. O expediente obrigou o ouvinte a constantemente se perguntar sobre os reais significados da obra. A magnitude desta ocorrência impôs extração de 0,1. (Letra)Alessandro Ventura
altaLETRA: (-0,1) Considerando a desejável riqueza poética dos versos, há recorrência de rimas soantes pobres (mesma classe gramatical) entre substantivos e, especialmente, entre verbos. No caso destas, o comprometimento da beleza se agrava pelas rimas sucessivas por meio da primeira pessoa do singular do pretérito perfeito ("Naveguei", "Me emocionei", "Atravessei"...) e por meio do infinitivo no refrão principal ("clarear", "desfilar") e no do meio ("sonhar", "viver", "voltar", "ver", "renascer"), ou seja, cantados com BIS. Ainda que se note com "esa" uma rima toante (ainda pobre, por tratar-se de verbo) com "Deixa", tal palavra se sugere solta (com pouca conexão ou mesmo justificativa suficiente/consistente para que exista), comparecendo muito mais para preencher o fim do verso mediante sua expectativa de duração. Soma-se a tais índices de pouca criatividade, o uso desnecessário da palavra "luz" duas vezes na letra, bem como da palavra "mão/mãos", também por duas vezes. Por isso, o decréscimo de (-0,1) um décimo de ponto pelos recursos de facilitação (clichês) na construção dos trechos citados.Igor Fagundes
Transcrição best-effort marcada por confiança. PDF original em Notas originais.